{"id":9858,"date":"2007-05-31T16:26:00","date_gmt":"2007-05-31T16:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9858"},"modified":"2007-05-31T16:26:00","modified_gmt":"2007-05-31T16:26:00","slug":"super-remuneracoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/super-remuneracoes\/","title":{"rendered":"Super-remunera\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Ciclicamente, fala-se das super-remunera\u00e7\u00f5es dos titulares de \u00f3rg\u00e3os de admnistra\u00e7\u00e3o de grandes empresas, tanto do sector privado como do p\u00fablico. A Comiss\u00e3o Nacional de Valores Imobili\u00e1rios difundiu, no in\u00edcio de Maio, um estudo bastante oportuno a este prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>De acordo com as not\u00edcias publicadas, tais remunera\u00e7\u00f5es, relativas a 48 empresas cotadas na Bolsa de Lisboa, duplicaram nos \u00faltimos cinco anos. Os respectivos montantes, por m\u00eas e por administrador, atingiam as dezenas de milhar de euros. E, como \u00e9 natural, registavam-se acentuadas desigualdades entre empresas, e dentro de cada uma delas; no sector financeiro, os valores remunerat\u00f3rios eram, em geral, bastante superiores.  <\/p>\n<p>Quais as raz\u00f5es explicativas deste fen\u00f3meno, que parece inevit\u00e1vel e irrevers\u00edvel, \u00e0 escala nacional e internacional? &#8211; Cinco grupos de factores (reais ou supostos) podem ajudar a explic\u00e1-lo. S\u00e3o eles: a compet\u00eancia; a responsabilidade; as rela\u00e7\u00f5es pessoais; a imita\u00e7\u00e3o; e a suposta irrelev\u00e2ncia destas remunera\u00e7\u00f5es nas despesas globais das empresas.<\/p>\n<p>A compet\u00eancia inclui aspectos t\u00e9cnicos e de gest\u00e3o em geral e, em particular, as capacidade de decis\u00e3o correcta e de congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os. A responsabilidade tem a ver com os montantes e a relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica dos neg\u00f3cios, das actividades e dos bens em causa. As rela\u00e7\u00f5es pessoais e a respectiva influ\u00eancia, junto de entidades p\u00fablicas ou privadas, constitui uma esp\u00e9cie de \u00abactivo\u00bb, inerente a muitos administradores, que pode beneficiar consideravelmente as actividades empresariais. A imita\u00e7\u00e3o, associada \u00e0 emula\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma pr\u00e1tica frequente neste dom\u00ednio, tal como em toda a sociedade; trata-se da reprodu\u00e7\u00e3o dos \u00abexemplos\u00bb nacionais e estrangeiros de altas remunera\u00e7\u00f5es. A suposta irrevel\u00e2ncia das super-remunera\u00e7\u00f5es, nas despesas globais das empresas, traduz-se no facto de um aumento milion\u00e1rio da alta direc\u00e7\u00e3o empresarial, bem como dos altos quadros t\u00e9cnicos e cient\u00edficos, ascender a montantes financeiros muito inferiores a um pequeno aumento da generalidade dos trabalhadores. Tanto mais inferior quanto maior for o n\u00famero de trabalhadores.<\/p>\n<p>Os factores acabados de referir tornam justas as super-remunera\u00e7\u00f5es? &#8211; Abordaremos o tema em pr\u00f3ximo artigo. Deve salientar-se, entretanto, que muitos gestores, propriet\u00e1rios ou n\u00e3o, de grandes empresas (tal como noutros casos) auferem remunera\u00e7\u00f5es relativamente modestas, dando at\u00e9 um edificante exemplo de austeridade e de respeito da igual dignidade de todas as pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9858","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9858"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9858\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}