{"id":9710,"date":"2007-09-12T16:05:00","date_gmt":"2007-09-12T16:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9710"},"modified":"2007-09-12T16:05:00","modified_gmt":"2007-09-12T16:05:00","slug":"nao-intervir-e-pecar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-intervir-e-pecar\/","title":{"rendered":"&#8220;N\u00e3o intervir \u00e9 pecar&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Carlos Azevedo no encerramento da Semana de Pastoral Social <!--more--> Coube a D. Carlos Azevedo encerrar a Semana de Pastoral Social. O bispo auxiliar de Lisboa e secret\u00e1rio da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa tra\u00e7ou o perfil de \u201ccinco figuras da necessidade de ser fiel a cada tempo\u201d e apontou \u201ccaminhos de inova\u00e7\u00e3o\u201d na ac\u00e7\u00e3o social dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco figuras da hist\u00f3ria da Igreja \u2013 Martinho de Tours, Bas\u00edlio Magno, Francisco de Assis, Vicente de Paulo e Teresa de Calcut\u00e1 \u2013, entre muitas outras, que s\u00e3o \u201cmodelos que deixaram falar o amor nas circunst\u00e2ncias do tempo\u201d. Bento XVI a elas se refere na enc\u00edclica \u201cDeus Caritas Est\u201d, que serviu de inspira\u00e7\u00e3o para a comunica\u00e7\u00e3o de D. Carlos Azevedo.<\/p>\n<p>Martinho (s\u00e9c. IV) ensina que \u201cna forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 h\u00e1 que valorizar a caridade\u201d. Bas\u00edlio (s\u00e9c. IV), criando uma cidade hospitalar, sublinha a \u201ccorresponsabilidade de todos os crist\u00e3os\u201d. Francisco de Assis (s\u00e9c. XII-XIII) representa a luta contra o materialismo e o consumismo e mostra que \u201cao lado da fraternidade h\u00e1 alegria\u201d. Vicente de Paulo (s\u00e9c. XVII), com o seu \u201ccapital aliado \u00e0 gra\u00e7a\u201d, revela que \u201ca dedica\u00e7\u00e3o aos pobres implica a valoriza\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de consci\u00eancias\u201d. Por fim, Teresa de Calcut\u00e1 (s\u00e9c. XX), que \u201cfez a sua \u00edntima felicidade a enxugar quantas l\u00e1grimas p\u00f4de\u201d.<\/p>\n<p>Inova\u00e7\u00e3o na caridade<\/p>\n<p>Na segunda parte da interven\u00e7\u00e3o, D. Carlos Azevedo apontou cinco caminhos de inova\u00e7\u00e3o, esclarecendo, no entanto, que, \u201cmais do que teorias, h\u00e1 rostos\u201d. \u201cO Evange-lho tem a ver com economia, sociologia e pol\u00edtica. [Mas] a interven\u00e7\u00e3o na realidade \u00e9 consequ\u00eancia da f\u00e9. Com ou sem apoios do Estado, n\u00e3o podemos deixar de intervir\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Resumimos os \u201ccaminhos de inova\u00e7\u00e3o\u201d da ac\u00e7\u00e3o social inspirada pelo cristianismo.<\/p>\n<p>1. N\u00e3o intervir \u00e9 pecar. H\u00e1 sil\u00eancios, recusas, desconhecimentos que fazem o jogo da maldade. Ser neutro \u00e9 j\u00e1 estar de um lado. O crist\u00e3o tem de estar do lado de Deus. Intervir \u00e9 entrar no processo, na proximidade que transforma.<\/p>\n<p>2. A interven\u00e7\u00e3o \u00e9 orquestral, exige coordena\u00e7\u00e3o. Identifica os perigos. Submete-se a programas. E sujeita-se a avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>3. Estar no terreno implica uma m\u00edstica. As coisas levam tempo. Surgem frustra\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tempo de purifica\u00e7\u00e3o. Mas acabar\u00e1 por brotar a ternura, a alegria, o j\u00fabilo.<\/p>\n<p>4. Cren\u00e7a num futuro diferente. A f\u00e9 abre para o futuro. \u00c9 preciso apresentar outros estilos de vida, dar testemunho de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>5. Qualidade de vida. Que tipo de qualidade de vida sugerem os crist\u00e3os? A experi\u00eancia de Deus \u00e9 (tem de ser) contagiante. \u201cAprendemos a amar em Deus e na for\u00e7a do Evangelho\u201d. \u201cH\u00e1 que dar raz\u00e3o ao Crucificado e n\u00e3o ao que crucifica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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