{"id":9734,"date":"2007-05-16T14:45:00","date_gmt":"2007-05-16T14:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9734"},"modified":"2007-05-16T14:45:00","modified_gmt":"2007-05-16T14:45:00","slug":"modernizar-o-casamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/modernizar-o-casamento\/","title":{"rendered":"Modernizar o casamento?"},"content":{"rendered":"<p>Um deputado do nosso Parlamento assim justificava a apresenta\u00e7\u00e3o de um projecto de decreto-lei para \u201cdiv\u00f3rcio na hora\u201d, a pedido de um dos c\u00f4njuges, independentemente do assentimento do outro. E &#8211; sem surpresa! &#8211; tal proposta \u00e9 c\u00f3pia do \u201cregime que existe em Espanha\u201d. N\u00e3o sei se queremos retomar o ad\u00e1gio: \u201cDe Espanha, nem bom vento, nem bom casamento\u201d! Parece que sim, em vers\u00e3o ampliada e \u201cmoderna\u201d.<\/p>\n<p>O que me leva a chamar aqui este problema, em Semana da Vida e v\u00e9speras de Festa Diocesana da Fam\u00edlia, \u00e9 precisamente o alerta para este p\u00e2ntano trai\u00e7oeiro de facilidades, que vozes sonantes tentam vender como necessidade e modernidade \u00e0 fr\u00e1gil consci\u00eancia p\u00fablica da estabilidade da Fam\u00edlia como suporte indispens\u00e1vel da estabilidade social e do harmonioso desenvolvimento pessoal.<\/p>\n<p>Veja-se o desaforo: se houver filhos, basta que esteja desencadeado o processo de regula\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do poder paternal\u2026 E, enquanto tal se desenvolve, ficam as crian\u00e7as entregues a quem, se &#8211; o que n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel &#8211; nem um nem outro estiverem dispostos a incomodar-se com os filhos?&#8230; Tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 de somenos import\u00e2ncia que o processo patrimonial decorra paralelamente. \u00c9 que nem todos t\u00eam a seguran\u00e7a e independ\u00eancia econ\u00f3mica suficientes para sobreviver, at\u00e9 que se complete tal processo.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as incongru\u00eancias do vazio de valores a que chega uma sociedade que rejeita a pr\u00f3pria lei natural como fonte inspiradora do seu edif\u00edcio jur\u00eddico. Quando um deputado da maioria afirma que tal projecto \u201cn\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o contrato do casamento, que n\u00e3o \u00e9 propriamente um contrato que se rescinda sem mais nem menos\u201d, querer\u00edamos acreditar que o Estado est\u00e1 preocupado com a estabilidade familiar\u2026 Quando um ministro afirma que \u00e9 preciso fomentar a natalidade, querer\u00edamos alegrar-nos com a perspectiva de uma primavera demogr\u00e1fica promovida pelo Governo\u2026 Mas ficamos c\u00e9pticos ante medidas, sobretudo fiscais, que s\u00f3 penalizam a Fam\u00edlia e a Fam\u00edlia que queira dar o seu contributo para a invers\u00e3o da pir\u00e2mide et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como crist\u00e3os, n\u00e3o nos cansamos de proclamar que o projecto de Deus para a pessoa humana \u00e9 que nas\u00e7a e cres\u00e7a numa uni\u00e3o est\u00e1vel heterosexual, que fa\u00e7a a primeira socializa\u00e7\u00e3o no seio de uma Fam\u00edlia suficientemente alargada e s\u00f3lida, que o tecido b\u00e1sico de rela\u00e7\u00f5es sociais se afirme como garantia da estrutura social de um pa\u00eds. Ainda que sem uma cor confessional, o acolhimento da dimens\u00e3o espiritual da pessoa humana \u00e9 um  patrim\u00f3nio irrenunci\u00e1vel, sob pena de \u201cmodernizar\u201d ser sin\u00f3nimo de \u201cexterminar\u201d!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um deputado do nosso Parlamento assim justificava a apresenta\u00e7\u00e3o de um projecto de decreto-lei para \u201cdiv\u00f3rcio na hora\u201d, a pedido de um dos c\u00f4njuges, independentemente do assentimento do outro. E &#8211; sem surpresa! &#8211; tal proposta \u00e9 c\u00f3pia do \u201cregime que existe em Espanha\u201d. 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