{"id":1056279906,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/9136-audencia-geral-dar-a-vida-e-o-verdadeiro-poder-papa-francisco"},"modified":"2025-11-07T16:34:36","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:36","slug":"audencia-geral-dar-a-vida-e-o-verdadeiro-poder-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audencia-geral-dar-a-vida-e-o-verdadeiro-poder-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Aud\u00eancia-geral: \u00abDar a vida \u00e9 o verdadeiro poder\u00bb, Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/audiencia_151028020130-1.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Na manh\u00e3 desta quarta-feira o Papa Francisco deu continuidade \u00e0s catequeses sobre \u00abAs bem-Aventuran\u00e7as\u00bb. Francisco apresentou a quest\u00e3o da &#8220;Pobreza de Esp\u00edrito&#8221; e lembrou a necessidade de &#8220;n\u00e3o nos sentirmos auto-suficientes&#8221; perante os outros pois o verdadeiro poder &#8220;est\u00e1 em dar a vida pelos homens&#8221;, \u00e0 imagem de Cristo.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra e em portugu\u00eas a reflex\u00e3o do Santo Padre.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre as bem-aventuran\u00e7as: 2. Bem-aventurados os pobres de esp\u00edrito<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Hoje somos confrontados com a primeira das oito bem-aventuran\u00e7as do evangelho de Mateus. Jesus come\u00e7a a proclamar o caminho da felicidade com um an\u00fancio paradoxal: \u00abBem-aventurados os pobres de esp\u00edrito, porque deles \u00e9 o reino dos c\u00e9us\u00bb (5,3). Uma estrada surpreendente e um objeto estranho de felicidade, a pobreza.<\/p>\n<p>Devemos perguntar-nos: o que se entende aqui por &#8220;pobres&#8221;? Se Mateus usasse apenas esta palavra, o significado seria simplesmente econ\u00f3mico, isto \u00e9, indicaria pessoas que t\u00eam pouco ou mesmo nenhum meio de apoio e precisam da ajuda de outras pessoas.<\/p>\n<p>Mas o Evangelho de Mateus, diferente do de Lucas, fala de \u00abpobres de esp\u00edrito\u00bb. O que \u00e9 que isto significa? O esp\u00edrito, de acordo com a B\u00edblia, \u00e9 o sopro da vida que Deus comunicou a Ad\u00e3o; \u00e9 a nossa dimens\u00e3o mais \u00edntima, digamos a dimens\u00e3o espiritual, a mais \u00edntima, aquela que nos torna pessoas humanas, o n\u00facleo profundo do nosso ser. Ent\u00e3o, os &#8220;pobres de esp\u00edrito&#8221; s\u00e3o aqueles que s\u00e3o e se sentem pobres, mendigos, nas profundezas do seu ser. Jesus proclama-os aben\u00e7oados, porque o Reino dos c\u00e9us pertence-lhes.<\/p>\n<p>Quantas vezes nos disseram o contr\u00e1rio! \u00c9 preciso ser alguma coisa na vida, ser algu\u00e9m &#8230; \u00e9 preciso criar um nome\u2026 \u00c9 daqui que v\u00eam a solid\u00e3o e a infelicidade: se eu tenho que ser &#8220;algu\u00e9m&#8221;, eu concordo com os outros e vivo com uma preocupa\u00e7\u00e3o obsessiva pelo meu ego. Se n\u00e3o aceito ser pobre, odeio tudo o que me lembra a minha fragilidade. Porque esta fragilidade me impede de me tornar uma pessoa importante, rica n\u00e3o apenas em dinheiro, mas em fama, em tudo.<\/p>\n<p>Toda a gente, diante de si mesmo, sabe bem que, por mais que tente, permanecer\u00e1 sempre radicalmente incompleto e vulner\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 truques que cubram esta vulnerabilidade. Cada um de n\u00f3s \u00e9 vulner\u00e1vel por dentro. Deve ver onde. Mas qu\u00e3o mal se vise vive ao recusar-se os seus pr\u00f3prios limites! Vive-se mal. O limite n\u00e3o \u00e9 assimilado, est\u00e1 l\u00e1. Pessoas orgulhosas n\u00e3o que pedem ajuda, n\u00e3o podem pedir ajuda, n\u00e3o pedem ajuda porque precisam provar que s\u00e3o autossuficientes. E quantos deles precisam de ajuda, mas o orgulho impede-os de pedir ajuda. E qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 admitir um erro e pedir perd\u00e3o! Quando dou alguns conselhos aos noivos, que me dizem como realizar bem o casamento, digo-lhes: &#8220;H\u00e1 tr\u00eas palavras m\u00e1gicas: com licen\u00e7a, obrigado, desculpa&#8221;. Estas s\u00e3o palavras que v\u00eam da pobreza de esp\u00edrito. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ser intrusivo, mas pedir permiss\u00e3o: &#8220;Parece-te bem fazer isto assim\u00bb&#8221;, assim \u00e9 o di\u00e1logo na fam\u00edlia, noiva e o noivo dialogam. &#8220;Fizeste isto por mim, obrigado n\u00e3o era preciso\u201d. Depois existem sempre erros, escorrega-se. \u201cDesculpa-me\u201d. \u00a0E, geralmente, os casais, os rec\u00e9m-casados, aqueles que est\u00e3o aqui e muitos, dizem-me: &#8220;\u00c0 terceira \u00e9 mais dif\u00edcil&#8221;, pedir desculpas, pedir perd\u00e3o. Porque o orgulhoso n\u00e3o pode fazer isto. N\u00e3o pode desculpar-se: Est\u00e1 sempre certo. N\u00e3o \u00e9 pobre em esp\u00edrito. De contr\u00e1rio o Senhor nunca se cansa de perdoar; infelizmente somos n\u00f3s que nos cansamos de pedir perd\u00e3o (cfr. \u00c2ngelus, 17 de mar\u00e7o de 2013). O cansa\u00e7o de pedir perd\u00e3o: esta \u00e9 uma doen\u00e7a m\u00e1!<\/p>\n<p>Porque \u00e9 que dif\u00edcil pedir perd\u00e3o? Porque humilha a nossa imagem hip\u00f3crita. Ainda assim, viver a tentar esconder as defici\u00eancias \u00e9 cansativo e angustiante. Jesus Cristo diz-nos: ser pobre \u00e9 uma oportunidade para a gra\u00e7a; e mostra-nos a sa\u00edda para esta fadiga. Temos o direito de ser pobres de esp\u00edrito, porque este \u00e9 o caminho do Reino de Deus.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma coisa fundamental a reiterar: n\u00e3o devemos transformar-nos para ficar pobres de esp\u00edrito, n\u00e3o devemos fazer nenhuma transforma\u00e7\u00e3o porque j\u00e1 somos! Somos pobres &#8230; ou mais claramente: somos &#8220;pobres&#8221; em esp\u00edrito! N\u00f3s precisamos de tudo. Todos somos pobres em esp\u00edrito, somos pedintes. \u00c9 a condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>O Reino de Deus pertence aos pobres em esp\u00edrito. Existem aqueles que t\u00eam os reinos deste mundo: esses t\u00eam bens e comodidade. Mas s\u00e3o reinos que terminam. O poder dos homens, mesmo os maiores imp\u00e9rios, passa e desaparece. Muitas vezes vemos nas not\u00edcias ou nos jornais que aquele governante forte e poderoso ou aquele governo que estava l\u00e1 ontem e hoje n\u00e3o existe mais, caiu. As riquezas deste mundo foram-se, e o dinheiro tamb\u00e9m. Os velhos ensinaram-nos que a mortalha n\u00e3o tinha bolsos. \u00c9 verdade. Nunca vi um cami\u00e3o em movimento atr\u00e1s de uma prociss\u00e3o f\u00fanebre: ningu\u00e9m leva nada. Estas riquezas permanecem aqui.<\/p>\n<p>O Reino de Deus pertence aos pobres em esp\u00edrito. Existem aqueles que t\u00eam os reinos deste mundo, t\u00eam bens e confortos. Mas sabemos como terminam. Aqueles que sabem amar o bem verdadeiro mais do que eles reinam verdadeiramente. E esse \u00e9 o poder de Deus.<\/p>\n<p>Em que \u00e9 que Cristo mostrou poder? Porque ele foi capaz de fazer o que os reis da terra n\u00e3o fazem: dar vida aos homens. E este \u00e9 o verdadeiro poder. Poder da irmandade, poder da caridade, poder do amor, poder da humildade. Isto foi o que Cristo fez.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a verdadeira liberdade: quem tem este poder de humildade, servi\u00e7o e fraternidade \u00e9 livre. Ao servi\u00e7o desta liberdade est\u00e1 a pobreza elogiada pelas bem-aventuran\u00e7as.<\/p>\n<p>Porque existe uma pobreza que devemos aceitar, a do nosso ser, e uma pobreza que devemos procurar, a concreta, das coisas deste mundo, para ser livre e poder amar. Devemos sempre buscar a liberdade do cora\u00e7\u00e3o, que tem as suas ra\u00edzes na pobreza de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2020\/documents\/papa-francesco_20200205_udienza-generale.html\" target=\"_blank\"> original em italiano<\/a><\/p>\n<p>05.02.2020<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 desta quarta-feira o Papa Francisco deu continuidade \u00e0s catequeses sobre \u00abAs bem-Aventuran\u00e7as\u00bb. 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