{"id":9548,"date":"2007-04-19T16:54:00","date_gmt":"2007-04-19T16:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9548"},"modified":"2007-04-19T16:54:00","modified_gmt":"2007-04-19T16:54:00","slug":"recusa-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/recusa-politica\/","title":{"rendered":"Recusa Pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Ano ap\u00f3s ano, mant\u00eam-se graves lacunas nas pol\u00edticas sociais. Recordemos apenas a recusa do conhecimento solid\u00e1rio, relacionada com outras duas respeitantes \u00e0 assun\u00e7\u00e3o de responsabilidades face a situa\u00e7\u00f5es extremas e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o inter-institucional.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 foi aqui anotado, n\u00e3o se efectua o tratamento e difus\u00e3o regulares dos dados estat\u00edsticos relativos aos \u00abcasos sociais\u00bb atendidos nos servi\u00e7os p\u00fablicos e particulares de ac\u00e7\u00e3o social. Tal tratamento ofereceria um conhecimento baseado nas situa\u00e7\u00f5es pessoais e familiares, pressionaria a procura das respostas necess\u00e1rias, proporcionaria uma consci\u00eancia colectiva actualizada do grau de capacidade do pa\u00eds para assegurar tais respostas, de maneira condigna, e estimularia a procura de respostas mais definitivas ou mais provis\u00f3rias. <\/p>\n<p>Fa\u00e7amos a compara\u00e7\u00e3o com os dados relativos ao desemprego, difundidos pelo Instituto do Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional (IEFP). Logo que foi criado, o Servi\u00e7o Nacional de Emprego (cuja miss\u00e3o foi, depois, integrada na do IEFP) iniciou a publica\u00e7\u00e3o regular de estat\u00edsticas sobre o desemprego, e sobre outras vari\u00e1veis, decorrentes da sua actividade. Pelo contr\u00e1rio, os servi\u00e7os de ac\u00e7\u00e3o social, muito mais antigos, continuam a n\u00e3o publicar apuramentos semelhantes.<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas do IEFP j\u00e1 constituem uma pr\u00e1tica institucionalizada, indispens\u00e1vel para muitas entidades e para a opini\u00e3o p\u00fablica. Pelo contr\u00e1rio, as da ac\u00e7\u00e3o social n\u00e3o se publicam, porventura n\u00e3o existem e, surpreendentementente, n\u00e3o v\u00eam sendo reclamadas. Refor\u00e7a-se, deste modo, a exclus\u00e3o social a que se encontram votadas in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es sociais graves. Recusa-se-lhes a express\u00e3o mais b\u00e1sica de solidariedade: o conhecimento e o consequente reconhecimento de que existem.<\/p>\n<p>\u00c9 enorme a amplitude desta recusa pol\u00edtica, uma vez que prov\u00e9m do Estado, das autarquias locais, das IPSS, incluindo as da Igreja, da \u00abcomunidade cient\u00edfica\u00bb e de outras entidades com responsabilidades sociais. Enorme \u00e9 tamb\u00e9m a gravidade da recusa, em termos \u00e9ticos: as diferentes entidades faltosas s\u00e3o c\u00famplices na oculta\u00e7\u00e3o de realidades sociais, como foi assinalado, pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, na Instru\u00e7\u00e3o Pastoral sobre a Ac\u00e7\u00e3o Social da Igreja (1997). A par da oculta\u00e7\u00e3o, verifica-se tamb\u00e9m a demiss\u00e3o da consci\u00eancia e responsabilidade colectivas, bem como a pr\u00e1tica da exclus\u00e3o social de base institucional.<\/p>\n<p>Com alguma boa vontade, algum trabalho t\u00e9cnico-cient\u00edfico e com a indispens\u00e1vel congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os, a partir das entidades mais sensibilizadas, poderia come\u00e7ar a ser preenchida t\u00e3o estranha lacuna e a ser erradicada t\u00e3o obsoleta recusa pol\u00edtica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9548","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9548"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9548\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}