{"id":9465,"date":"2007-03-28T17:51:00","date_gmt":"2007-03-28T17:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9465"},"modified":"2007-03-28T17:51:00","modified_gmt":"2007-03-28T17:51:00","slug":"omissoes-presidenciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/omissoes-presidenciais\/","title":{"rendered":"Omiss\u00f5es presidenciais?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Antes da elei\u00e7\u00e3o do actual Presidente da Rep\u00fablica (PR), foram aqui publicados alguns artigos sobre este \u00f3rg\u00e3o de soberania. Depreendia-se, deles, que os presidentes anteriores poderiam ter ido mais longe no exerc\u00edcio das suas compet\u00eancias.<\/p>\n<p>Recentemente, a prop\u00f3sito de alguns problemas mediatizados, o Prof. Jorge Miranda chamou a aten\u00e7\u00e3o para eventuais omiss\u00f5es. E, entretanto, o actual Presidente deu conhecimento de que iria publicar um livro sobre o seu entendimento das compet\u00eancias do PR.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 correcto falar de omiss\u00f5es presidenciais? Penso que sim, muito embora os presidentes se tenham caracterizado sempre pela preocupa\u00e7\u00e3o de honrarem os compromissos assumidos perante o povo.<\/p>\n<p>Destaco apenas tr\u00eas disposi\u00e7\u00f5es constitucionais que poderiam ser cumpridas mais cabalmente: o artigo 120\u00ba; a al\u00ednea e) do artigo 134\u00ba; e o artigo 283\u00ba. O artigo 120\u00ba estabelece que o PR \u00abgarante (&#8230;) o regular funcionamento das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas (&#8230;)\u00bb. A al\u00ednea e) do artigo 134\u00ba estabelece que incumbe ao PR \u00abpronunciar-se sobre todas as emerg\u00eancias graves para a vida da Rep\u00fablica\u00bb. E o artigo 283\u00ba atribui compet\u00eancia ao PR para requerer, ao Tribunal Constitucional, que aprecie e verifique \u00abo n\u00e3o cumprimento da Constitui\u00e7\u00e3o por omiss\u00e3o das medidas legislativas necess\u00e1rias para tornar exequ\u00edveis as normas constitucionais\u00bb.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o redutora das \u00abinstitui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u00bb, dominante na sociedade portuguesa, tem contribu\u00eddo para a secundariza\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio social nas compet\u00eancias presidenciais. E, por outro lado, a tradi\u00e7\u00e3o manique\u00edsta, ainda prevalecente entre n\u00f3s, criou susceptibilidades na coopera\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os de soberania.<\/p>\n<p>No dom\u00ednio social, h\u00e1 pelo menos tr\u00eas problemas que reclamam aten\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o regulares do PR. S\u00e3o eles: as car\u00eancias extremas; as desigualdades gritantes; e a insuficiente coes\u00e3o interinstitucional. Enquanto estes problemas n\u00e3o estiverem resolvidos, n\u00e3o se pode afirmar que o PR esteja a garantir \u00abo regular funcionamento das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 pertinente o argumento segundo qual n\u00e3o incumbe ao PR a solu\u00e7\u00e3o dos problemas sociais. Na verdade, a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica n\u00e3o impede a coopera\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os de soberania; as mesmas normas constitucionais que estabelecem a \u00absepara\u00e7\u00e3o\u00bb de poderes tamb\u00e9m estabelecem a respectiva \u00abinterdepend\u00eancia\u00bb (artigo 2\u00ba e n\u00ba1 do artigo 111\u00ba).<\/p>\n<p>Para que o PR corresponda a estes imperativos, requerem-se algumas condi\u00e7\u00f5es, e recomendam-se algumas pr\u00e1ticas. Tais quest\u00f5es ser\u00e3o abordadas no pr\u00f3ximo artigo, sob a forma de sugest\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9465","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9465","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9465"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9465\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9465"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9465"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9465"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}