Jubileu 2025: Meditação de D. Rino Fisichella

Pro-Prefeito do Dicastério para a Evangelização presidiu hoje, na basílica de São Pedro, no Vaticano, à «Vigília de Oração» integrada no «Jubileu dos Catequistas»

Leia, na íntegra e em português a reflexão de D. Rino Fisichella

O coração da nossa fé deve ser o centro e o coração da nossa catequese. “E começando com Moisés e todos os profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que se referia a Ele”.

A história passada encontra a sua luz e sua completude em Jesus Cristo.

A história que vem após Ele é iluminada pela sua presença e pela sua companhia. A catequese deve ter o seu fundamento no evento Jesus nascido, o Filho de Deus morto e ressuscitado. O mistério da sua salvação é o mistério da nossa história pessoal.

Mas há um segundo elemento que emerge. Se Cristo é o coração e o centro, a catequese é um caminho que deve ser realizado juntamente com Ele. Ele acompanha-nos, Ele encontra-nos.

Devemos perguntar-nos se os nossos olhos são realmente capazes de descer em profundidade e de reconhecê-Lo. Muitas vezes acontece que falamos de Cristo, mas não vivemos dele. Poderemos até fazer, por vezes, belas catequeses, mas não são tão vivas que possam falar do coração. Saber que Ele nos fala, que Ele caminha juntamente connosco.

A catequese, como o novo Diretório, é um itinerário, é um caminho, é um projeto. Realiza-se dia após dia, momento de catequese após momento de catequese. Mas tem de haver, dentro da vida de cada catequista, o mistério de Cristo ressuscitado.

E, por último, devemos reconhecer Jesus no ato de obedecer ao Pai. Somos chamados a viver a nossa catequese o mistério sacramental e o mistério de Cristo. Quantas vezes ouvimos falar da mistagogia, da capacidade de conjugar o nosso ensinamento com a riqueza que vem dos sete sacramentais, que vem da liturgia, que vem da capacidade de manter unido o mistério que se professa e que deve ser pregado e vivido.

Quando se descobre que Jesus quebra o pão para nós, então os nossos olhos se abrem. Então, Ele, presente diante de nós, nos chama a um empenhamento interior, o de retornar à comunidade. Porque lá Ele está presente, lá Ele vive, lá Ele opera.

Como os discípulos de Emaús o reconhecem e sentem o dever de retornar à Jerusalém, de retornar à comunidade, de anunciar-lhes que Cristo é realmente ressuscitado. Que a nossa catequese, meus irmãos, possa realmente ser um evento da comunidade, nunca um evento sólido. Cada catequista é sempre um homem e uma mulher eclesial.

Traz sempre consigo a comunidade cristã. Nunca estamos sós. Temos a força, como ouvimos nos testemunhos destes catequistas, de ser testemunhas de uma esperança maior.

Mesmo que as condições da vida nos possam mostrar os limites, a força da esperança mostra-nos o futuro que devemos construir juntos. Que assim seja!

Tradução Educris a partir do original em Italiano

Educris|26.09.2025

Scroll to Top