
Disciplina de Educação Moral e Religiosa Evangélica (EMRE) é realidade para a formação de 2 mil alunos
A Aliança Evangélica Portuguesa vai celebrar hoje, dia 2 de outubro, na Casa da Cidade, em Lisboa, os 30 anos da presença da disciplina de EMRE nas escolas portuguesas.
“Queremos recordar este longo caminho de uma minoria que, em Portugal, tem vindo a dar o seu contributo na formação das novas gerações”, afirma ao EDUCRIS Samuel Resina da Aliança Evangélica Portuguesa.
Para o também coordenador executivo para a Comissão para a Ação Educativa Evangélica nas Escolas Públicas (COMACEP), a jornada comemorativa é oportunidade para “louvar o nome de Jesus” e “sentir e fazer memória do papel e da marca que a disciplina teve na vida de tantos alunos ao longo destes 30 anos”.
“Vale a pena todos os sacrifícios que os nossos professores fazem, e tudo o que damos, para a educação dos nossos alunos”.
Disciplina de oferta obrigatória e de frequência facultativa a EMRE tem presença nas escolas portuguesas desde 1990.
“Foi uma oportunidade para a comunidade evangélica portuguesa poder participar no processo de ensino em Portugal. A disciplina contribui com a educação dos valores e da cidadania ativa partindo da componente espiritual própria”, reforça.
Para o responsável, “mais do que religião é fundamental que as novas gerações tenham princípios e padrões de vida. Estes elementos só são possíveis encontrar na Palavra de Deus, no relacionamento pessoal com Deus e na aceitação da ação do Espírito Santo”, afirma.
Com cerca de 2 mil alunos matriculados na realidade do país, a disciplina tem “vindo a crescer” e enfrenta hoje diversos desafios.
“O primeiro desafio que temos hoje tem a ver com a própria aplicação do quadro legal. Se é verdade que muitas escolas nos acolhem e percebem a mais-valia subjacente a um ensino religioso em contexto escolar não deixam de existir outros agrupamentos que por uma questão de tradição ou de preconceito nos dificultam a entrada nas escolas”, completa.
Educris|02.10.2021


