{"id":9700,"date":"2007-09-12T15:38:00","date_gmt":"2007-09-12T15:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9700"},"modified":"2007-09-12T15:38:00","modified_gmt":"2007-09-12T15:38:00","slug":"amor-incondicional-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/amor-incondicional-de-deus\/","title":{"rendered":"Amor incondicional de Deus"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIV Domingo Comum &#8211; Ano C <!--more--> O tema fundamental da liturgia deste domingo \u00e9 o amor incondicional de Deus pelo seu povo e por cada pessoa, amor misericordioso, que o leva a p\u00f4r-se ao nosso servi\u00e7o, a adaptar-se a cada um de n\u00f3s, para nos oferecer a salva\u00e7\u00e3o, preferencialmente quando nos sentimos pecadores, com o objectivo de nos tornarmos justos, de acordo com a justi\u00e7a do pr\u00f3prio Deus, isto \u00e9, com a sua santidade.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, Mois\u00e9s intercede junto de Deus pelo seu povo, pois ele tornou-se infiel, construindo um bezerro de ouro e pondo-se a ador\u00e1-lo. \u00c9 a tenta\u00e7\u00e3o e o pecado de muitos de n\u00f3s. Temos dificuldade em tolerar as \u201caus\u00eancias\u201d de Deus e a sua superioridade face a n\u00f3s e procuramos um deus \u00e0 nossa medida, que possamos manejar ao nosso jeito. Todos temos uma inclina\u00e7\u00e3o natural ao mal, \u00e0 infidelidade, ao pecado, que coexiste com a gra\u00e7a de Deus, que nos habita. Por isso, necessitamos de nos apoiarmos uns nos outros, de intercedermos junto de Deus uns pelos outros, como fez Mois\u00e9s. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo afirma que, apesar de ter sido \u201cblasfemo, perseguidor e violento\u201d, a gra\u00e7a de Nosso Senhor Jesus Cristo superabundou nele, porque \u201cCristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores\u201d. <\/p>\n<p>No evangelho \u00e9 o tema do pecador que surge, sob a forma de par\u00e1bola. Os publicanos e pecadores, simultaneamente, cobradores de impostos e proxenetas, acompanhavam habitualmente Jesus, o que era motivo de censura por parte dos fariseus e dos escribas, que se consideravam santos. Jesus, sem rodeios, inverte este conceito de santidade, para dizer que, diante do Pai, o que conta \u00e9 que as pessoas se tornem justas e que h\u00e1 muita alegria quando um pecador escuta a mensagem de Jesus e acolhe o amor misericordioso do Pai. Jesus contesta as categorias que fabricamos e as classifica\u00e7\u00f5es que fazemos. No fundo, contesta a nossa hipocrisia, porque naturalmente julgamo-nos bons, ajuizados, cumpridores&#8230; E criticamos os outros, porque se portam mal, s\u00e3o diminu\u00eddos mentais, t\u00eam comportamentos duvidosos&#8230; E, assim, vamos catalogando as pessoas e pondo de lado aqueles e aquelas que n\u00e3o se coadunam com o nosso modo de ser e de viver. Mas foi isto mesmo que Jesus veio inverter. Ensinou-nos a detestar o mal, mas a amar a pessoa que o pratica, a inclu\u00ed-la no nosso cora\u00e7\u00e3o. Ensinou-nos a ajud\u00e1-la tanto quanto nos \u00e9 poss\u00edvel, para que ela veja os seus erros e se corrija, e a rezar sempre pelos que erram, para que se tornem justos aos olhos de Deus.<\/p>\n<p>Importa perceber a atitude do Pai de Jesus, que n\u00e3o deseja sen\u00e3o oferecer a salva\u00e7\u00e3o e, por isso, acolhe todas as pessoas, nomeadamente as que se portam mal, para as integrar no seu amor, para lhes fazer sentir que tamb\u00e9m s\u00e3o gente, para as levar a participar no banquete festivo da t\u00fanica branca e das sand\u00e1lias, s\u00edmbolos da dignidade e da liberdade, do anel no dedo, s\u00edmbolo do poder filial, do \u201cvitelo gordo\u201d, s\u00edmbolo da abund\u00e2ncia da casa do Pai e da dan\u00e7a, sem ocaso, porque o amor de Deus nunca tem retorno. <\/p>\n<p>XXIV Domingo Comum: Ex 32,7-11.13-14; Sl 51 (50); 1 Tm 1,12-17; Lc 15,1-32<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIV Domingo Comum &#8211; Ano C<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-9700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9700\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}