{"id":9604,"date":"2007-04-26T16:13:00","date_gmt":"2007-04-26T16:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9604"},"modified":"2007-04-26T16:13:00","modified_gmt":"2007-04-26T16:13:00","slug":"recusa-politica-grandes-dependentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/recusa-politica-grandes-dependentes\/","title":{"rendered":"Recusa pol\u00edtica &#8211; &#8220;grandes dependentes&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Uma das tr\u00eas recusas pol\u00edticas enunciadas nos artigos anteriores respeita \u00e0s car\u00eancias extremas. S\u00e3o exemplos  significativos destas situa\u00e7\u00f5es as crian\u00e7as maltratadas ou abandonadas, as pessoas com defici\u00eancia, os \u00abgrandes dependentes\u00bb (por motivo de doen\u00e7a grave, defici\u00eancia profunda, acidente incapacitante, idade muito avan\u00e7ada&#8230;), casos de subalimenta\u00e7\u00e3o, falta de habita\u00e7\u00e3o com o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es, impossibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o de medicamentos, viol\u00eancia familiar&#8230; Na reflex\u00e3o de hoje, limito-me apenas \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00e3o de \u00abgrande depend\u00eancia\u00bb.<\/p>\n<p>Estas pessoas encontram-se distribu\u00eddas por grupos muito diferenciados, correspondentes a clas-ses, ou estratifica\u00e7\u00f5es, sociais tamb\u00e9m distintas. No primeiro grupo, figuram as que t\u00eam acesso a lares, ou equipamentos semelhantes, de pre\u00e7o muito elevado, onde beneficiam de cuidados bastante completos e de elevada qualidade. Predomina aqui a iniciativa privada lucrativa; mas tamb\u00e9m alguns equipamentos do Estado e de institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social (IPSS) proporcionam condi\u00e7\u00f5es de qualidade id\u00eantica e a pre\u00e7os, geralmente, mais baixos.<\/p>\n<p>Um segundo grupo de \u00abgrandes dependentes\u00bb \u00e9 o dos que se encontram na suas casas, em condi\u00e7\u00f5es condignas. A qualidade de vida \u00e9 elevada e, em geral, reconfortante; no entanto, paira sobre eles a amea\u00e7a do desaparecimento do quadro familiar e dos prestadores de cuidados. <\/p>\n<p>O terceiro grupo \u00e9 constitu\u00eddo pelos \u00abutentes\u00bb da generalidade dos equipamentos do Estado e das IPSS. Aqui, distinguem-se os que se encontram em unidades de \u00abcuidados continuados\u00bb ou de \u00abcuidados paleativos\u00bb, e os que se encontram em lares comuns. Com base na informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel, pode afirmar-se que a qualidade do servi\u00e7o prestado \u00e9, em geral, bastante razo\u00e1vel, e as import\u00e2ncias a pagar s\u00e3o proporcionais aos rendimentos. <\/p>\n<p>O quarto grupo corresponde aos \u00abutentes\u00bb de lares privados de m\u00e9dio e baixo custo, distinguindo-se tamb\u00e9m dois subgrupos bastante diferenciados: os lares mais decentes e que disp\u00f5em das necess\u00e1rias autoriza\u00e7\u00f5es; e os que n\u00e3o disp\u00f5em de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas.<\/p>\n<p>O \u00faltimo grupo de \u00abgrandes dependentes\u00bb \u00e9 o dos que vivem nas suas casas, sem o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es. Uns beneficiam de apoio domicili\u00e1rio, enquanto outros se encontram abandonados pelo Estado e pelas institui\u00e7\u00f5es, em maior ou meno grau.<\/p>\n<p>A recusa pol\u00edtica perante esta grav\u00edssima realidade social traduz-se, antes de mais, no desconhecimento a que ela se encontra votada, e que j\u00e1 foi referida em artigo anterior. Traduz-se depois na exclus\u00e3o do acesso a medidas e programas espec\u00edficos; o Estado ocupa-se dos \u00abutentes\u00bb de equipamentos sociais, e abandona os que ficam de fora e que s\u00e3o, provavelmente, a maioria.<\/p>\n<p>O abandono torna mais graves as situa\u00e7oes mais graves. E a verdade \u00e9 que poderia ser evitado, atrav\u00e9s da congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os e de meios, a partir do n\u00edvel local e das rela\u00e7\u00f5es de proximidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}