Jubileu dos Jovens: «A amizade muda o mundo», afirma o Papa

Leão XIV encontrou-se esta noite com mais de um milhão de jovens, reunidos em vigília em Tor Vergata, nos arredores de Roma, e respondeu a três perguntas colocadas por jovens do México, Itália e Estados Unidos

A organização estima em mais de um milhão de participantes que aguardaram desde manhã pela presença do Papa Leão XIV para os atos finais do «Jubileu dos Jovens».

Durante a tarde os mias novos escutaram diversos artistas da música cristã, escutaram testemunhos e fizeram a festa enquanto esperaram pelo santo padre.

À sua chegada, minutos antes do inicialmente previsto pelo Vaticano, a multidão cantava e entoava a bom som «esta é a juventude do Papa».

No diálogo que manteve com os mais novos Leão XIV começou por escutar Dulce María, jovem mexicana de 23 anos, que abriu a vigília com uma pergunta sobre a solidão e a superficialidade nas relações em tempos de redes sociais.

A amizade pode realmente mudar o mundo

Na resposta o Papa Leão XIV considerou que “as relações humanas são indispensáveis” pois “a vida começa com um vínculo e é através dos vínculos que crescemos”.

Alertando para os perigos da tecnologia quando usada de forma desumanizante — “quando o instrumento domina o homem, o homem torna-se um instrumento” — o Papa apelou a que os jovens encontrem em Cristo a base da amizade verdadeira.

Ao recordar Santo Agostinho, o papa lembrou que «nenhuma amizade é fiel senão em Cristo. E só n’Ele pode ser feliz e eterna».

Para o Papa, a amizade com Jesus é a “estrela polar” que guia a juventude.

“Amem-se uns aos outros! Amem-se em Cristo! A amizade é um caminho para a paz”, apelou.

A segunda pergunta veio de Gaia, uma jovem italiana de 19 anos que trouxe ao pontífice a questão da coragem necessária às escolhas num mundo cheio de incertezas.

Escolher alguém é escolher quem queremos ser

O Papa Leão XIV foi direto na resposta considerando que “a escolha é um ato humano fundamental. Quando escolhemos, decidimos quem queremos ser”.

Para o santo padre é fundamental voltar a olhar para a vida como “dom recebido2 pois “na origem de nós mesmos não houve uma decisão nossa, mas um amor que nos quis”.

Apelando a decisões enraizadas no amor de Deus”, Leão XIV lembrou que Deus “não tira nenhum bem, mas leva sempre ao melhor”, antes de recordar as palavras de São João Paulo II, que neste mesmo lugar há 25 anos afirmou que «é Jesus quem vos espera, quando nada do que encontrais vos satisfaz».

À jovem, e nela a todos os presentes, o Papa deixou um apelo à entrega, à doação de vida.

“Tu és a minha vida, Senhor. Encontrar a felicidade é aprender a doar-se”.

A última pergunta da note foi colocada por Will, um jovem de 20 anos dos EUA, que falou do desejo interior de verdade e do medo do vazio.

Fica connosco, Senhor

Leão XIV começou por afirmar a certeza da amizade de Jesus que acompanha o crente no seu crescimento.

“Jesus é o amigo que sempre nos acompanha durante a formação da nossa consciência”.

Aos jovens o Papa exortou à escuta ativa do evangelho, ao serviço dos mais pobres, à participação na eucaristia e à adoração eucaristia.

“Quem te encontra também quer que os outros te encontrem”, disse, sublinhando que o encontro com Cristo leva naturalmente à missão e à comunhão.

O Papa terminou com um convite à oração e à perseverança: “Obrigado, Jesus, por nos amares. Fica connosco, Senhor.”

O Jubileu dos Jovens termina amanhã com a eucaristia de envio.

Imagem: Vatican MEDIA

Educris|2.08.2025

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