{"id":9555,"date":"2007-04-26T14:49:00","date_gmt":"2007-04-26T14:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9555"},"modified":"2007-04-26T14:49:00","modified_gmt":"2007-04-26T14:49:00","slug":"primavera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/primavera\/","title":{"rendered":"Primavera"},"content":{"rendered":"<p>Os tempos est\u00e3o mudados. E de tal maneira que j\u00e1 n\u00e3o conseguimos saber, com o m\u00ednimo de seguran\u00e7a, se a roupa que vestimos de manh\u00e3 nos poupar\u00e1, pela tarde, de uma constipa\u00e7\u00e3o certa, estejamos n\u00f3s na primavera, no outono ou no ver\u00e3o, uma vez que &#8211; quase certo &#8211; o inverno j\u00e1 nos n\u00e3o constipa. Mas a efic\u00e1cia dos projectos de preven\u00e7\u00e3o &#8211; alerta laranja, encarnado\u2026 &#8211; desencadeia programas preventivos de sa\u00fade, para obviar a eventuais surtos de gripe ou pneumonia!<\/p>\n<p>Eu acho que o tempo se est\u00e1 a vingar n\u00e3o tanto das patifarias que as gan\u00e2ncias fazem \u00e0 natureza, dos descuidos com a polui\u00e7\u00e3o. Est\u00e1, isso sim, desorientado com as mudan\u00e7as de ideias de gest\u00e3o p\u00fablica &#8211; se \u00e9 que as h\u00e1!&#8230; -, de crit\u00e9rios valorativos da vida &#8211; se \u00e9 que os h\u00e1!&#8230; -, de flutua\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios princ\u00edpios de justi\u00e7a\u2026 Nunca se sabe quando estar\u00e1 a passar o inverno da vida nacional; dif\u00edcil se torna perceber o fluxo de vida primaveril, que abra as janelas do futuro; ningu\u00e9m consegue descortinar quanto durar\u00e1 o inferno do ver\u00e3o, que nos vai queimando todas as esperan\u00e7as; n\u00e3o sei se algu\u00e9m saber\u00e1 se n\u00e3o entr\u00e1mos num outono eterno.<\/p>\n<p>A minha M\u00e3e, velhinha de noventa e cinco anos, trauteia ainda &#8211; j\u00e1 inocente perante todo este desatino, mais de \u201cmentira l\u00f3gica\u201d do que metereol\u00f3gico &#8211; o resto da velha quadra: \u201cA Primavera vai e volta sempre; a Mocidade vai e n\u00e3o volta mais\u201d. \u00c9 verdade que j\u00e1 n\u00e3o se percebe quando volta a Primavera. Agora que a Mocidade de um pa\u00eds tem sempre possibilidades de voltar n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida alguma! Pode repor-se a natalidade. A intelig\u00eancia e as outras faculdades humanas, as virtudes sociais, a educa\u00e7\u00e3o social e moral, o acolhimento das inquieta\u00e7\u00f5es espirituais t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de crescimento e refor\u00e7o\u2026<\/p>\n<p>Quer dizer que, mesmo que seja no p\u00f3lo norte, um pa\u00eds pode remo\u00e7ar-se, superar todos os invernos &#8211; ainda que de neves eternas! -, programar toda a preven\u00e7\u00e3o de ver\u00f5es de inc\u00eandios devastadores das consci\u00eancias e das estruturas sociais, tornar multicolores os outonos das vidas debilitadas\u2026 e gerir o seu futuro em permanente Primavera! S\u00f3 uma coisa \u00e9 necess\u00e1ria: que as pessoas, a come\u00e7ar pelos \u201cministros\u201d (= servidores) de todas as institui\u00e7\u00f5es &#8211; e, em primeiro lugar, do governo &#8211; tiverem cora\u00e7\u00e3o de Primavera!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tempos est\u00e3o mudados. E de tal maneira que j\u00e1 n\u00e3o conseguimos saber, com o m\u00ednimo de seguran\u00e7a, se a roupa que vestimos de manh\u00e3 nos poupar\u00e1, pela tarde, de uma constipa\u00e7\u00e3o certa, estejamos n\u00f3s na primavera, no outono ou no ver\u00e3o, uma vez que &#8211; quase certo &#8211; o inverno j\u00e1 nos n\u00e3o constipa. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-9555","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9555","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9555"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9555\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}