{"id":1073624870,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/44-destaques\/7020-banco-alimentar-fazer-deste-dia-um-dia-especial-esta-em-cada-um-de-nos"},"modified":"2025-11-07T16:28:32","modified_gmt":"2025-11-07T16:28:32","slug":"banco-alimentar-fazer-deste-dia-um-dia-especial-esta-em-cada-um-de-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/banco-alimentar-fazer-deste-dia-um-dia-especial-esta-em-cada-um-de-nos\/","title":{"rendered":"Banco Alimentar: &#8220;Fazer deste dia, um dia especial est\u00e1 em cada um de n\u00f3s&#8221;"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/img_1656_170601102934.jpg\"\/><\/p>\n<p><p>Este foi o mote da \u00faltima campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar (<strong>BA<\/strong>) que se realizou nos dias 27 e 28 de Maio, onde estiveram envolvidos mais de 40 mil volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Antes de falar-vos da minha experi\u00eancia enquanto professor de EMRC, gostaria de lembrar a g\u00e9nese e a hist\u00f3ria desta, sendo mais correto, destas institui\u00e7\u00f5es. O\u00a0<strong>BA<\/strong> nasceu com John Van Hengel, que em 1967 fundou o primeiro Food Bank, em Phoenix, no Arizona, e deu in\u00edcio a um movimento que existe hoje nos 5 continentes. A ideia foi trazida para a Europa em 1984, tendo sido criados Bancos Alimentares em Fran\u00e7a e na B\u00e9lgica. Em 1990, foi criado em Portugal o primeiro Banco Alimentar Contra a Fome, por iniciativa de Jos\u00e9 Vaz Pinto. Em 23 de Fevereiro de 1999 foi constitu\u00edda a Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome. Existem atualmente 21 (Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, \u00c9vora, Leiria-F\u00e1tima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santar\u00e9m, Set\u00fabal, S. Miguel, Viana do Castelo, Viseu, Terceira, Madeira) cuja atividade se prolonga ao longo de todo o ano.<\/p>\n<p>Sou, com muita alegria, volunt\u00e1rio desta institui\u00e7\u00e3o, praticamente, desde a sua origem. Desde a organiza\u00e7\u00e3o de equipas para o supermercado, para o transporte ou ao servi\u00e7o no armaz\u00e9m, j\u00e1 fiz de tudo um pouco. Trabalhei com institui\u00e7\u00f5es que se abastecem no <strong>BA<\/strong>, e j\u00e1 vi a alegria nas pessoas que recebem estes bens alimentares.<\/p>\n<p>Muitas quest\u00f5es se colocam sobre estas campanhas. Como sempre se ouvem vozes: \u201cDeem a cana e ensinem a pescar!\u201d; \u201cIsto \u00e9 bom para as grandes superf\u00edcies comerciais. Coitado do pequeno com\u00e9rcio!\u201d; \u201cDar comida a quem n\u00e3o quer trabalhar!\u201d; \u201cMais IVA para o Estado!\u201d\u2026 De uma forma geral, na minha modesta opini\u00e3o, estas afirma\u00e7\u00f5es partem de pessoas que, ou procuram raz\u00f5es para n\u00e3o contribu\u00edrem, ou por desconhecimento do que \u00e9 o <strong>BA.<\/strong> Quem tem que \u201ccontrolar\u201d os benefici\u00e1rios s\u00e3o as IPSS e demais organiza\u00e7\u00f5es que se abastecem no <strong>BA<\/strong>. O pequeno com\u00e9rcio pode aderir a estas duas recolhas anuais. A quest\u00e3o do IVA, teria que ser o governo a ter uma vis\u00e3o\/decis\u00e3o, de quando o como \u201cencaminhar\u201d este imposto para o mesmo fim. Quando ao \u201cpeixe e \u00e0 cana de pesca\u201d, a \u00abVis\u00e3o\u00bb do BA<strong> <\/strong>\u00e9 pragm\u00e1tica: \u201cUm mundo, no qual todos os Homens, tenham garantido o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.\u201d \u00c9 este o grande objetivo do <em>BA<\/em>.<\/p>\n<p>E \u00e9 sobre esta vis\u00e3o pragm\u00e1tica que, enquanto docente de EMRC, desafio os meus alunos a participarem nestas duas recolhas nacionais:<\/p>\n<ul>\n<li>Valorizamos a Pessoa;<\/li>\n<li>Colaboramos com a Comunidade;<\/li>\n<li>Servimos o Necessitado;<\/li>\n<li>Promovemos a Cultura da Solidariedade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 umas das formas de colocar em ato muitos dos conte\u00fados da nossa disciplina e formar para as diversas compet\u00eancias sociais e crist\u00e3s.<\/p>\n<p>J\u00e1 perdi o n\u00famero de alunos que levei aos armaz\u00e9ns da avenida de Ceuta do <strong>BA<\/strong> de Lisboa. Muitos repetem, mesmo depois de entrarem para a faculdade. At\u00e9 os pais aparecem. \u00c9 importante que percebam o que \u00e9 ser solid\u00e1rio ou estar envolvido do esp\u00edrito fraterno: &#8220;Fazer o bem sem olhar a quem!&#8221; Esta \u00e9 a ideia chave que lhes coloco quando se avizinha a data das campanhas. Vamos at\u00e9 aos armaz\u00e9ns para, pelos menos durante 3 ou 5 horas, trabalhar para que muitos necessitados an\u00f3nimos tenham o direito a alimenta\u00e7\u00e3o garantido. Sabemos que h\u00e1 fome. Podemos n\u00e3o saber onde ou como ajudar pessoalmente. Aqui encontramos um meio eficaz na concretiza\u00e7\u00e3o dessa ajuda solid\u00e1ria. Vamos ao encontro do outro que n\u00e3o sabemos quem \u00e9. Foi com alegria imensa que no dia 30, ao tomar conhecimento do resultado da campanha nestes dois dias, sabermos que alguns desses quilos passaram pelas nossas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Este esp\u00edrito de entreajuda j\u00e1 est\u00e1 t\u00e3o impregnado no Col\u00e9gio Valsassina, que a proposta chegou este ano aos mais novos. Desde a campanha de Novembro, alunos do 3\u00ba, 4\u00ba, 5\u00ba e 6\u00ba anos participam acompanhados pelos encarregados de educa\u00e7\u00e3o na Campanha J\u00fanior do <strong>BA<\/strong>.<\/p>\n<p>Ser volunt\u00e1rio no <strong>BA<\/strong> \u00e9 diferente. \u00c9 ser verdadeiramente volunt\u00e1rio porque se trabalha no &#8220;duro&#8221; e n\u00e3o se sabe onde vai parar a nossa ajuda. \u00c9 ser crist\u00e3o ao jeito de Jesus Cristo: dar a vida pelo outro. O outro que nem conhe\u00e7o mas que sei que precisa. O outro que sei que jamais me ir\u00e1 retribuir diretamente. Ainda que por vezes vislumbre esse outro, como foi o caso de numa das campanhas ter encontrado um homem com os seus trinta e poucos anos que me perguntava como podia regressar a casa depois da meia-noite: &#8220;<em>Sou benefici\u00e1rio do BA atrav\u00e9s do Centro Social e Paroquial da minha freguesia. Sinto a \u00abobriga\u00e7\u00e3o\u00bb de ajudar aqueles que se preocupam comigo.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Ser volunt\u00e1rio nos armaz\u00e9ns do <strong>BA<\/strong> \u00e9 o que a Mariana Neves em 2014 dizia a uma tia tamb\u00e9m ali a fazer voluntariado, com uma alegria indescrit\u00edvel: <em>&#8220;<\/em><em>Nunca vi tanta gente a trabalhar com tanta vontade e t\u00e3o feliz!\u201d<\/em><\/p>\n<address style=\"text-align: right;\">Paulo Vict\u00f3ria<\/address>\n<address style=\"text-align: right;\">Professor de EMRC<\/address>\n<address style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www.imissio.net\/\">Cronista iMissio<\/a><\/address><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este foi o mote da \u00faltima campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar (BA) que se realizou nos dias 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