{"id":9839,"date":"2007-05-31T14:52:00","date_gmt":"2007-05-31T14:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9839"},"modified":"2007-05-31T14:52:00","modified_gmt":"2007-05-31T14:52:00","slug":"familia-que-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/familia-que-familia\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlia, que fam\u00edlia?"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> \u201cMais de metade dos casais portugueses n\u00e3o tem filhos. E um ter\u00e7o tem apenas um filho.<\/p>\n<p>A maioria dos que t\u00eam filhos n\u00e3o quer mais tempo para dedicar \u00e0 fam\u00edlia. N\u00e3o quer prejudicar a sua vida profissional.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, a maioria dos europeus gostaria de ter mais tempo para cuidar da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, temos em Portugal mais autom\u00f3veis por habitante do que a m\u00e9dia europeia. Na Uni\u00e3o, s\u00f3 a It\u00e1lia e o Luxemburgo t\u00eam mais carros.<\/p>\n<p>Ou seja, a fam\u00edlia deixou de ser uma prioridade para a maioria dos portugueses. A profiss\u00e3o e os bens de consumo passam \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Como se estes sinais n\u00e3o bastassem, h\u00e1 quem, \u00e0 esquerda, pretenda o div\u00f3rcio na hora, tornando o casamento um compromisso sem significado.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m h\u00e1 quem, \u00e0 direita, queira minar ainda mais os alicerces da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Conviria reflectir e ver ao que nos leva esta falsa modernidade, afinal n\u00e3o t\u00e3o europeia como \u00e0s vezes se pensa.\u201d<\/p>\n<p>Francisco Sarsfiel Cabral, <\/p>\n<p>in \u201cp\u00e1gina1\u201d. www.rr.pt<\/p>\n<p>Francisco Sarsfield Cabral, neste editorial que acima transcrevo da edi\u00e7\u00e3o online da R\u00e1dio Renascen\u00e7a, sugere que reflictamos sobre esta falsa modernidade.<\/p>\n<p>De facto, que fam\u00edlia \u00e9 esta que estamos a ajudar a construir?<\/p>\n<p>Tenho em particular estima este assunto, que, embora t\u00e3o importante e primordial para a sociedade, anda como que esquecido pelas \u201caltas patentes\u201d culturais e pol\u00edticas deste pa\u00eds \u00e0 beira-mar plantado. Como \u00e9 natural, este assunto n\u00e3o \u00e9 somente a mim que me interessa e suscita tanta reflex\u00e3o. O saudoso Papa Jo\u00e3o Paulo II, nas suas mais variadas mensagens, tal como o actual Papa Bento XVI, colocam na fam\u00edlia uma import\u00e2ncia elevad\u00edssima. Express\u00f5es como \u201ca fam\u00edlia \u00e9 a Igreja dom\u00e9stica\u201d, \u201cc\u00e9lula b\u00e1sica da sociedade\u201d, \u201cfam\u00edlia, patrim\u00f3nio da humanidade\u201d, entre muitas outras, s\u00e3o o exemplo claro da sua riqueza e lugar destacado. <\/p>\n<p>Se tudo isto \u00e9 verdade \u2013 e eu acredito claramente que sim \u2013, por que \u00e9 que, particularmente no nosso pa\u00eds, a fam\u00edlia perde import\u00e2ncia? Ainda por cima, isto acontece num pa\u00eds que tem das mais altas taxas de cat\u00f3licos na Europa. Cerca de 90% ou algo pr\u00f3ximo desses valores\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 de estranhar, n\u00e3o? Ser\u00e1 que as estat\u00edsticas estar\u00e3o erradas?<\/p>\n<p>As estat\u00edsticas podem ter naturalmente alguma margem de erro. Mas, na sua ess\u00eancia, lendo bem os dados, verificamos que n\u00e3o estar\u00e3o assim t\u00e3o errados. Os portugueses dizem-se cat\u00f3licos. Ent\u00e3o, onde \u00e9 que falhamos?<\/p>\n<p>Fa\u00e7o uma an\u00e1lise simples, a partir de um exemplo. Talvez muitos mais factores se poder\u00e3o acrescentar a este meu ponto de vista.<\/p>\n<p>Em quase todas as dioceses do pa\u00eds, sen\u00e3o mesmo em todas, se celebrou com bastante efus\u00e3o e alegria a \u201cfesta das fam\u00edlias\u201d ou o dia mundial da fam\u00edlia, no passado fim-de-semana (19-20 de Maio de 2007). Mas, de facto, quem \u00e9 que celebrou esse dia? Quem foram as pessoas que aderiram a esse e outros projectos diocesanos? Ser\u00e3o efectivamente a grande maioria das fam\u00edlias crist\u00e3s? Eu acredito que sim, que as familias crist\u00e3s na sua maioria aderem naturalmente a este tipo de celebra\u00e7\u00e3o e eventos. Portanto, s\u00f3 posso concluir que, se calhar, n\u00e3o somos assim a tal maioria que tanto se apregoa. Porque, a olhar para os ecos que vieram das mais variadas dioceses do pa\u00eds, o n\u00famero de participantes n\u00e3o foi assim t\u00e3o elevado como poderia e deveria ser.<\/p>\n<p>Deve ser ent\u00e3o, de facto, alvo de s\u00e9ria e forte reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>O papel da fam\u00edlia crist\u00e3 na sociedade deve ser, de facto, alvo de s\u00e9ria e forte reflex\u00e3o. Se calhar, n\u00e3o estamos a ser o tal fermento na massa, n\u00e3o estamos a ser o farol deste deserto de ideias e valores pelos quais se v\u00e3o pautando os nossos pol\u00edticos. Com certeza que muitos destes pol\u00edticos e mestres da cultura portuguesa ser\u00e3o baptizados. Dizem-se cat\u00f3licos, mas com isso apenas contribuem para aumentar o n\u00famero\u2026 Entretanto, Portugal olha para a Europa e para os exemplos que de l\u00e1 v\u00eam. Quer imitar aquilo que precisamente poderia e deveria ser relegado para as calendas.<\/p>\n<p>Fernando Cassola Marques<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-9839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9839\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}