{"id":9486,"date":"2007-04-04T10:47:00","date_gmt":"2007-04-04T10:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9486"},"modified":"2007-04-04T10:47:00","modified_gmt":"2007-04-04T10:47:00","slug":"o-grito-que-soltam-todos-os-cristaos-e-cristas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-grito-que-soltam-todos-os-cristaos-e-cristas\/","title":{"rendered":"O grito que soltam todos os crist\u00e3os e crist\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o <!--more--> A Igreja celebra, hoje, a P\u00e1scoa de Jesus, ou seja, a sua passagem da morte \u00e0 vida plena e imortal, atrav\u00e9s da sua ressurrei\u00e7\u00e3o. Cristo ressuscitou! \u00c9 o grito que soltam todos os crist\u00e3os e crist\u00e3s que se empenharam verdadeiramente na viv\u00eancia do per\u00edodo quaresmal e, em especial, da Semana Santa, evocativa da paix\u00e3o e morte do Senhor. Alicer\u00e7ados na Palavra de Deus, aproximemo-nos do acontecimento da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, porque \u00e9 ele que d\u00e1 raz\u00e3o de ser \u00e0 nossa f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p>O evangelho apresenta-nos um relato, cheio de movimento e de frescura, no qual Maria Madalena, a disc\u00edpula sempre fiel, corre ao sepulcro, logo de manh\u00e3zinha, e v\u00ea que a pedra que fora colocada a tapar a entrada do sepulcro est\u00e1 retirada. E corre a anunci\u00e1-lo a Pedro e a Jo\u00e3o, pensando ela que tinham roubado o corpo do seu Senhor. A partir daqui, podemos analisar o movimento destes dois disc\u00edpulos e a l\u00f3gica de cada um. Pedro, que tentou afastar Jesus do sofrimento e da morte, representa a l\u00f3gica humana de que o amor partilhado at\u00e9 \u00e0 morte, o servi\u00e7o simples e sem pretens\u00f5es e a entrega da vida, s\u00f3 conduzem ao fracasso e n\u00e3o s\u00e3o um caminho s\u00f3lido e consistente para chegar ao \u00eaxito, ao triunfo e \u00e0 gl\u00f3ria. Jo\u00e3o, que seguiu Jesus at\u00e9 \u00e0 morte de cruz, representa o disc\u00edpulo ideal, que ama Jesus apaixonadamente e que por isso entende o seu caminho e a sua proposta. N\u00e3o se escandaliza que da cruz nas\u00e7a a vida nova e plena, a vida verdadeira. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus prova, precisamente, que a transforma\u00e7\u00e3o total da nossa realidade e das nossas capacidades passa pelo amor dado at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. \u00c9 da entrega das nossas vidas que nasce a vida nova, que permanece para sempre. Este relato apresenta-nos o sepulcro vazio. Outros relatos nos contam como cada um dos disc\u00edpulos do Senhor solidificou a sua f\u00e9, atrav\u00e9s da experi\u00eancia m\u00edstica com Jesus ressuscitado. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, Pedro, j\u00e1 transformado pela experi\u00eancia do Ressuscitado, proclama a todos o primeiro an\u00fancio catequ\u00e9tico ou k\u00e9rygma, isto \u00e9, a f\u00e9 em Jesus de Nazar\u00e9, que \u201cpassou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo dem\u00f3nio\u201d, e que os judeus mandaram matar e crucificar, mas a quem Deus ressuscitou, e foram muitas as testemunhas que conviveram com Ele, ap\u00f3s a sua ressurrei\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo afirma que todos os que s\u00e3o baptizados em Cristo ressuscitaram com Ele e vivem j\u00e1 uma vida nova, embora escondida com Cristo em Deus. \u00c9 uma verdadeira vida de ressuscitados, mas ainda n\u00e3o totalmente manifesta, porque envolvida nos limites e fraquezas da vida terrena. Assim, os crist\u00e3os e as crist\u00e3s, vivendo a sua condi\u00e7\u00e3o de baptizados em Cristo, acreditam que o medo, a morte, o sofrimento e a injusti\u00e7a deixam de ter poder sobre o ser humano, porque, pela sua ressurrei\u00e7\u00e3o, Jesus de Nazar\u00e9 tornou-se Cristo, o Senhor. E empenham-se em ser testemunhas desta ressurrei\u00e7\u00e3o por uma vida de amor e de entrega, sinal da vida nova de Jesus em n\u00f3s.  <\/p>\n<p>Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o:  Act 10, 34a.37-43; Sl 118 (117); Cl 3, 1-4; Jo 20, 1-9<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-9486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}