{"id":9821,"date":"2007-05-24T10:22:00","date_gmt":"2007-05-24T10:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9821"},"modified":"2007-05-24T10:22:00","modified_gmt":"2007-05-24T10:22:00","slug":"os-pais-sao-sos-responsaveis-pela-fe-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-pais-sao-sos-responsaveis-pela-fe-dos-filhos\/","title":{"rendered":"Os pais s\u00e3o sos respons\u00e1veis pela f\u00e9 dos filhos"},"content":{"rendered":"<p>Padre Feytor Pinto no II Encontro Diocesano das Fam\u00edlias <!--more--> No s\u00e1bado e no domingo, 19 e 20 de Maio, o Semin\u00e1rio de Aveiro acolheu o II Encontro Diocesano das Fam\u00edlias. A jornada n\u00e3o teve tantos participantes como se desejava e esperava, mas proporcionou reflex\u00e3o \u00fatil para todas as fam\u00edlias crist\u00e3s.<\/p>\n<p>\u201cQual a diferen\u00e7a entre a fam\u00edlia crist\u00e3 e a n\u00e3o-crist\u00e3? Apenas ir \u00e0 missa ao domingo? N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o diferente com os vizinhos? Nos transportes? Na educa\u00e7\u00e3o dos filhos? No relacionamento com os amigos?\u201d Partindo destas interroga\u00e7\u00f5es, Pe V\u00edtor Feytor Pinto explanou com mestria e imenso prazer para os ouvintes o tema \u201cFam\u00edlia e transmiss\u00e3o da F\u00e9\u201d. P\u00e1roco de Campo Grande, Lisboa, o sacerdote avivou a comunica\u00e7\u00e3o com exemplos da sua experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Definindo pastoral como \u201cac\u00e7\u00e3o organizada da Igreja, atrav\u00e9s da qual se torna presente no aqui e agora a salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo\u201d e observando que \u201ca transmiss\u00e3o da f\u00e9 na sociedade materialista, que perdeu o sentido de Deus, \u00e9 mais dif\u00edcil\u201d, Pe Feytor Pinto defendeu que tal responsabilidade pertence em primeiro lugar \u00e0 fam\u00edlia. \u201cA par\u00f3quia n\u00e3o \u00e9 a respons\u00e1vel. A Igreja s\u00f3 complementa\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ora, como podem os pais transmitir a f\u00e9? Fundamentalmente de tr\u00eas modos: pela presen\u00e7a, pela palavra oportuna (\u201cn\u00e3o encharcar as crian\u00e7as com palavras; elas desligam\u201d, disse), pelo testemunho. Porque o testemunho \u00e9 fundamental, o sacerdote notou a incoer\u00eancia dos pais que levam os seus filhos \u00e0 comunh\u00e3o, mas n\u00e3o comungam, e louvou as fam\u00edlias que mudam de local de f\u00e9rias, por exemplo, de forma a poderem participar em missas festivas.<\/p>\n<p>V\u00e1rias vezes o p\u00e1roco de Campo Grande defendeu celebra\u00e7\u00f5es em que d\u00ea gosto estar, cantar, participar. Disse mesmo que, na sua par\u00f3quia, tem uma \u201cequipa de t\u00e9cnicos\u201d que trabalha com \u201cimensa criatividade\u201d as catequeses, celebra\u00e7\u00f5es e outras ac\u00e7\u00f5es eclesiais. \u201cE n\u00f3s, padres, temos de ir atr\u00e1s\u201d, rematou.<\/p>\n<p>Pe Feytor Pinto sublinhou a necessidade de os pais \u201ccompletarem o que a catequese d\u00e1\u201d e destacou que \u201ctamb\u00e9m o pai deve rezar com as suas crian\u00e7as\u201d. Sugeriu inclusive que cada fam\u00edlia crist\u00e3 crie em sua casa a \u201ctenda do encontro\u201d (\u00e0 semelhan\u00e7a de Mois\u00e9s, na B\u00edblia, que entrava numa tenda para falar com Deus), isto \u00e9, um espa\u00e7o dedicado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os av\u00f3s t\u00eam igualmente um papel insubstitu\u00edvel na transmiss\u00e3o da f\u00e9. \u201cTenho pena de irem para o lar, quando podiam preparar o ch\u00e1 ou o leite para o neto com carinho, porque a f\u00e9 chega pelo cora\u00e7\u00e3o\u201d, disse. \u201cN\u00e3o \u00e9 um problema de idade; \u00e9 de sensibilidade\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Sem ser poss\u00edvel relatar tudo o que Feytor Pinto comunicou \u00e0s duas centenas de pessoas na tarde de s\u00e1bado, refira-se, para terminar, a import\u00e2ncia da celebra\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia dos grandes acontecimentos, sejam de festa ou de dor, \u201csem ocultar \u00e0s crian\u00e7as a partida de uma pessoa que se ama\u201d, e de fazer refei\u00e7\u00f5es em conjunto todos os dias. \u201cCultivar a mesa \u00e9 muito importante\u201d.<\/p>\n<p>Os pais e a t\u00fanica do filho<\/p>\n<p>Numa sess\u00e3o destinada aos mais empenhados em servi\u00e7os e movimentos de Igreja, no domingo de manh\u00e3, Pe Georgino Rocha real\u00e7ou que a pastoral familiar n\u00e3o deve ser sectorial nem pontual (\u201cpara satisfazer certas necessidades da fam\u00edlia\u201d), mas antes comunit\u00e1ria e em todas as fases da vida. O pastoralista exemplificou, apontando o caso dos pais, por vezes afastados da Igreja, que t\u00eam um filho prestes a fazer a Comunh\u00e3o: \u201cUma coisa \u00e9 os pais participarem numa reuni\u00e3o por causa da t\u00fanica que o filho vai levar; outra \u00e9, a prop\u00f3sito da t\u00fanica, a par\u00f3quia oferecer uma sequ\u00eancia elaborada de reuni\u00f5es, num projecto de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 para os pais\u201d. Claro que \u201c\u00e9 imposs\u00edvel fazer pastoral da fam\u00edlia se a Igreja mais pr\u00f3xima da fam\u00edlia, isto \u00e9, a par\u00f3quia, n\u00e3o se renovar\u201d, referiu ao Correio do Vouga. \u201cA renova\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia \u00e9 concomitante \u00e0 da fam\u00edlia\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO mundo precisa de ouvir a vossa voz\u201d<\/p>\n<p>Na Eucaristia final, D. Ant\u00f3nio Francisco notou que a fam\u00edlia \u00e9 atingida por \u201cconceitos equ\u00edvocos, vagos e confusos\u201d, enquanto a Igreja, \u201cclara na linguagem\u201d, afirma que a fam\u00edlia assenta no matrim\u00f3nio indissol\u00favel. Sublinhou, por isso, express\u00f5es de Jo\u00e3o Paulo II, ouvidas igualmente noutros momentos do encontro: \u201cFam\u00edlia, torna-te naquilo que \u00e9s\u201d; \u201cAcredita no que \u00e9s\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o Bispo de Aveiro, a fam\u00edlia crist\u00e3 \u00e9 \u201ca primeira escola de humaniza\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cagente insubstitu\u00edvel de evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d dos seus membros, das outras fam\u00edlias e da sociedade. Dirigindo-se \u00e0s fam\u00edlias presentes, D. Ant\u00f3nio afirmou: \u201cO mundo precisa de ouvir a vossa voz e de descobrir o rosto feliz da fam\u00edlia que sois\u201d. E enviou-as pelos \u201cnovos caminhos\u201d que \u00e9 preciso trilhar e aos \u201cimensos desafios\u201d que a sociedade apresenta.<\/p>\n<p>No final do encontro, o Correio do Vouga quis ouvir as impress\u00f5es de duas fam\u00edlias sobre o encontro. Respostas em fam\u00edlia.<\/p>\n<p>S\u00f3 as viv\u00eancias alegres contagiam<\/p>\n<p>\u201cO encontro deixou-nos muitos desafios. Convidou-nos a ver a fam\u00edlia num plano menos restrito, mais abrangente. A nossa fam\u00edlia \u00e9 convidada a ir ao encontro das outras, sobretudo das mais afastadas. Por outro lado, a f\u00e9 tem de ser for\u00e7osamente vida. Tem de influenciar a vida toda, do campo afectivo ao material.<\/p>\n<p>Ser fam\u00edlia crist\u00e3 \u00e9 viver com alegria. S\u00f3 se as nossas viv\u00eancias forem alegres \u00e9 que contagiamos os outros. Como disse um Sr. Bispo, noutro encontro: \u00abFam\u00edlias felizes&#8230; porqu\u00ea?\u00bb Vendo a nossa felicidade, os outros h\u00e3o-de interrogar-se sobre o que est\u00e1 na origem da nossa felicidade.\u201d<\/p>\n<p>Concei\u00e7\u00e3o e Duarte Matias, Gl\u00f3ria<\/p>\n<p>A Igreja tenta aproximar-se, mas&#8230;<\/p>\n<p>\u201cForam debatidos temas actuais e muito pertinentes. Foi muito positivo o conv\u00edvio. Pena n\u00e3o terem participado mais pessoas. \u00c9 o \u00fanico aspecto negativo. Havia estruturas para isso. A Igreja tenta aproximar-se, mas nem sempre as pessoas correspondem.<\/p>\n<p>Real\u00e7amos o espect\u00e1culo dos grupos de Aveiro, pela transmiss\u00e3o da nossa cultura tradicional, e a vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o no s\u00e1bado \u00e0 noite. Gost\u00e1mos muito de duas express\u00f5es do nosso bispo: \u00abfam\u00edlia como santu\u00e1rio de amor\u00bb e \u00abfam\u00edlia como igreja dom\u00e9stica\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>Fernanda e Herculano Capit\u00e3o, <\/p>\n<p>Ana Margarida e Pedro, Esgueira<\/p>\n<p>Positivo<\/p>\n<p>O Secretariado Diocesano da Pastoral familiar, constitu\u00eddo por v\u00e1rios casais e liderado pelo Pe Francisco Martins, primou pela organiza\u00e7\u00e3o. O recinto do Semin\u00e1rio, com os seus m\u00faltiplos espa\u00e7os devidamente assinalados, estava preparado para acolher talvez um milhar de pessoas. Havia actividades espec\u00edficas para crian\u00e7as e jovens e servi\u00e7os como o de restaurante, que n\u00e3o tiveram tanto trabalho como seria de esperar. De qualquer forma, a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos revelou um Secretariado, no seu primeiro ano de actividade, capaz de grandes iniciativas. Agradecendo o empenho da equipa, no final da Eucaristia de encerramento, D. Ant\u00f3nio Francisco notou com afecto que o encontro diocesano n\u00e3o teve a \u201cdimens\u00e3o do sonho\u201d, mas foi um \u201cbom come\u00e7o\u201d, um \u201clan\u00e7ar da semente\u201d. A colheita leva o seu tempo.<\/p>\n<p>Negativo<\/p>\n<p>O n\u00famero de participantes. Nos momentos mais concorridos ter\u00e3o estado tr\u00eas centenas de pessoas. Num ano dedicado \u00e0 fam\u00edlia, quando o encontro estava planeado desde Outubro e se previa, que ao longo do ano, se constitu\u00edssem equipas paroquiais de pastoral familiar, numa altura em que a institui\u00e7\u00e3o familiar \u00e9 atacada de tantos lados, seria de esperar uma mobiliza\u00e7\u00e3o maior das par\u00f3quias, dos movimentos e grupos, enfim, das fam\u00edlias. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Feytor Pinto no II Encontro Diocesano das Fam\u00edlias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-9821","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9821\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}