Educação Cristã: «Transformar as fragilidades em esperança», por Elisabete Nunes

Responsável pela catequese na Diocese de Aveiro, e recentemente instituída como catequista, Elisabete Nunes comenta a Nota Pastoral «Educação Cristã: Esperança e Profecia» 

Ecos da Nota Pastoral da Comissão Episcopal da Educação Cristã para a Semana Nacional 2025 

O cristão tem continuamente esperança num Deus que nos acolhe sempre, que nos guia e reserva um local de alegria plena ao Seu lado. O cristão é, também, aquele que vive no seu dia-a-dia a mensagem de Deus e, desta forma, a partilha com quem se cruza.

O educador é aquele que se ocupa da formação e instrução do outro, promovendo o seu conhecimento e autonomia. Esta transmissão pode ser oral, mas é mais profícua quando acompanhada de ações/atitudes / comportamentos.

E quando unimos estas duas realidades num “Educador Cristão” o desafio é ampliado, as dificuldades são maiores, mas a esperança é alimentada pela certeza da “presença antecipadora do amanhã de Deus”.

Como nos relembra esta Nota, o educador em Cristo sabe quem é; de onde vem; para onde vai. Assim, conhece as suas fragilidades e incapacidades, mas, também sabe que fala, inspirado pelo Espírito de Deus, em Seu nome e reconhecendo que é Ele que transformará o coração do outro.

O Educador Cristão é alguém consciente da sua missão e ação, que continuamente deseja partilhar a esperança e a alegria do encontro com Cristo. A nota reforça este sentido de encargo como algo natural, intrínseco, sem ser um incómodo, mas como uma forma de esperança no fortalecimento da sua ligação pessoal com Deus.

Os catequistas, enquanto anunciadores deste Jesus Cristo que nos ama, morreu e ressuscitou por cada um de nós, ao lerem esta Nota Pastoral devem congratular-se com este auxílio de Deus e continuamente procurar transformar as fragilidades e as adversidades das catequeses, em momentos de alegria e de esperança.   

Elisabete Nunes

Educris|06.10.2025

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