Covid-19: Papa reza pelas grávidas e lembra perigo de «viralizar a Igreja» (C/vídeo)

Intenção do Papa aconteceu esta manhã na eucaristia matinal em Santa Marta, no Vaticano

“Gostaria que rezássemos hoje pelas futuras mães, pelas mulheres grávidas que se tornarão mães e estão inquietas, preocupadas”, disse o papa no início da eucaristia transmitida pelos serviços de comunicação do Vaticano.

“Oremos por elas, a fim de que o Senhor lhes dê a coragem de criar estas crianças com a confiança de que será um mundo certamente diferente, mas será sempre um mundo que o Senhor amará muito”, disse.

Um chamamento na vida do dia a dia

Na sua homilia o Papa tomou o excerto do evangelho do dia que refere o episódio da pesca milagrosa para explicar que “Jesus chama os seus discípulos no quotidiano da sua profissão” numa demonstração de “proximidade de familiaridade”.

“Neste segundo texto já ninguém mostra admiração. Sabiam que era o Senhor, o encontro com o Senhor era natural. A familiaridade dos apóstolos com o Senhor tinha crescido”, apontou.

O Papa considerou, então, que “também nós, cristãos, no itinerário da nossa vida, estamos a caminho e devemos progredir na familiaridade com o Senhor. Diria que o Senhor está um pouco “à mão”, mas “à mão” porque caminha connosco, sabemos que é Ele”, explicou.

Francisco recordou a importância da “vida comunitária” sendo “íntima e pessoal” a familiaridade com o mestre ela é, sempre comunitária.

Vida cristã é vida comunitária

“Esta familiaridade dos cristãos com o Senhor é sempre comunitária. Sim, é íntima, pessoal, mas em comunidade. Uma familiaridade sem comunidade, sem Pão, sem Igreja, sem povo, sem sacramentos, é perigosa. Pode-se tornar uma familiaridade – digamos – gnóstica, uma familiaridade só para mim, desligada do povo de Deus”, alertou.

Num momento em que “poucos comungam” o Papa convidou os crentes a permanecerem “unidos, como um grande povo” mesmo na atual “situação difícil que para muitos é de comunhão espiritual”.

O perigo de viralizar a Igreja

O papa argentino deu conta de uma carta recebida “de um bom bispo” que o alertava para o perigo de “viralizar a igreja e o povo de Deus”.

“Não percebei esta chamada de atenção de imediato. Só mais tarde., De facto ele alertava-me para ter cuidado de não viralizar a Igreja, para não viralizar os sacramentos, para não viralizar o povo de Deus. A Igreja, os sacramentos, os povos de Deus são concretos”, explicitou.

No final o Papa rezou pedindo ao Senhor “que nos ensine esta intimidade com Ele, esta familiaridade com Ele, mas na Igreja, com os sacramentos, com o povo fiel de Deus”, terminou.

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