{"id":9607,"date":"2007-05-03T14:36:00","date_gmt":"2007-05-03T14:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9607"},"modified":"2007-05-03T14:36:00","modified_gmt":"2007-05-03T14:36:00","slug":"a-proposito-do-dia-da-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-proposito-do-dia-da-mae\/","title":{"rendered":"A prop\u00f3sito do Dia da M\u00e3e"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Celebra-se no primeiro Domingo de Maio o Dia da M\u00e3e. O costume de dedicar um dia do ano a honrar, de modo especial, as m\u00e3es remonta aos princ\u00edpio do s\u00e9culo XX. Come\u00e7ou nos Estados Unidos, mas rapidamente se estendeu a numerosos pa\u00edses, entre eles Portugal.<\/p>\n<p>Durante muito tempo o Dia da M\u00e3e era celebrado, entre n\u00f3s, a 8 de Dezembro, data da festa lit\u00fargica da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. Essa coincid\u00eancia fez esquecer em muitas pessoas a festa da Imaculada e foi ent\u00e3o resolvido mudar a celebra\u00e7\u00e3o do Dia da M\u00e3e para o primeiro Domingo de Maio, salvo quando coincide com o Domingo de Pentecostes.<\/p>\n<p>E qual o motivo de dedicar um dia \u00e0 M\u00e3e? Em primeiro lugar, exaltar a Maternidade, pois \u00e9 por ela que a Mulher, juntamente com o Homem, participa no poder divino de transmitir a vida e n\u00e3o s\u00f3 transmitir, mas entregar a vida por inteiro aniquilando-se at\u00e9 ao extremo.<\/p>\n<p>A voca\u00e7\u00e3o de M\u00e3e \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e de amor e o amor materno \u00e9 algo dif\u00edcil de explicar. Conta-se que um rapaz \u00e1vido de tomar posse dos bens, matou a m\u00e3e,  arran-cou-lhe o cora\u00e7\u00e3o, meteu-o numa caixa e correu para um bosque para a\u00ed a enterrar. Na corrida caiu e ouviu sair da caixa uma voz que lhe disse com imensa ternura: \u201cMagoaste-te, meu filho?\u201d. \u00c9 uma lenda que quer evidenciar o que \u00e9 o amor de M\u00e3e.<\/p>\n<p>No livro A M\u00e3e, do Cardeal Mindszenty, podemos ler este relato comovedor. Um explorador, quando regressava de uma expedi\u00e7\u00e3o, encontrou uma mulher \u00edndia, cheia de sangue e com muitas feridas. Depois de a tratar, perguntou-lhe a raz\u00e3o do seu estado. A mulher contou que a sua tribo estava em guerra com uma outra e ela teve de fugir com o seu filhinho pequeno. Faminta, pois h\u00e1 muito n\u00e3o comia, secou-se-lhe o leite e n\u00e3o podia amamentar o beb\u00e9. Ent\u00e3o, com um anzol arrancou a sua pr\u00f3pria carne, fez dela isca, pescou uns peixes que comeu; e assim conseguiu voltar a ter leite para dar ao menino que estava a morrer de fome. A Mulher pode assim chegar a hero\u00edsmos como o que acabamos de ler no relato ver\u00eddico, mas ela \u00e9 sempre um mist\u00e9rio. Mesmo sem ser m\u00e3e biol\u00f3gica, tem uma ternura e sensibilidade que ultrapassam em muito o homem. \u00c9 na Maternidade que a Mulher atinge o auge, mas as suas potencialidades n\u00e3o se esgotam a\u00ed. Houve-as diplomatas, pol\u00edticas, cientistas, guerreiras, escritoras, etc., muito distintas, mas nada nelas ofuscou a Maternidade.<\/p>\n<p>O Dia da M\u00e3e \u00e9 um dia de festa e de gratid\u00e3o dos filhos para com aquelas que lhes deram a vida, mas n\u00e3o podemos deixar de lembrar aqui aquelas que, casadas, fecham voluntariamente as fontes da vida. Pior, por\u00e9m, s\u00e3o as que matam os filhos antes de nascer, praticando o aborto, ou depois de nascidos os lan\u00e7am numa qualquer lixeira. N\u00e3o podem ser para estas \u00faltimas as palavras t\u00e3o belas de Matilde Rosa Ara\u00fajo em O livro de Tila: M\u00e3e! \/ Que verdade linda \/ O nascer encerra. \/ Eu nasci de ti, \/ Como a flor da Terra.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-9607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}