{"id":9638,"date":"2007-05-03T15:56:00","date_gmt":"2007-05-03T15:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9638"},"modified":"2007-05-03T15:56:00","modified_gmt":"2007-05-03T15:56:00","slug":"sociedade-sem-valores-um-povo-que-adormece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sociedade-sem-valores-um-povo-que-adormece\/","title":{"rendered":"Sociedade sem valores, um povo que adormece"},"content":{"rendered":"<p>A m\u00e3e mata o filho que traz no seu seio e o Estado ajuda? \u00c9 uma mulher livre.  <\/p>\n<p>A m\u00e3e entrega o filho que n\u00e3o pode criar a algu\u00e9m que o acolhe com amor e desvelo? \u00c9 uma mulher desnaturada. Pode-se matar, mas n\u00e3o dar\u2026 <\/p>\n<p>P\u00f5em-se todos os dias, em grande plano, frente aos olhos das crian\u00e7as, todas as porcarias e at\u00e9 a venda de beb\u00e9s, como aconteceu, recentemente, numa telenovela portuguesa? Estamos numa sociedade livre. <\/p>\n<p>Descobre-se na Internet uma rede propagandeada de venda de crian\u00e7as, a n\u00edvel europeu e que tamb\u00e9m actua em Portugal? Logo os grandes do direito v\u00eam a terreiro e amea\u00e7am com os castigos da justi\u00e7a, e as vestes dos bem pensantes rasgam-se a proclamar que \u201cIsto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel!\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 autarcas a criar programas locais para favorecer a natalidade e fixar os casais jovens nas suas terras? Aplaudem-se as iniciativas. Cada dia nos centros de planeamento familiar, at\u00e9 nas sedes de concelho onde se luta por mais gente, se ensina a n\u00e3o procriar e se calam os m\u00e9todos que estimulam e ajudam a crescer? E a isto chama-se favorecer a boa informa\u00e7\u00e3o de que as boas m\u00e3es precisam e as jovens adolescentes n\u00e3o dispensam, porque o sexo deve ser seguro.<\/p>\n<p>Encontram-se crian\u00e7as desnutridas, que v\u00e3o cada manh\u00e3 para a escola sem terem comido nada e s\u00f3 fazem alguma coisa por elas os que l\u00e1 dentro, atentos \u00e0s situa\u00e7\u00f5es e a sofrer por isso, procuram modos de ajudar? S\u00e3o as fam\u00edlias que n\u00e3o se sabem governar nem educar.<\/p>\n<p>Continuam por a\u00ed crian\u00e7as, como todos sabemos, sem algu\u00e9m que as acolha quando a escola fecha? Oficialmente diz-se que isto n\u00e3o \u00e9 verdade. Entretanto, ignoram-se e destroem-se institui\u00e7\u00f5es que foram criadas e equipadas para ir ao encontro das fam\u00edlias, que n\u00e3o podem estar para acolher os filhos \u00e0s horas oficiais\u2026<\/p>\n<p>V\u00ea-se, a cada passo, a corros\u00e3o interior progressiva de filhos pequenos por via do div\u00f3rcio irreflectido de muitos pais? Estamos num pa\u00eds evolu\u00eddo. Assim, os senhores legisladores e governantes, muitos deles tamb\u00e9m divorciados, continuam, impunemente, a fazer e a regulamentar as leis, n\u00e3o favorecendo, antes pelo contr\u00e1rio, nem a justi\u00e7a, nem a dignidade da fam\u00edlia, nem a consist\u00eancia do casal e do agregado familiar, hipotecando, deste modo, o presente e o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Aparece agora para os pa\u00edses da UE, a partir de uma Directiva do Parlamento, uma proposta traduzida e equacionada pelo bin\u00f3mio \u201cEuropa e Mercado\u201d. Toda a concep\u00e7\u00e3o da vida em sociedade est\u00e1 vazada em resultados materiais. As institui\u00e7\u00f5es interm\u00e9dias, que j\u00e1 contam cada vez menos, deixar\u00e3o de contar, dando-se, assim, passos largos para a desumaniza\u00e7\u00e3o das pessoas e das rela\u00e7\u00f5es sociais. A antropologia, com bases filos\u00f3ficas e exig\u00eancias de \u00e9tica, \u00e9 coisa de somenos import\u00e2ncia, e as pessoas concretas s\u00e3o empecilhos para quem tem nas m\u00e3os os cordelinhos do comando, que n\u00e3o s\u00e3o, nem nunca foram, as pessoas que conhecemos e d\u00e3o o rosto e o nome para serem meros executores\u2026<\/p>\n<p>Por c\u00e1, tudo isto vai entrando, com a normalidade silenciosa que n\u00e3o acorda nem espevita, porque n\u00e3o faltam ide\u00f3logos que sabem adormecer o povo e n\u00e3o t\u00eam outro sentido de vida que o materialismo do \u201cmercado\u201d e do \u201cprest\u00edgio\u201d. <\/p>\n<p>At\u00e9 quando? At\u00e9 que o povo, fam\u00edlias, institui\u00e7\u00f5es, grupos organizados e com princ\u00edpios, o queiram. N\u00e3o \u00e9 o povo quem mais ordena? Sim, se estiver acordado e afirmar a sua dignidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e3e mata o filho que traz no seu seio e o Estado ajuda? \u00c9 uma mulher livre. A m\u00e3e entrega o filho que n\u00e3o pode criar a algu\u00e9m que o acolhe com amor e desvelo? \u00c9 uma mulher desnaturada. 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