{"id":1029518377,"date":"2017-06-07T00:00:00","date_gmt":"2017-06-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/7038-audiencia-geral-a-paternidade-de-deus-fonte-da-nossa-esperanca"},"modified":"2017-06-07T00:00:00","modified_gmt":"2017-06-07T00:00:00","slug":"audiencia-geral-a-paternidade-de-deus-fonte-da-nossa-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-a-paternidade-de-deus-fonte-da-nossa-esperanca\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abA paternidade de Deus, fonte da nossa esperan\u00e7a\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_maria_161008110102.png\"\/><\/p>\n<p><p><span>Na manh\u00e3 de quarta-feira o Papa\u00a0<\/span><span>Francisco continuou a s\u00e9rie de audi\u00eancias gerais onde tem apresentado o tema da esperan\u00e7a. Hoje o Papa apresentou a paternidade de Deus como fonte da nossa esperan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A esperan\u00e7a crist\u00e3 &#8211; 25. A paternidade de Deus, fonte da nossa esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Havia qualquer coisa de fascinante na ora\u00e7\u00e3o de Jesus, de tal modo fascinante que um dia os seus disc\u00edpulos fizeram-lhe um pedido para que nela os introduzisse. O epis\u00f3dio est\u00e1 no Evangelho de Lucas, que de entre os evangelistas \u00e9 aquele que de maneira mais extensa documentou o mist\u00e9rio do Cristo \u201corante\u201d: O Senhor rezava. Os disc\u00edpulos de Jesus ficaram impressionados com este facto, especialmente na parte da manh\u00e3 e \u00e0 noite, ele retira-se para estar sozinho e \u201cemerge\u201d em ora\u00e7\u00e3o.\u00a0 E por isso, um dia, eles pedem-lhe para que lhes ensine tamb\u00e9m a rezar. (Lc 11,1).<\/p>\n<p>\u00c9 neste momento que Jesus transmite aquela que se tornou a ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 por excel\u00eancia: O \u201cPai nosso\u201d. De facto, Lucas, em compara\u00e7\u00e3o com Mateus, d\u00e1-nos a ora\u00e7\u00e3o de Jesus de uma maneira um pouco mais abreviada, que come\u00e7a com a simples invoca\u00e7\u00e3o: \u00abPai\u00bb (v. 2).<\/p>\n<p>Todo o mist\u00e9rio da ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 se resume aqui, nestas palavras: ter a coragem de chamar Deus com o nome de Pai. Isto afirma-se tamb\u00e9m na liturgia quando, convidando \u00e0 recita\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria da ora\u00e7\u00e3o de Jesus, usamos a express\u00e3o \u00abousamos dizer\u00bb.<\/p>\n<p>Na verdade, chamar Deus de \u201cPai\u201d n\u00e3o \u00e9 de nenhuma maneira um facto consumado. Estar\u00edamos inclinados a usar os mais altos t\u00edtulos, que parecessem mais respeitosos da sua transcend\u00eancia. Pelo contr\u00e1rio, invoc\u00e1-lo como &#8220;Pai&#8221; coloca-nos numa rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com Ele, como uma crian\u00e7a que se vira para o seu pai, sabendo-se amado e cuidado por Ele. Esta \u00e9 a grande revolu\u00e7\u00e3o que o cristianismo imprime na psicologia religiosa do homem. O mist\u00e9rio de Deus, que sempre nos fascinou e nos fez sentir pequenos, mas que n\u00e3o mete mais medo, n\u00e3o nos esmaga, n\u00e3o nos angustia. Esta \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de acolher na nossa alma humana; e \u00e9 de tal modo verdade que no relato da Ressurrei\u00e7\u00e3o as mulheres, depois de verem o t\u00famulo vazio e o anjo, \u00abfugiram [\u2026], porque estavam cheias de medo e espanto\u00bb (Mc 16,8). Mas Jesus revela-nos que Deus \u00e9 um bom Pai, e diz-nos: &#8220;N\u00e3o tenhais medo!&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Pensemos na par\u00e1bola do pai misericordioso (cf. Lc 15,11-32). Jesus fala de um pai que s\u00f3 conhece o amor pelos seus filhos. Um pai que n\u00e3o pune o filho pela sua arrog\u00e2ncia e \u00e9 mesmo capaz de lhe dar a sua parte da heran\u00e7a, deixando-o caminhar at\u00e9 voltar a casa. Deus \u00e9 Pai, diz-nos Jesus, mas n\u00e3o de uma forma humana, porque n\u00e3o existe nenhum pai neste mundo que aja como o protagonista desta par\u00e1bola. Deus \u00e9 Pai \u00e0 sua maneira: bom, indefeso diante do livre arb\u00edtrio do homem, capaz somente de conjugar o verbo \u201camar\u201d. Quando o filho rebelde, depois de ter esbanjado tudo, finalmente retorna para a casa natal, aquele pai n\u00e3o aplica os crit\u00e9rios de justi\u00e7a humana, mas sente antes de tudo a necessidade de perdoar, e com o seu abra\u00e7o faz o filho perceber o todo que o seu tempo de aus\u00eancia o fez perder, dolorosamente falhou no seu amor ao pai.<\/p>\n<p>Que mist\u00e9rio insond\u00e1vel de um Deus que alimenta este tipo de amor na rela\u00e7\u00e3o com os seus filhos!<\/p>\n<p>Provavelmente \u00e9 por este motivo que, evocando o cora\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio crist\u00e3o, o ap\u00f3stolo Paulo n\u00e3o se atreve em traduzir numa palavra grega a express\u00e3o que Jesus, em aramaico, pronuncia \u201cabb\u00e0\u201d. Por duas vezes S\u00e3o Paulo, nas suas cartas (cf. Rm 8,15; Gl 4,6), aborda este tema, e por duas vezes deixa a palavra n\u00e3o traduzida, na mesma forma em que floresceu nos l\u00e1bios de Jesus, \u201cabb\u00e0\u201d um termo ainda mais \u00edntimo do que o tratamento de \u201cpai\u201d, e que alguns traduzem por \u201cpaizinho, pap\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, n\u00e3o estamos mais sozinhos. Podemos estar distantes, hostis, podemos mesmo professarmo-nos pessoas\u201csem Deus\u201d. Mas o evangelho de Jesus Cristo revela-nos que Deus n\u00e3o pode estar sem n\u00f3s: Ele n\u00e3o ser\u00e1 mais um Deus \u201csem o homem\u201d; \u00e9 Ele que n\u00e3o pode permanecer sem n\u00f3s, e este \u00e9 um grande mist\u00e9rio! Deus n\u00e3o pode ser Deus sem o homem: grande mist\u00e9rio este! E esta certeza \u00e9 a fonte da nossa esperan\u00e7a, que conserv\u00e1mos em todas as invoca\u00e7\u00f5es do Pai Nosso. Quando precisamos de ajuda, Jesus n\u00e3o nos diz para nos demitirmos e nos fecharmos sobre n\u00f3s pr\u00f3prios, mas para nos voltarmos ao Pai e pedir-lhe com confian\u00e7a. Todas as nossas necessidades, desde as mais \u00f3bvias e di\u00e1rias, como a alimenta\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, o trabalho, at\u00e9 \u00e0 necessidade de sermos perdoados e sustentados contra as tenta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00e3o o espelho da nossa solid\u00e3o: pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 um Pai que olha sempre com amor, e que certamente n\u00e3o nos abandona.<\/p>\n<p>Agora fa\u00e7o-vos uma proposta: todos n\u00f3s temos tantos problemas e tantas necessidades. Pensemos um pouco, em sil\u00eancio, nestes problemas e nestas necessidades. Pensemos tamb\u00e9m no Pai, no nosso Pai, que n\u00e3o pode existir sem n\u00f3s, e que neste momento nos olha. Todos juntos, com confian\u00e7a e esperan\u00e7a, rezemos: &#8220;Pai nosso, que estais no c\u00e9u &#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Obrigado!<\/p>\n<p><span>Tradu\u00e7\u00e3o: Educris a partir do<\/span><a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2017\/documents\/papa-francesco_20170607_udienza-generale.html\">\u00a0original italiano<\/a><\/p>\n<p>Educris|07.06.2017<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 de quarta-feira o Papa\u00a0Francisco continuou a s\u00e9rie de audi\u00eancias gerais onde tem apresentado o tema da esperan\u00e7a. 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