{"id":1057756516,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8583-angelus-o-perdao-de-jesus-da-nos-futuro"},"modified":"2025-11-07T16:34:34","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:34","slug":"angelus-o-perdao-de-jesus-da-nos-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-o-perdao-de-jesus-da-nos-futuro\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abO perd\u00e3o de Jesus d\u00e1-nos futuro\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angelus_1_150201125427.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>No \u00c2ngelus desta manh\u00e3 o Papa lembrou a postura dos fariseus perante a mulher surpreendida em adult\u00e9rio. Francisco sustentou que Jesus \u00e9 a &#8220;miseric\u00f3rdia perante a nossa mis\u00e9ria&#8221; e que hoje podemos correr o perigo de sermos como &#8220;os fariseus&#8221; quando &#8220;condenamos os outros&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a alocu\u00e7\u00e3o do Santo Padre.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Neste quinto domingo da Quaresma, a liturgia apresenta o epis\u00f3dio da mulher ad\u00faltera (cf. Jo 8, 1-11). A\u00ed encontramos, em contraponto, duas atitudes: a dos escribas e fariseus de um lado e a de Jesus do outro. Os primeiros querem condenar a mulher, porque se sentem os guardi\u00f5es da lei e da sua aplica\u00e7\u00e3o fiel. Jesus, por sua vez, quer salv\u00e1-la, porque personifica a miseric\u00f3rdia de Deus que, perdoando, redime e reconcilia, renova.<\/p>\n<p>Vejamos, pois, o epis\u00f3dio. Enquanto Jesus est\u00e1 a ensinar no templo, os escribas e fariseus trazem uma mulher surpreendida em adult\u00e9rio; colocam-na no meio e perguntam a Jesus se ela deve ser apedrejada at\u00e9 \u00e0 morte, como prescreve a Lei de Mois\u00e9s. O evangelista especifica que eles colocam a quest\u00e3o \u00abpara test\u00e1-lo e ter motivos para acus\u00e1-lo\u00bb (v. 6). Pode-se supor que o prop\u00f3sito deles era este &#8211; vede a maldade destas pessoas: o &#8220;n\u00e3o&#8221; \u00e0 lapida\u00e7\u00e3o teria sido uma raz\u00e3o para acusar Jesus de desobedi\u00eancia \u00e0 Lei; o &#8220;sim&#8221;, por outro lado, seria uma oportunidade para o denunciar \u00e0 autoridade romana, que havia reservado para si as senten\u00e7as e n\u00e3o admitia o linchamento popular. E Jesus deve responder.<\/p>\n<p>Os interlocutores de Jesus est\u00e3o fechados no estreito do legalismo e querem prender o Filho de Deus na sua perspetiva de julgamento e condena\u00e7\u00e3o. Mas Ele n\u00e3o veio ao mundo para julgar e condenar, mas para salvar e oferecer \u00e0s pessoas uma nova vida. E como Jesus reage a este teste? Primeiro de tudo, permanece em sil\u00eancio por um tempo, e inclina-se para escrever com o dedo no ch\u00e3o, como se lembrasse que o \u00fanico Legislador e Juiz \u00e9 Deus que escreveu a Lei sobre a pedra. E ent\u00e3o diz: \u00abQuem de voc\u00eas n\u00e3o tem pecado, atire a primeira pedra\u00bb (v. 7). Assim, Jesus apela \u00e0 consci\u00eancia daqueles homens: eles sentem-se &#8220;paladinos da justi\u00e7a&#8221;, mas Ele alerta-os para a consci\u00eancia da sua condi\u00e7\u00e3o de homens pecadores, pela quais n\u00e3o podem reivindicar o direito \u00e0 vida ou \u00e0 morte dos seus semelhantes. Neste ponto, um ap\u00f3s o outro, come\u00e7ando pelo mais antigo &#8211; isto \u00e9, o mais conhecedor das suas pr\u00f3prias mis\u00e9rias -, todos deixaram cair a pedra para apedrejar a mulher. Esta cena tamb\u00e9m convida cada um de n\u00f3s a tomar consci\u00eancia de que somos pecadores e a deixarmos cair das nossas m\u00e3os as pedras da difama\u00e7\u00e3o e da condena\u00e7\u00e3o, da tagarelice, que \u00e0s vezes gostar\u00edamos de lan\u00e7ar contra os outros. Quando falamos mal dos outros, atiramos pedras, somos como estes da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>No final, apenas Jesus e a mulher permanecem ali, no meio: A mis\u00e9ria e a miseric\u00f3rdia\u00bb, diz Santo Agostinho (In Jo 33,5). Jesus \u00e9 o \u00fanico sem culpa, o \u00fanico que poderia atirar-lhe a pedra, mas ele n\u00e3o, porque Deus \u00abn\u00e3o quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva\u00bb (v. Ez 33,11). E Jesus despede a mulher com estas palavras estupendas: \u00abVai agora e n\u00e3o peques mais\u00bb (v. 11). E assim Jesus abre um novo caminho diante dela, criado pela miseric\u00f3rdia, uma estrada que requer o seu compromisso de n\u00e3o pecar mais. \u00c9 um convite v\u00e1lido para cada um de n\u00f3s: quando Jesus nos perdoa, abre sempre um novo caminho para seguirmos em frente. Neste tempo de Quaresma, somos chamados a reconhecermo-nos como pecadores e a pedir perd\u00e3o a Deus. E o perd\u00e3o, por sua vez, reconciliando-nos e d\u00e1-nos a paz, faz-nos come\u00e7ar uma hist\u00f3ria renovada. Toda a convers\u00e3o verdadeira \u00e9 destinada a um novo futuro, a uma nova vida, a uma bela vida, a uma vida livre do pecado, a uma vida generosa. N\u00e3o tenhamos medo de pedir perd\u00e3o a Jesus porque Ele abre a porta para esta nova vida. A Virgem Maria nos ajude a testemunhar a todos o amor misericordioso de Deus que, em Jesus, nos perdoa e torna nova a nossa exist\u00eancia, oferecendo sempre novas possibilidades.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>07.04.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00c2ngelus desta manh\u00e3 o Papa lembrou a postura dos fariseus perante a mulher surpreendida em adult\u00e9rio. 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