{"id":9977,"date":"2007-06-21T09:21:00","date_gmt":"2007-06-21T09:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=9977"},"modified":"2007-06-21T09:21:00","modified_gmt":"2007-06-21T09:21:00","slug":"em-que-ficamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/em-que-ficamos\/","title":{"rendered":"Em que ficamos?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Cortina de fumo, para ocultar irrevers\u00edveis decis\u00f5es j\u00e1 tomadas? Entretenimento, para limpar a face de algum candidato comprometido com op\u00e7\u00f5es contestadas? S\u00e9ria \u201cconvers\u00e3o\u201d a procurar o bem comum, por uma op\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao Pa\u00eds, que respeite as nossas debilidades, sem se confinar a horizontes tacanhos?&#8230; Era isso que gostar\u00edamos de perceber, em todos as afirma\u00e7\u00f5es e (des)mentidos que, por estes dias, vieram a p\u00fablico.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 certa: o cidad\u00e3o comum tem s\u00e9rias raz\u00f5es para se sentir marginalizado e apreensivo, para desacreditar daqueles que conduzem os destinos do Pa\u00eds. Mais do que pol\u00edtica, verdadeiro servi\u00e7o da comunidade humana que somos, a gest\u00e3o da coisa p\u00fablica parece, sim, um jogo de misterioso labirinto, com chave hermen\u00eautica reservada a uns tantos \u201ciniciados\u201d, para tortura e desespero da multid\u00e3o, que, por mais que queira, n\u00e3o v\u00ea sa\u00edda para as suas ang\u00fastias e apreens\u00f5es.<\/p>\n<p>Em que ficamos? Ota? Alcochete? Portela+1?&#8230; Apito dourado: H\u00e1 ou n\u00e3o h\u00e1 corrup\u00e7\u00e3o?&#8230; Casa Pia?&#8230; Ainda existe processo?&#8230; Primeiro Ministro: \u00e9 ou n\u00e3o licenciado, com que legalidade?&#8230; Bem sabemos que n\u00e3o \u00e9 preciso ser licenciado para ser competente!&#8230; Pobre do Povo, que consume vorazmente a catadupa de \u201cinforma\u00e7\u00f5es\u201d medi\u00e1ticas, mas fica cada vez mais confuso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade dos factos e das decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Por mais que procuremos exercitar o arg\u00facia e o bom senso, por mais que fa\u00e7amos a recolha e compara\u00e7\u00e3o de dados e afirma\u00e7\u00f5es, por mais que desenhemos o mosaico das rela\u00e7\u00f5es entre pessoas e acontecimentos, n\u00e3o conseguimos apanhar o fio \u00e0 meada de coisa nenhuma destas que pintam de negro o Portugal democr\u00e1tico, para a limpeza do qual bem gostar\u00edamos de contribuir.<\/p>\n<p>Como o profeta na pra\u00e7a p\u00fablica, mesmo que deixemos de ter ouvintes, n\u00e3o deixaremos de clamar, para nos mantermos vivos e esperarmos que, um dia, as contradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam mais camufl\u00e1veis e o sol da Verdade esventre todos os antros para os sanar de forma radical. Essa \u00e9 uma certeza que muitos acalentam, a \u00fanica capaz de dar voz \u00e0 esperan\u00e7a, mesmo quando os poderosos procuram estrangular todas as vozes cr\u00edticas. <\/p>\n<p>Acreditamos com o poeta: N\u00e3o h\u00e1 machado que corte a raiz ao pensamento; n\u00e3o h\u00e1 morte para o vento! N\u00e3o h\u00e1 morte! E, para o Esp\u00edrito de Verdade, que tornar\u00e1 patente tudo quanto Jesus fez e nos disse, que nos guiar\u00e1 para toda a Verdade, certo e sabido que nenhuma estrat\u00e9gia humana, vis\u00edvel ou oculta, poder\u00e1 prevalecer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cortina de fumo, para ocultar irrevers\u00edveis decis\u00f5es j\u00e1 tomadas? Entretenimento, para limpar a face de algum candidato comprometido com op\u00e7\u00f5es contestadas? 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