{"id":9688,"date":"2007-05-31T15:06:00","date_gmt":"2007-05-31T15:06:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9688"},"modified":"2007-05-31T15:06:00","modified_gmt":"2007-05-31T15:06:00","slug":"isabel-da-trindade-e-exemplo-para-que-os-jovens-nao-se-deixem-dominar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/isabel-da-trindade-e-exemplo-para-que-os-jovens-nao-se-deixem-dominar\/","title":{"rendered":"Isabel da Trindade \u00e9 exemplo para que os jovens n\u00e3o se deixem dominar"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas perguntas a Ant\u00f3nio Machado, Leigo Carmelita <!--more--> Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Gomes Machado, te\u00f3logo leigo carmelita, do Porto, esteve no Carmo de Aveiro, onde proferiu uma confer\u00eancia sobre a juventude de Isabel da Trindade, uma das \u201cestrelas\u201d da Ordem. A jovem morreu em Novembro de 1906, pelo que a Ordem do Carmo est\u00e1 a comemorar o centen\u00e1rio da sua morte.<\/p>\n<p>Correio do Vouga &#8211; Isabel da Trindade era como os jovens de hoje? Ou muito diferente?<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Machado &#8211; Podemos dizer que Isabel da Trindade era como os jovens de hoje e tamb\u00e9m diferente. Come\u00e7o pelo fim\u2026 Isabel era diferente dos jovens de hoje, porque o tempo em que viveu era diferente. A educa\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o religiosa que teve s\u00e3o distintas das que a maioria dos jovens tem hoje em dia. Apesar de ter vivido num tempo, cultural, filos\u00f3fica e politicamente precursor da era p\u00f3s-moderna em que actualmente vivemos, persistia, no entanto, uma sensibilidade maior para a viv\u00eancia e pr\u00e1tica religiosa, o que muito ajudou tamb\u00e9m na caminhada espiritual de Isabel. Por isso, podemos dizer que era diferente.<\/p>\n<p>Por outro lado, podemos dizer que Isabel era como os jovens de hoje. A juventude \u00e9 o tempo da aventura, das grandes emo\u00e7\u00f5es, de viver a vida apaixonadamente. \u00c9 o tempo dos sonhos, dos projectos e tamb\u00e9m da tomada de decis\u00f5es. E Isabel n\u00e3o foge \u00e0 regra. Vive apaixonadamente a sua vida, procura descobrir o caminho da sua realiza\u00e7\u00e3o pessoal, decide e procura p\u00f4r em pr\u00e1tica o seu projecto que outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o corresponder \u00e0 vontade de Deus, deixando-se guiar por Ele.<\/p>\n<p>Entrando para um convento no princ\u00edpio do s\u00e9c. XX, poder\u00e1 ser um exemplo para os jovens do s\u00e9c. XXI?<\/p>\n<p>Sim, sem d\u00favida. Todos os santos s\u00e3o exemplos e modelos de vida que nos estimulam a sermos mais santos, isto \u00e9, mais pessoas. E a santidade tem a marca da actualidade, porque \u00e9 um dom divino.<\/p>\n<p>Isabel, enquanto carmelita descal\u00e7a, pode ser um exemplo para os jovens do s\u00e9c. XXI, pela sua coragem e determina\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o hesitou em abandonar a vida confort\u00e1vel, o brilho e o glamour a que estava habituada, para realizar a sua voca\u00e7\u00e3o. Foi assim que ela foi feliz e se realizou, apesar do sofrimento que as ren\u00fancias da vida claustral de ent\u00e3o implicavam. Neste sentido, ela \u00e9 um exemplo para os jovens de hoje, para que, nesta sociedade de facilitismo em que vivemos, n\u00e3o se deixem dominar pelo hedonismo p\u00f3s-moderno e sejam capazes de procurar as raz\u00f5es profundas do seu viver, se abram \u00e0 gra\u00e7a de Deus e ao projecto que Ele tem para cada um, seja na vida religiosa ou na vida laical, pois s\u00f3 assim poder\u00e3o experimentar a verdadeira felicidade. O Homem s\u00f3 se realiza enquanto Homem na medida em que se abre a Deus e responde com a sua vida \u00e0 Sua Revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que teria ela a dizer aos jovens de hoje? Que epis\u00f3dios da sua vida ser\u00e1 bom conhecer?<\/p>\n<p>A vida de Isabel e os seus escritos s\u00e3o de uma riqueza inesgot\u00e1vel. Vale a pena conhec\u00ea-la e l\u00ea-la. Ela \u00e9 uma jovem, com quem os jovens se podem identificar. Bonita, elegante, bem vestida, desportista, artista, fascinada por Deus, carmelita e santa.<\/p>\n<p>Aos jovens de hoje Isabel repete aquilo que foi a sua vida e a sua experi\u00eancia: temos o c\u00e9u ao nosso alcance, porque o c\u00e9u \u00e9 Deus e Deus est\u00e1 na nossa alma. Aqui encontramos a felicidade. Para isso, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio abdicar de nada e ao mesmo tempo \u00e9 necess\u00e1rio abdicar de tudo. Os jovens podem viver a alegria e o entusiasmo caracter\u00edsticos da sua idade, vestirem-se segundo a moda e frequentar festas, mas devem ser capazes de distinguir o essencial do acess\u00f3rio, n\u00e3o se deixarem escravizar por nada disto, mas serem livres.<\/p>\n<p>A verdadeira liberdade implica ren\u00fancias, sobretudo ao ego\u00edsmo. Assim, \u00e9 poss\u00edvel aos jovens de hoje fazer a mesma experi\u00eancia de felicidade de Isabel. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio para isso que todos v\u00e3o para os conventos, embora esta possibilidade tamb\u00e9m deva ser tida em conta pelos jovens no seu processo de amadurecimento pessoal e vocacional; mas o importante \u00e9 abrir-se a Deus e aos outros.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil indicar alguns epis\u00f3dios da vida de Isabel. \u00c9 bom conhecer toda a sua vida. A mim toca-me particularmente a sua vida antes de entrar no Carmelo, pois antes de entrar no Convento ela j\u00e1 era carmelita. No meio do mundo, nas suas mais variadas ocupa\u00e7\u00f5es, ela viveu mergulhada em Deus como verdadeira contemplativa. Isto a mim fascinou-me, provocou-me e interpelou-me, desde a minha adolesc\u00eancia, a tentar fazer a mesma experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Para mim, enquanto leigo, carmelita e jovem, Isabel da Trindade \u00e9 uma mestra de vida. E a minha experi\u00eancia e aproxima\u00e7\u00e3o de Isabel poder\u00e1 igualmente ser a de muitos jovens. Que cada um possa descobrir a frescura do saboroso amor de Deus com a ajuda da Beata Isabel da Trindade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas perguntas a Ant\u00f3nio Machado, Leigo Carmelita<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-9688","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jovens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9688"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9688\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}