{"id":9811,"date":"2007-05-24T10:02:00","date_gmt":"2007-05-24T10:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9811"},"modified":"2007-05-24T10:02:00","modified_gmt":"2007-05-24T10:02:00","slug":"abertura-aos-movimentos-potencia-dinamismo-apostolico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/abertura-aos-movimentos-potencia-dinamismo-apostolico\/","title":{"rendered":"Abertura aos movimentos potencia dinamismo apost\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<p>Pensar a Par\u00f3quia <!--more--> O Esp\u00edrito Santo \u00e9, simultaneamente, fonte de unidade e de diversidade. Desta fonte, prov\u00eam todos os dinamismos da vida crist\u00e3. A n\u00edvel pessoal e comunit\u00e1rio, familiar e eclesial. No seio da institui\u00e7\u00e3o da Igreja e nos espa\u00e7os da sociedade. <\/p>\n<p>Estes dinamismos adquirem configura\u00e7\u00e3o humana em media\u00e7\u00f5es que lhes servem de suporte para circularem e propiciam meios para se visualizarem. A fam\u00edlia, a comunidade eclesial de base, a par\u00f3quia, a diocese, embora com graus de intensidade diferente, constituem espa\u00e7os onde a comunh\u00e3o prevalece como fruto da harmonia das diferen\u00e7as. Por isso, s\u00e3o habitualmente designadas por comunidades. Os grupos et\u00e1rios e profissionais, as associa\u00e7\u00f5es de piedade, os movimentos apost\u00f3licos ou de espiritualidade acentuam uma outra dimens\u00e3o e manifestam novos horizontes da miss\u00e3o da Igreja e das suas formas de presen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<p>A par\u00f3quia e os movimentos apost\u00f3licos s\u00e3o a express\u00e3o mais not\u00f3ria desta pluralidade, procedente do Esp\u00edrito por meio da Igreja, para expressar a riqueza de gra\u00e7as, dons, carismas, servi\u00e7os e minist\u00e9rios concedidos aos fi\u00e9is seguidores de Jesus Cristo. <\/p>\n<p>A par\u00f3quia proporciona a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica fundamental. Oferece espa\u00e7os de vida comunit\u00e1ria a todos os que a procuram. Do nascer ao morrer. Nos momentos de maior felicidade e de sofrimentos amargos. Sem distin\u00e7\u00e3o de pessoas, a n\u00e3o ser as que um s\u00e3o realismo pastoral recomenda. Com aten\u00e7\u00e3o aos mais fragilizados, indo ao seu encontro e acompanhando-os em suas necessidades, dentro do poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o paroquial, embora possa ter outras manifesta\u00e7\u00f5es, concentra-se na aten\u00e7\u00e3o aos que v\u00eam e querem iniciar um processo de vida crist\u00e3, na prepara\u00e7\u00e3o \u201cepis\u00f3dica\u201d dos que interv\u00eam nas celebra\u00e7\u00f5es festivas, na forma\u00e7\u00e3o intermitente dos que buscam os fundamentos da f\u00e9 e das suas implica\u00e7\u00f5es actuais.<\/p>\n<p>Apesar desta abrang\u00eancia, muitos espa\u00e7os ou \u00e2mbitos da vida social organizada est\u00e3o para al\u00e9m da miss\u00e3o da par\u00f3quia. E, no entanto, s\u00e3o \u201chabitados\u201d pelos seus membros. Com efeito, pertence primordialmente aos leigos evangelizar as realidades temporais ou seja a fam\u00edlia e a escola, a pol\u00edtica e os partidos, o trabalho e a economia, os estilos de vida e a cultura, os direitos humanos e a justi\u00e7a, as associa\u00e7\u00f5es, a ecologia, o lazer e o entretenimento, a comunica\u00e7\u00e3o em rede e tantos outros meios condicionantes da qualidade da conviv\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Evangelizar estas realidades \u00e9 pr\u00f3prio, dentro da miss\u00e3o da Igreja, de grupos especializados, de movimentos apost\u00f3licos, de institutos de vida consagrada. Agindo individualmente ou de forma associada, est\u00e1-lhes confiada esta fun\u00e7\u00e3o irrecus\u00e1vel: desvendar o sentido profundo de tais realidades e relacion\u00e1-lo com o projecto salv\u00edfico de Deus que, em Jesus Cristo, nos d\u00e1 a medida exacta da nossa humanidade e da sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 plenitude.<\/p>\n<p>Aus\u00eancia de movimentos = anemia apost\u00f3lica<\/p>\n<p>Os movimentos t\u00eam a sua raz\u00e3o de ser na sociabilidade natural das pessoas, no apoio dado aos seus elementos para intensificarem a coer\u00eancia da vida com a f\u00e9, nos recursos de que disp\u00f5em para a miss\u00e3o, nos m\u00e9todos com que programam a ac\u00e7\u00e3o a realizar, na efic\u00e1cia apost\u00f3lica que pretendem alcan\u00e7ar, na eclesiologia de comunh\u00e3o que lhes serve de suporte e de seiva revigorante, no testemunho apost\u00f3lico que, \u00e0 maneira de clar\u00e3o auspicioso, pode abrir horizontes \u00e0 institui\u00e7\u00e3o paroquial e encher de \u00e2nimo o entusiasmo evangelizador dos seus membros.<\/p>\n<p>Esta justifica\u00e7\u00e3o evidencia a riqueza dos movimentos e, tamb\u00e9m, a sua exig\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 movimento eclesial quem quer ou o reclama, mas quem satisfaz certas condi\u00e7\u00f5es. O direito de associa\u00e7\u00e3o, que pertence aos crist\u00e3os, a partir do baptismo, situa-se na Igreja comunidade hier\u00e1rquica, org\u00e2nica e din\u00e2mica. <\/p>\n<p>As exig\u00eancias decorrentes s\u00e3o objectivas e facilmente observ\u00e1veis: aspirar \u00e0 santidade, professar a f\u00e9 cat\u00f3lica, viver uma comunh\u00e3o s\u00f3lida, situar-se na miss\u00e3o da Igreja e prosseguir os seus objectivos, marcar presen\u00e7a empenhada e qualificada na sociedade, estar atento \u00e0 novidade que as transforma\u00e7\u00f5es culturais comportam e saber escutar o que o Senhor vai dizendo \u00e0 Igreja como outrora disse \u00e0s comunidades crist\u00e3s do Apocalipse. <\/p>\n<p>A satisfa\u00e7\u00e3o destas exig\u00eancias credencia a autenticidade dos movimentos e a qualidade da sua ac\u00e7\u00e3o. Se pelo fruto se conhece a \u00e1rvore, assim o movimento. E, se se deixa morrer a \u00e1rvore que est\u00e1 envelhecida e sem capacidade de revigoramento, assim o movimento. E, se se muda a \u00e1rvore porque se encontrou uma outra mais indicada para o terreno em que estava implantada, assim o movimento. E, se se poda a \u00e1rvore para concentrar energias, crescer e se fortificar, assim o movimento. Mas, enquanto est\u00e1, cuidase dela, protege-se da intemp\u00e9rie e apreciam-se os frutos.<\/p>\n<p>A par\u00f3quia que, sinceramente, quer o bem dos seus fi\u00e9is precisa absolutamente de se abrir aos movimentos. N\u00e3o de maneira indiscriminada. Nem apenas por simples parecer de algum devoto, mesmo qualificado. O ponto de refer\u00eancia fundamental est\u00e1 na aten\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades reais de quem tem de dar as raz\u00f5es da sua esperan\u00e7a em contextos novos, complexos e, por vezes, hostis, e a fidelidade \u00e0 Igreja que, por meio do magist\u00e9rio, define crit\u00e9rios e d\u00e1 orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre a par\u00f3quia e os movimentos explica, em parte, a situa\u00e7\u00e3o em que vivemos: uma certa anemia apost\u00f3lica e uma quase insignificante presen\u00e7a na sociedade. Melhorar esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 dar passos positivos na sua transforma\u00e7\u00e3o. Assumir a reciprocidade complementar parece ser o maior desafio com que se debatem os respons\u00e1veis, pois aquela rela\u00e7\u00e3o vitaliza muitas energias adormecidas e preanuncia uma nova primavera pastoral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensar a Par\u00f3quia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-9811","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9811"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9811\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}