{"id":9914,"date":"2007-06-06T11:46:00","date_gmt":"2007-06-06T11:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9914"},"modified":"2007-06-06T11:46:00","modified_gmt":"2007-06-06T11:46:00","slug":"tempo-de-mudar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tempo-de-mudar\/","title":{"rendered":"Tempo de mudar"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia <!--more--> H\u00e1 quem viva com a nostalgia do passado e quem olhe para aquilo que viveu como o melhor tempo da sua vida. Acontece, \u00e9 frequente e at\u00e9 humano; mas uma atitude excessivamente retroactiva, por assim dizer, pode impedir-nos de avan\u00e7ar e de mudar aquilo que precisa de ser mudado e melhorado.<\/p>\n<p>O passado \u00e9 sagrado, porque \u00e9 dele que tiramos sentido para o presente e para o futuro e \u00e9 ele que nos permite ser fi\u00e9is a n\u00f3s pr\u00f3prios no que \u00e9 essencial. Falo de uma fidelidade profunda, ao n\u00edvel da consci\u00eancia, e n\u00e3o de uma fidelidade aos acontecimentos ou a certas escolhas que fizemos.<\/p>\n<p>H\u00e1 grandes li\u00e7\u00f5es a tirar do passado, seja ele um tempo recente ou remoto, mas tamb\u00e9m h\u00e1 grandes descobertas e algumas surpresas. Rever a nossa hist\u00f3ria pessoal sem nos julgarmos, olhando para ela como se v\u00edssemos um filme, \u00e9 um exerc\u00edcio muito revelador e pode ser uma excelente catarse. Quase um ponto de partida. E uma oportunidade de renovar o que tem que ser renovado e esquecer o que deve ser esquecido. De varrer, limpar e purificar, portanto.<\/p>\n<p>Todos temos coisas urgentes e importantes na vida, mas nem sempre as mais urgentes s\u00e3o as mais importantes. \u00c9 bom parar de vez em quando, para reflectir e perceber quais s\u00e3o os verdadeiros desafios interiores e exteriores. \u00c9 nas alturas em que paramos que vale a pena fazer esta esp\u00e9cie de revis\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>Muitas vezes vivemos de maneira reactiva e, nesta l\u00f3gica, algu\u00e9m disse que nos podemos comparar a um tenista que est\u00e1 no court a aprender a devolver bolas. A atitude mais frequente \u00e9 devolver o maior n\u00famero poss\u00edvel de bolas, tentando ir a todas. Ora acontece que nem todas as bolas merecem ser devolvidas. H\u00e1 muitas que s\u00e3o para deixar cair e outras que devem ser evitadas a todo o custo. E rapida-mente esquecidas. Como se nunca tivessem existido. Mas h\u00e1 outras que \u00e9 preciso saber receber e saber devolver e \u00e9 nestas que devemos concentrar-nos, porque s\u00e3o estas que puxam por n\u00f3s, nos obrigam a dar passos e nos levam mais longe.<\/p>\n<p>Tal como o tenista evolui na aprendizagem e no campo, treinan-do formas cada vez mais certeiras de devolver as bolas estrat\u00e9gicas, tamb\u00e9m n\u00f3s avan\u00e7amos na vida antecipando com intelig\u00eancia algumas jogadas, decidindo com liberdade quais as bolas que devemos deixar cair e quais as que devemos atirar de volta.<\/p>\n<p>Voltando ao in\u00edcio ou, para ser mais exacta, voltando atr\u00e1s \u00e0 hist\u00f3ria do nosso passado recente, \u00e9 bom olhar para este tempo, porque ele cont\u00e9m sinais inequ\u00edvocos daquilo que \u00e9 importante para n\u00f3s no presente e permite estabelecer prioridades para o futuro. Isto, claro, quando sentimos que estamos em tempo de balan\u00e7o e mudan\u00e7a. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9914","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9914"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9914\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}