{"id":9810,"date":"2007-05-24T10:00:00","date_gmt":"2007-05-24T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9810"},"modified":"2007-05-24T10:00:00","modified_gmt":"2007-05-24T10:00:00","slug":"livraria-de-santa-joana-faz-50-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/livraria-de-santa-joana-faz-50-anos\/","title":{"rendered":"Livraria de Santa Joana faz 50 anos"},"content":{"rendered":"<p>A livraria diocesana est\u00e1 a completar o meio s\u00e9culo de exist\u00eancia. No dia 25 de Maio de 1957, a \u201cGr\u00e1fica do Vouga\u201d iniciou actividades, com a elabora\u00e7\u00e3o do Correio do Vouga (fundado em 1930) e a abertura de um estabelecimento para venda de livros e artigos religiosos, que veio a chamar-se Livraria Santa Joana.<\/p>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social \u2013 livros, jornais, cinema, radio-difus\u00e3o, televis\u00e3o, internet e outros \u2013 s\u00e3o agentes important\u00edssimos para a forma\u00e7\u00e3o ou deforma\u00e7\u00e3o das pessoas e das sociedades; tanto podem transmitir a cultura, unir os povos e servir os valores e os ideais mais nobres, como podem colaborar na difus\u00e3o de conceitos aviltantes, de erros imorais ou de mentiras conscientes.<\/p>\n<p>A Igreja Cat\u00f3lica, para a difus\u00e3o da mensagem do Evangelho, jamais p\u00f4s de parte a palavra escrita, divulgada por qualquer ve\u00edculo. Os redactores b\u00edblicos deixaram-nos as suas mensagens; os ap\u00f3stolos escreveram o Novo Testamento; os apologistas e os doutores da f\u00e9 defenderam e expuseram a verdade crist\u00e3; os pensadores e os mestres do nosso tempo continuam no encal\u00e7o daqueles que enriqueceram e espalharam a doutrina; os jornalistas repartem o p\u00e3o que alimenta e fortalece a f\u00e9. Na verdade, a Igreja \u201cconsidera seu dever servir-se dos instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o social para pregar a mensagem da salva\u00e7\u00e3o aos homens e \u00e0s mulheres\u201d \u2013 l\u00ea-se no n\u00famero tr\u00eas do decreto \u201cInter mir\u00edfica\u201d do II Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico do Vaticano.<\/p>\n<p>Convencidos de que \u201co minist\u00e9rio da pena ao servi\u00e7o da Igreja \u00e9 um verdadeiro apostolado\u201d (Pio XII) e de que \u201ca imprensa \u00e9 o meio de chegar \u00e0s massas populares, de fazer penetrar a luz da verdade nas camadas sociais indiferentes e descristianizadas, de refutar os erros, de resolver objec\u00e7\u00f5es e de encaminhar as consci\u00eancias\u201d (S. Pio X), os respons\u00e1veis da Diocese de Aveiro, desde a primeira hora, incentivaram a palavra escrita. Como testemunho disso, para l\u00e1 dos boletins paroquiais e das folhas dominicais, temos o seman\u00e1rio diocesano \u201cCorreio do Vouga\u201d, com setenta e sete anos de exist\u00eancia, onde se encontram milhares de comunica\u00e7\u00f5es, homilias e artigos dos nossos bispos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00f3. Com a devida autoriza\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9 e com os estatutos aprovados pelo arcebispo-bispo de Aveiro, D. Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, em 25 de Maio de 1957 iniciou a sua actividade a \u201cGr\u00e1fica do Vouga\u201d, como empresa diocesana de car\u00e1cter industrial e comercial, com as sec\u00e7\u00f5es de tipografia, encaderna\u00e7\u00e3o, venda de livros e com\u00e9rcio de artigos religiosos, al\u00e9m da impress\u00e3o e expedi\u00e7\u00e3o do \u201cCorreio do Vouga\u201d. Ficou sediada na casa que a Diocese j\u00e1 possu\u00eda em Aveiro, na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, a qual fora adaptada para essa finalidade.<\/p>\n<p>Entretanto, decorridos vinte e cinco anos, precisamente em 2 de Janeiro de 1982, a Diocese vendeu por trespasse o t\u00edtulo da \u201cGr\u00e1fica do Vouga\u201d, com os sectores da tipografia e da encaderna\u00e7\u00e3o; mas conservou na sua posse o sector da venda de livros e de artigos religiosos, dando ao estabelecimento o nome de \u201cLivraria de Santa Joana\u201d, que ocupou todo o r\u00e9s-do-ch\u00e3o do mesmo edif\u00edcio, onde se encontra.<\/p>\n<p>Mais tarde, reflectiu-se demorada e seriamente na desvincula\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o diocesana, jur\u00eddica e economicamente, tanto da livraria como do jornal; para isso, em 19 de Dezembro de 1999, foi constitu\u00edda a sociedade denominada \u201cTempo Novo \u2013 Multim\u00e9dia \u2013 Edi\u00e7\u00e3o e Venda de Publica\u00e7\u00f5es, Lda.\u201d, cujo fim \u00e9 \u201ca edi\u00e7\u00e3o e venda de jornais, livros e objectos lit\u00fargicos\u201d.<\/p>\n<p>Passaram cinquenta anos da cria\u00e7\u00e3o da livraria diocesana, na cidade de Aveiro. N\u00e3o temos d\u00favida da sua import\u00e2ncia, nomeadamente na difus\u00e3o de livros e de publica\u00e7\u00f5es de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e de forma\u00e7\u00e3o religiosa e humana. Ela sempre pretendeu ser uma porta aberta para quem deseja elucidar-se numa cultura mais esclarecida e actualizada, a fim de descobrir e dar as raz\u00f5es da sua f\u00e9, quer aos outros quer a si mesmo. A terminar, transcrevo as \u00faltimas palavras do mencionado decreto conciliar: &#8211; \u201cAssim como nos monumentos art\u00edsticos da antiguidade, tamb\u00e9m agora, nestes meios de comunica\u00e7\u00e3o social, deve ser glorificado o nome do Senhor, segundo o que diz a Carta aos Hebreus (13, 8): &#8211; Jesus Cristo \u00e9 sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A livraria diocesana est\u00e1 a completar o meio s\u00e9culo de exist\u00eancia. 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