{"id":984,"date":"2010-03-24T15:26:00","date_gmt":"2010-03-24T15:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=984"},"modified":"2010-03-24T15:26:00","modified_gmt":"2010-03-24T15:26:00","slug":"verdade-na-humildade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/verdade-na-humildade\/","title":{"rendered":"Verdade na humildade"},"content":{"rendered":"<p>Os dias da Paix\u00e3o do Senhor revelam-nos, sem qualquer esp\u00e9cie de reserva, o drama da fragilidade humana transformada pela entrega redentora do Filho de Deus por n\u00f3s. Por um lado, o Mestre vive at\u00e9 ao limite a consci\u00eancia e a experi\u00eancia do vaso de barro que \u00e9 o suporte humano. Por outro, a Sua entrega total ao projecto do Pai, sustenta uma fidelidade \u00fanica, que O faz \u201cp\u00e1scoa\u201d, isto \u00e9, passagem, para Si e para todos n\u00f3s, do limite para a Vida em plenitude.<\/p>\n<p>Todos os crist\u00e3os, os presb\u00edteros de um modo especial, designadamente em ano sacerdotal, precisam de contemplar o Mestre nesta perspectiva. Segundo o pensamento de Ant\u00f3nio Bravo, n\u00e3o somos super-homens. \u201cDe modo algum se adequam ao sentir da hist\u00f3ria de Deus com a humanidade aquelas correntes espirituais que projectam arrancar o homem da sua fragilidade\u201d. Assumir esta condi\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminho da humildade transparente, que nos situar\u00e1 no seio do Povo de Deus com alma de fogo apost\u00f3lico, a par da consci\u00eancia dos limites, envolvida numa radical confian\u00e7a no Esp\u00edrito que nos habita.<\/p>\n<p>Tal atitude nos despir\u00e1 de toda a presun\u00e7\u00e3o de perfei\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada, de toda a express\u00e3o de autoridade emanada das nossas qualidades, de toda a sede de poder intoc\u00e1vel. Conscientes da nobreza do servi\u00e7o a que somos chamados, da riqueza salv\u00edfica em nossas ac\u00e7\u00f5es depositada, reconhecemos que n\u00e3o \u00e9 por m\u00e9rito pr\u00f3prio que chegamos a esta dignidade, nem pelo mesmo m\u00e9rito desempenhamos a miss\u00e3o a que fomos chamados. A gra\u00e7a \u00e9 Gra\u00e7a de Deus. N\u00f3s somos vasos de barro &#8211; no dizer de Paulo, suscept\u00edveis de quebrar em qualquer esquina, vulner\u00e1veis a todo o momento.<\/p>\n<p>\u00c9 a P\u00e1scoa do Senhor Jesus que completa em definitivo a Sua Incarna\u00e7\u00e3o. Sem \u201caprender a obedi\u00eancia pelo sofrimento\u201d, poder\u00edamos desculpar-nos com a Sua dist\u00e2ncia desta condi\u00e7\u00e3o que nos marca essencialmente. Foi pela debilidade total assumida por Jesus Cristo que Deus realizou a Sua obra de salva\u00e7\u00e3o. \u00c9 no momento extremo do \u201cfracasso\u201d humano que brilha a for\u00e7a do poder de Deus. \u00c9 ao expirar no pat\u00edbulo da Cruz que  Jesus \u00e9 reconhecido como o Outro por excel\u00eancia, a fonte da Vida: \u201cVerdadeiramente este homem era Filho de Deus\u201d!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dias da Paix\u00e3o do Senhor revelam-nos, sem qualquer esp\u00e9cie de reserva, o drama da fragilidade humana transformada pela entrega redentora do Filho de Deus por n\u00f3s. Por um lado, o Mestre vive at\u00e9 ao limite a consci\u00eancia e a experi\u00eancia do vaso de barro que \u00e9 o suporte humano. Por outro, a Sua entrega [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-984","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/984\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}