{"id":9939,"date":"2007-06-13T10:37:00","date_gmt":"2007-06-13T10:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9939"},"modified":"2007-06-13T10:37:00","modified_gmt":"2007-06-13T10:37:00","slug":"todos-precisamos-de-perdao-porque-todos-somos-pecadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/todos-precisamos-de-perdao-porque-todos-somos-pecadores\/","title":{"rendered":"Todos precisamos de perd\u00e3o, porque todos somos pecadores"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XI Domingo Comum &#8211; Ano C <!--more--> O tema central da Palavra deste domingo \u00e9 a realidade humana do pecado e a atitude divina do perd\u00e3o. A atitude de amor por parte da pessoa que peca \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para obter o perd\u00e3o de Deus. As leituras falam-nos, cada uma a seu jeito, de pecadores concretos, tanto do Antigo como do Novo Testamento, e do \u00fanico e eficaz meio de perd\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, \u00e9-nos relatada a reac\u00e7\u00e3o de Deus ao pecado cometido pelo grande rei David. Certamente que este n\u00e3o foi o seu \u00fanico pecado. Contudo, pelos contornos de maldade e de gravidade que reveste, esta atitude pecaminosa de David n\u00e3o pode ficar sem uma severa repreens\u00e3o de Deus, para bem do pr\u00f3prio rei e do seu povo. \u201cComo ousaste desprezar a palavra do Senhor? Mataste Urias e tomaste como esposa a sua mulher\u201d. David, por\u00e9m, reconhece que pecou e logo recebe a certeza do perd\u00e3o de Deus. \u201cN\u00e3o morrer\u00e1s\u201d. <\/p>\n<p>Na terceira leitura, Lucas fala-nos do belo encontro de Jesus com uma pecadora que vivia na cidade. O seu nome nem sequer \u00e9 mencionado. Jesus, por\u00e9m, vendo que esta mulher supera todas as barreiras f\u00edsicas e sociais para dele se abeirar e chorar os seus muitos pecados, com gestos de ternura e amor, diz-lhe cordialmente: \u201cOs teus pecados est\u00e3o perdoados. A tua f\u00e9 te salvou. Vai em paz\u201d.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo sublinha que \u00e9 a nossa f\u00e9 em Jesus Cristo que nos torna justos, isto \u00e9, ilibados das nossas culpas. Mesmo vivendo numa natureza pecadora, posso estar animado pela f\u00e9 no \u201cFilho de Deus que me amou e se entregou por mim\u201d. No fundo, quando nego a exist\u00eancia de pecado na minha vida, manifesto \u00e0 evid\u00eancia, que n\u00e3o estou suficientemente informado sobre a Pessoa de Jesus Cristo e do valor da sua miss\u00e3o redentora. Sem uma s\u00f3lida e profunda forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, o meu cora\u00e7\u00e3o torna-se um terreno bravio, onde cresce toda a esp\u00e9cie de crendices e, sem convic\u00e7\u00f5es, torna-se vol\u00favel e apto a absorver toda a informa\u00e7\u00e3o, sem crit\u00e9rios de discernimento entre o bem e o mal. Tudo \u00e9 v\u00e1lido, desde que me apete\u00e7a, diz-me a nossa cultura em profunda crise, geradora de cepticismo sobre os pr\u00f3prios fundamentos do conhecimento e da \u00e9tica. Ser\u00e1 que, ainda hoje, podemos falar de pecado e de perd\u00e3o? Para muitos dos nossos contempor\u00e2neos a palavra \u201cpecado\u201d est\u00e1 exclu\u00edda do seu dicion\u00e1rio existencial. Ora, se n\u00e3o h\u00e1 pecado, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 necessidade de perd\u00e3o. Com a crescente incapacidade para diferenciar o bem do mal, gera-se, nas consci\u00eancias nascentes e naquelas que ainda n\u00e3o acederam a uma autonomia \u00e9tica, uma s\u00e9ria confus\u00e3o de valores. Da\u00ed a dificuldade em reconhecer o pecado pessoal e social, numa sociedade impregnada de materialismo pr\u00e1tico e onde o eclipse do sentido de Deus e do ser humano parece ter-se instalado. Estou convicto de que devo estar em permanente forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como exig\u00eancia da minha perten\u00e7a a Jesus Cristo?<\/p>\n<p>XI Domingo Comum: 2 Sm 12,7-10.13; Sl 32 (31), 1-2.5.7.11; Gal 2,16.19-21; Lc 7,36-8,3<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XI Domingo Comum &#8211; Ano C<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-9939","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9939","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9939"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9939\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}