{"id":9628,"date":"2007-05-03T15:42:00","date_gmt":"2007-05-03T15:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9628"},"modified":"2007-05-03T15:42:00","modified_gmt":"2007-05-03T15:42:00","slug":"que-fiz-eu-para-merecer-isto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/que-fiz-eu-para-merecer-isto\/","title":{"rendered":"Que fiz eu para merecer isto?"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> Ensaio de Anselm Gr\u00fcn sobre ao sofrimento. \u201cA incompreensibilidade do sofrimento \u00e9 uma parte da incompreensibilidade de Deus\u201d.<\/p>\n<p>O que fiz para merecer isto? <\/p>\n<p>A incompreens\u00edvel justi\u00e7a <\/p>\n<p>de Deus.<\/p>\n<p>Anselm Gr\u00fcn<\/p>\n<p>Editora Vozes, 2007<\/p>\n<p>158 P\u00e1ginas<\/p>\n<p>Dificilmente uma pessoa n\u00e3o far\u00e1, ao longo da sua vida, a pergunta do t\u00edtulo deste texto. Ou outras como estas: Por que \u00e9 que Deus permite o sofrimento? Por que n\u00e3o o impede? Por que \u00e9 que teve de atingir precisamente a mim? Qual a inten\u00e7\u00e3o de Deus, visto que agora est\u00e1 em ru\u00ednas tudo aquilo sobre o qual constru\u00ed a minha vida? Deus \u00e9 cruel? N\u00e3o tem compaix\u00e3o de mim? \u00c9 injusto? S\u00e3o actualiza\u00e7\u00f5es ou novas vers\u00f5es da pergunta eterna sobre o mal \u2013 ou antes, o sofrimento \u2013 no mundo.<\/p>\n<p>Ilude-se quem achar que pode encontrar uma resposta cabal para estas quest\u00f5es. Por outro lado, quem as coloca prefere \u2013 sem d\u00favida \u2013 ver o seu sofrimento terminar, haja ou n\u00e3o uma resposta para o mesmo. Anselm Gr\u00fcn sabe disso, pelo que afirma na introdu\u00e7\u00e3o deste livro: \u201cN\u00e3o pretendo com estas ideias trazer solu\u00e7\u00f5es, mas uma ajuda para colocar a experi\u00eancia pessoal do sofrimento num horizonte maior. O pensar cria uma dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha dor. E \u00e0s vezes \u00e9 precisamente essa dist\u00e2ncia que traz al\u00edvio para o sofrimento. Mas o pensar n\u00e3o acaba com o sofrimento. Ele \u00e9 um caminho para a sua compreens\u00e3o. Apesar de toda a incompreensibilidade do sofrimento, \u00e9 uma necessidade primitiva do ser humano entender o seu sofrimento. S\u00f3 quando entendo a minha vida posso ser eu mesmo(a) e suportar a minha dor\u201d (p\u00e1g. 10).<\/p>\n<p>Ao longo de 158 p\u00e1ginas, o monge beneditino refere v\u00e1rias respostas teol\u00f3gicas ao sofrimento, entre as quais as interpreta\u00e7\u00f5es dos evangelistas sobre o sofrimento de Jesus (que nada disse sobre o porqu\u00ea do sofrimento, mas deu-lhe um novo sentido, p\u00e1g. 43). Numa segunda parte, apresenta as explica\u00e7\u00f5es dos m\u00edsticos, resumidas neste par\u00e1grafo: \u201cN\u00e3o podemos dizer que o sofrimento seja necess\u00e1rio para que algu\u00e9m se torne mais maduro e mais s\u00e1bio. Mas frequentes vezes temos sentido que s\u00e3o principalmente as pessoas provadas pelo sofrimento (&#8230;) que irradiam na velhice sabedoria e bondade\u201d.<\/p>\n<p>Na \u00faltima parte, sobre casos concretos, \u00e9 onde mais surge o sentimento de protesto para com o \u201cDeus de amor que quer sempre o nosso bem\u201d. Gr\u00fcn apresenta casos t\u00edpicos de sofrimento, como o dos pais que perdem um filho, a homossexualidade, a droga, o desemprego, o div\u00f3rcio, as cat\u00e1strofes da natureza&#8230; Sem pretender resumir a resposta do autor, diga-se que ajuda mais perguntar pelo \u201cpara qu\u00ea\u201d, do que pelo \u201cporqu\u00ea\u201d. Por outro lado, no acto de perguntar \u2013 \u201c\u00e9 bom colocar estas perguntas\u201d, diz \u2013 , no acto de querer entender Deus, talvez se adquira a \u201cprofiss\u00e3o de f\u00e9 de que Deus \u00e9 bem diferente e n\u00e3o se pauta pela nossa teologia, mas \u00e9 e age segundo a sua pr\u00f3pria natureza\u201d (p\u00e1g. 151).<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-9628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9628\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}