{"id":9864,"date":"2007-06-06T09:29:00","date_gmt":"2007-06-06T09:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9864"},"modified":"2007-06-06T09:29:00","modified_gmt":"2007-06-06T09:29:00","slug":"nao-desistir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-desistir\/","title":{"rendered":"N\u00e3o desistir!"},"content":{"rendered":"<p>O seu nome de psic\u00f3logo e pedagogo granjeou not\u00e1vel reconhecimento de autoridade e justificada popularidade. \u00c9 nessa qualidade que me inspiro em algumas declara\u00e7\u00f5es suas recentes, a prop\u00f3sito da inseguran\u00e7a dos educadores, face a comportamentos turbulentos, e mesmo agressivos, dos mais novos.<\/p>\n<p>\u201cPara j\u00e1, dizer muitas vezes: a disciplina \u00e9, a seguir ao amor, a base segura onde os mais novos poder\u00e3o encontrar as linhas de for\u00e7a que garantir\u00e3o, com pequena margem de erro, um futuro saud\u00e1vel\u201d. Essa \u00e9 a primeira indica\u00e7\u00e3o que d\u00e1 para se fomentar uma cultura de serena rela\u00e7\u00e3o na fam\u00edlia, na escola, nos grupos sociais\u2026 Regras, estrutura firme de educa\u00e7\u00e3o, mesmo quando possa deixar alguma sensa\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00e3o nos educandos.<\/p>\n<p>Perante as chantagens que mesmo os mais pequeninos s\u00e3o capazes de inventar, s\u00f3 h\u00e1 uma sadia forma de actua\u00e7\u00e3o: n\u00e3o ceder! E, como diz o povo, \u201c\u00c9 de pequenino que se torce o pepino\u201d, porque quanto mais tarde mais dif\u00edcil se torna.<\/p>\n<p>Uma atitude educativa reclama esfor\u00e7o e tempo. At\u00e9 porque a firmeza n\u00e3o pode significar quebra do di\u00e1logo. Pelo contr\u00e1rio: apontar alternativas \u00e0s birras ou caprichos, indiciar processos de reac\u00e7\u00e3o que ter\u00e3o maior sucesso \u201creivindicativo\u201d, valorizar os progressos conseguidos,\u2026 \u00e9 o caminho de verdadeira constru\u00e7\u00e3o educativa.<\/p>\n<p>Sabemos que muitas fam\u00edlias, que muitas escolas, que muitos grupos sociais, religiosos, recreativos e culturais t\u00eam padr\u00f5es de valores, que procuram pacientemente tornar progressiva \u00e9tica de comportamentos. H\u00e1, sem d\u00favida, uma cultura de disciplina, de norma. <\/p>\n<p>Mas n\u00e3o podemos ignorar que, a par destes lampejos de luz, o horizonte educativo nacional se cobre de muitas sombras. N\u00e3o s\u00f3 porque permeia a opini\u00e3o p\u00fablica uma cultura do relativismo, que neutraliza todas as propostas de valores e comportamentos \u201cregrados\u201d, mas tamb\u00e9m porque muitos agentes educativos s\u00e3o j\u00e1 fruto dessa cultura, isto \u00e9, pessoas sem autoridade, por falta de estrutura interior vertebrada.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m muitas das pr\u00e1ticas educativas, em nome de uma desnorteada concep\u00e7\u00e3o de liberdade, deixam os educandos completamente \u00e0 deriva, j\u00e1 que quaisquer balizas de comportamento s\u00e3o consideradas coa\u00e7\u00f5es e imposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Queremos, com certeza, abrir caminhos de felicidade para os mais novos. Teremos maior probabilidade de realizar esse sonho, de lhes dar caminhos de harmonia pessoal e solidariedade social, se persistirmos em lhes comunicar convic\u00e7\u00f5es e valores nobres. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O seu nome de psic\u00f3logo e pedagogo granjeou not\u00e1vel reconhecimento de autoridade e justificada popularidade. \u00c9 nessa qualidade que me inspiro em algumas declara\u00e7\u00f5es suas recentes, a prop\u00f3sito da inseguran\u00e7a dos educadores, face a comportamentos turbulentos, e mesmo agressivos, dos mais novos. \u201cPara j\u00e1, dizer muitas vezes: a disciplina \u00e9, a seguir ao amor, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-9864","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9864","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9864"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9864\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9864"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9864"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}