{"id":9471,"date":"2007-04-04T10:25:00","date_gmt":"2007-04-04T10:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9471"},"modified":"2007-04-04T10:25:00","modified_gmt":"2007-04-04T10:25:00","slug":"pascoa-libertadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pascoa-libertadora\/","title":{"rendered":"P\u00e1scoa libertadora"},"content":{"rendered":"<p>As coisas mudam. Para muitos, que mudem as coisas da \u201creligi\u00e3o\u201d \u00e9, no m\u00ednimo, escandaloso. Seja em que aspecto for e qualquer que seja a profundidade dessa mudan\u00e7a. Como se o mundo tivesse parado e a vertente religiosa da express\u00e3o social humana n\u00e3o crescesse com a pr\u00f3pria pessoa e com a humanidade, como se fora uma face fossilizada.<\/p>\n<p>Ainda antes da reforma lit\u00fargica promovida pelo Vaticano II, a renova\u00e7\u00e3o do Tr\u00edduo Pascal foi uma consequ\u00eancia l\u00f3gica do Movimento lit\u00fargico. Em boa hora se tornou expl\u00edcita na Igreja a consci\u00eancia da import\u00e2ncia da Vig\u00edlia Pascal, do sil\u00eancio expectante do s\u00e1bado santo (iniciado no fim da tarde de sexta) e da pr\u00e9via entrega sacramental do Senhor Jesus na Ceia da despedida, a introduzir todo o conjunto do Mist\u00e9rio Pascal.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que a introdu\u00e7\u00e3o do vern\u00e1culo na liturgia, mas sobretudo a redescoberta do car\u00e1cter de testemunho supremo da entrega de Cristo, levaram-nos a perceber melhor a esperan\u00e7a que transportam todos os ritos deste tempo santo. Esperan\u00e7a que contagia o tempo preparat\u00f3rio da Quaresma, despindo-o de quaisquer sinais de luto.<\/p>\n<p>Disc\u00edpulos dos \u201cServo sofredor\u201d, aprendemos que o ciclo da vida passa pelo regresso ao p\u00f3 desta nossa condi\u00e7\u00e3o mortal. N\u00e3o como a palavra \u00faltima sobre a nossa exist\u00eancia. Mas como a passagem, na humanidade de Cristo, pelo t\u00famulo, a caminho da vida em plenitude. <\/p>\n<p>Contemplar Aquele a quem trespass\u00e1mos n\u00e3o \u00e9 viver a desilus\u00e3o de uma derrota. \u00c9 aprender, nesse sinal perturbador, que o Amor de Deus nos recria na entrega total do Seu Filho: as trevas que se abatem sobre o mundo, no instante supremo da entrega ao Pai s\u00e3o rasgadas pelo raio luminoso da vit\u00f3ria da Vida dada sobre a vida \u201cpreservada\u201d.<\/p>\n<p>Reveste-se, por isso, a P\u00e1scoa de sonhos floridos, de horizontes infinitos, de cantos harmoniosos, de sorrisos de alegria, de rostos de gente salva, de cora\u00e7\u00f5es aquecidos\u2026 A companhia do Mestre, nos seus sil\u00eancios como nas suas respostas s\u00f3brias, nas suas decis\u00f5es corajosas como nos momentos de perplexidade e de ang\u00fastia, semeiam um crescente rasto de entusiasmo, at\u00e9 \u00e0 certeza de que Ele est\u00e1 vivo e d\u00e1 a vida, de que Ele est\u00e1 connosco e caminha ao nosso lado, explicando ao nosso \u00edntimo o plano do Pai. <\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 convic\u00e7\u00e3o plena de anunciarmos que Aquele que foi sacrificado Deus O ressuscitou. E, por isso, o que celebramos se torna vida, no servi\u00e7o dedicado e incondicional dos irm\u00e3os, como testemunho do que acreditamos! E as dolorosas paix\u00f5es de quantos participam mais visivelmente da Cruz do Senhor encontrar\u00e3o na Caridade, que n\u00e3o acaba nunca, as sementes da P\u00e1scoa libertadora!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As coisas mudam. Para muitos, que mudem as coisas da \u201creligi\u00e3o\u201d \u00e9, no m\u00ednimo, escandaloso. Seja em que aspecto for e qualquer que seja a profundidade dessa mudan\u00e7a. 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