«O Catequista é uma ponte fundamental na Igreja», padre Diogo José Pereira

Sacerdote do Porto apresentou perfil do catequista como “uma porta aberta da Igreja para o Mundo”

O padre Diogo José Pereira, da Diocese do Porto, sustentou ontem que o catequista é o “mediador da Igreja junto do mundo”.

“O catequista é o mediador da igreja. Ele facilita a entrada de novos membros na Igreja, sendo o rosto da comunidade e agindo em seu nome”.

Na conferencia «Catequista: discípulo e construtor de comunidade: desafios para uma pedagogia sinodal», que proferiu nas Jornadas Nacionais de Catequistas que ontem terminaram em Fátima, o sacerdote lembrou que “como nos diz o Diretório o catequista é testemunha da fé guardião da memória de Deus. Alguém que vive o encontro com Cristo e se deixa ‘incendiar’ por Ele para O levar aos outros sendo mestre e mistagogo”.

Lembrando a recente entrevista da irmã Arminda Faustino, onde a responsável apresenta a ‘comunidade como o grande catequista’, o padre Diogo lembrou que tal exige “peças fundamentais” que hoje precisam de se aproximar mutuamente.

“Temos que aproximar do ritmo da comunidade e a catequese do ritmo da comunidade. Se a comunidade cristã é lugar natural onde se gera e amadurece a vida cristã, o catequista é chamado a ser construtor de comunhão”, indicou.

O Catequista: Uma ponte que liga o Mundo e a comunidade cristã

Na segunda parte da sua intervenção o sacerdote da diocese do Porto comparou o catequista com “uma ponte que liga duas margens”.

“Por um lado, temos o mundo e de outro a comunidade cristã. O catequista é um elo de ligação, é uma ponte entre Cristo e os que estão consigo, mas é também uma ponte entre os que estão consigo e a comunidade. É esta ponte que torna possível, para muitos, os primeiros contactos com a comunidade cristã, com uma vida de oração e de interioridade. É uma porta de entrada na vida da fé”, explicitou.

Afirmando que “os catequistas também precisam de suportes” o padre Diogo apontou “a vida de oração, a identificação com cristo, a identificação com a Igreja e a pertença à comunidade” como suportes fundamentais para a vida daquele que é “mediador e porta-voz da comunidade”.

“Hoje é preciso que o catequista seja identificável como uma pessoa de fé e de Igreja de maneira sedutora. O Catequista é uma porta da Igreja para o Mundo”, concluiu.

Educris|25.10.2021

Recursos:
JNC21/Áudio: «Catequista, discípulo e construtor de comunidade: desafios para uma pedagogia sinodal»


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