{"id":9918,"date":"2007-06-06T11:51:00","date_gmt":"2007-06-06T11:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9918"},"modified":"2007-06-06T11:51:00","modified_gmt":"2007-06-06T11:51:00","slug":"justificacoes-nao-justificadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/justificacoes-nao-justificadoras\/","title":{"rendered":"Justifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o justificadoras"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> No artigo anterior, abordou-se o fen\u00f3meno das super-remunera\u00e7\u00f5es e enumeraram-se alguns factores invocados para o justificar: a compet\u00eancia; a responsabilidade; as rela\u00e7\u00f5es pessoais; a imita\u00e7\u00e3o e a emula\u00e7\u00e3o; e a suposta irrelev\u00e2ncia dessas remunera\u00e7\u00f5es nas despesas globais das empresas. Estas alegadas justifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o efectivamente justificadoras? &#8211; Parece claro que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Em geral, o super-remunerado socorre-se de colaboradores v\u00e1rios, apropria-se das respectivas compet\u00eancias, tira partido da imagem p\u00fablica pessoal, mesmo n\u00e3o verdadeira, e desencadeia, no interior da empresa, a reprodu\u00e7\u00e3o dos mesmos comportamentos na cadeia hier\u00e1rquica e contribui para que os traba-lhadores an\u00f3nimos sejam sub-remunerados e menosprezados, mesmo quando s\u00e3o decisivos na empresa e na consecu\u00e7\u00e3o dos seus resultados.<\/p>\n<p>A alta responsabilidade dos administradores de topo fica muito aqu\u00e9m do que se imagina e nem sempre se traduz na aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es adequadas pela n\u00e3o consecu\u00e7\u00e3o dos resultados previstos e pelo desvio das orienta\u00e7\u00f5es estabelecidas. <\/p>\n<p>Por sua vez, as rela\u00e7\u00f5es pessoais n\u00e3o proporcionam tantas vantagens \u00e0 empresa quanto se sup\u00f5e e envolvem, n\u00e3o raro, a pr\u00e1tica de influ\u00eancia, \u00abcunhas\u00bb, de duvidosa legalidade e pouco dignificantes eticamente.<\/p>\n<p>A imita\u00e7\u00e3o e a emula\u00e7\u00e3o de exemplos exteriores \u00e0 empresa redundam, frequentemente, em remunera\u00e7\u00f5es sem correspond\u00eancia no m\u00e9rito; imitam-se n\u00edveis de remunera\u00e7\u00f5es e n\u00e3o a quantidade nem a qualidade de trabalho.<\/p>\n<p>O peso supostamente irrelevante das super-remunera\u00e7\u00f5es nas despesas globais das empresas \u00e9 altamente relevante em termos de injusti\u00e7a, de competitividade e de oportunismo no interior da empresa e no mau exemplo no exterior. N\u00e3o impede, e at\u00e9 provoca, movimenta\u00e7\u00f5es para aumentos salariais superiores \u00e0 capacidade de pagamento da empresa e, quase inevitavelmente, acha-se associado a repress\u00f5es, por vezes impercept\u00edveis, para que eles n\u00e3o se desenvolvam.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que os super-remunerados e seus ide\u00f3logos d\u00e3o a entender, existe a possibilidade de pol\u00edticas salariais diferentes, muito embora sejam inevit\u00e1veis as desigualdades. S\u00e3o poss\u00edveis pol\u00edticas salariais baseadas na complementaridade de compet\u00eancias, na partilha de responsabilidades, na transpar\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es, na coopera\u00e7\u00e3o e na equidade. Alguns exemplos demonstram isso mesmo e, sobretudo, acha-se dispon\u00edvel um potencial imenso de desenvolvimento nesse sentido. O potencial de qualifica\u00e7\u00e3o reconhecida e promovida, aliado \u00e0 co-responsabilidade e congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os, encontra-se ao alcance de todas as empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-9918","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9918\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}