{"id":9525,"date":"2007-04-04T12:25:00","date_gmt":"2007-04-04T12:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9525"},"modified":"2007-04-04T12:25:00","modified_gmt":"2007-04-04T12:25:00","slug":"omissoes-presidenciais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/omissoes-presidenciais-2\/","title":{"rendered":"Omiss\u00f5es presidenciais? (2)"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> No artigo anterior, abordaram-se algumas omiss\u00f5es dos Presidentes da Rep\u00fablica, \u00e0 luz de algumas disposi\u00e7\u00f5es constitucionais: o artigo 120\u00ba, a al\u00ednea e) do artigo 134\u00ba e o artigo 283\u00ba; tamb\u00e9m se pode referir a al\u00ednea d) do artigo 133\u00ba. Um desses problemas \u00e9 o das car\u00eancias extremas, o outro respeita \u00e0s desigualdades sociais gritantes e o terceiro \u00e0 insuficiente coes\u00e3o interinstitucional. Para n\u00e3o alongar excessivamente a presente exposi\u00e7\u00e3o, apenas se consideram nela as car\u00eancias extremas. Entre essas car\u00eancias figuram as respeitantes a: crian\u00e7as maltratadas ou abandonadas; pessoas com defici\u00eancia; \u00abgrandes dependentes\u00bb (por motivo de doen\u00e7a grave, defici\u00eancia profunda, acidente incapacitante, idade muito avan\u00e7ada&#8230;); subalimenta\u00e7\u00e3o; falta de habita\u00e7\u00e3o com o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es; impossibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o de medicamentos; viol\u00eancia familiar&#8230;<\/p>\n<p>Relativamente a estes problemas, o Estado e a sociedade encontram-se em falta grav\u00edssima, ultrapassando todos os limites aceit\u00e1veis, porque: (1) &#8211; recusam o conhecimento solid\u00e1rio, na medida em que nem sequer fazem o tratamento estat\u00edstico dos \u00abcasos sociais\u00bb; (2) &#8211; consequentemente, n\u00e3o fazem o confronto entre os problemas e os meios de solu\u00e7\u00e3o; (3) &#8211; n\u00e3o adoptaram programas de m\u00e9dio-longo prazo, que assegurem a cobertura de todos os \u00abcasos\u00bb por solu\u00e7\u00f5es adequadas; (4) &#8211; n\u00e3o garantem o atendimento de cada \u00abcaso social\u00bb, proporcionando-lhe, pelo menos, respostas provis\u00f3rias.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o presidencial nesta mat\u00e9ria t\u00e3o delicada n\u00e3o poder\u00e1 fazer-se, evidentemente, atrav\u00e9s da inger\u00eancia nas compet\u00eancias governamentais ou parlamentares, nem atrav\u00e9s de qualquer tipo de sobranceria ou \u00abrecados\u00bb, mas sim mediante a coopera\u00e7\u00e3o institucional e a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os de todas as entidades p\u00fablicas e particulares envolvidas.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de uma confer\u00eancia social poderia constituir o meio adequado para o lan\u00e7amento desta iniciativa presidencial; a\u00ed seria feito o ponto da situa\u00e7\u00e3o actual e se assumiriam compromissos para o futuro. O cumprimento de tais compromissos seria avaliado em confer\u00eancias subsequentes, porventura anuais. Em cada uma, seriam assumidos novos compromissos, que tamb\u00e9m seriam objecto de avalia\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a iniciativa presidencial n\u00e3o garantiria a solu\u00e7\u00e3o dos problemas sociais em causa. No entanto, poderia contribuir para que nenhum ficasse exclu\u00eddo da aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e da resposta poss\u00edvel. Poderia contribuir tamb\u00e9m para que nenhuma entidade, com responsabilidades sociais, ficasse \u00e0 margem dos compromissos e da correspontente ac\u00e7\u00e3o conjunta.<\/p>\n<p>Se, persistentemente, o Governo, o Parlamento ou a sociedade n\u00e3o correspondessem a este imperativo nacional, o Presidente da Rep\u00fablica ainda teria, pelo menos, tr\u00eas hip\u00f3teses de interven\u00e7\u00e3o: \u00abdirigir mensagens \u00e0 Assembleia da Rep\u00fablica(&#8230;)\u00bb, ao abrigo da al\u00ednea d) do artigo 133\u00ba; \u00abpronunciar-se sobre (&#8230;) as emerg\u00eancias graves(&#8230;)\u00bb de natureza social, tendo em conta o disposto na al\u00ednea e) do artigo 134\u00ba; e requerer, ao Tribunal Constitucional, que aprecie e verifique \u00abo n\u00e3o cumprimento da Constitui\u00e7\u00e3o, por omiss\u00e3o das medidas legislativas necess\u00e1rias para tornar exequ\u00edveis as normas constitucionais\u00bb, conforme o previsto no n\u00ba 1 do artigo 283\u00ba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9525","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9525\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}