{"id":1116132602,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12363-domingo-xvi-do-tempo-comum-nao-deixes-apodrecer-no-chao-o-teu-coracao"},"modified":"2025-11-07T16:33:56","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:56","slug":"domingo-xvi-do-tempo-comum-nao-deixes-apodrecer-no-chao-o-teu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xvi-do-tempo-comum-nao-deixes-apodrecer-no-chao-o-teu-coracao\/","title":{"rendered":"Domingo XVI do Tempo Comum: \u00abN\u00e3o deixes apodrecer no ch\u00e3o o teu cora\u00e7\u00e3o\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Sb 12,13.16-19; Sl 86; Rm 8,26-27; Mt 13,24-43<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. O Cap\u00edtulo 13 do Evangelho de Mateus constitui o centro geogr\u00e1fico e teol\u00f3gico deste Evangelho, com as suas sete par\u00e1bolas do Reino de Deus, postas na boca de Jesus. \u00c9 o chamado \u00abDiscurso das Par\u00e1bolas do Reino\u00bb, o terceiro dos cinco grandes Discursos de Jesus neste Evangelho, depois do \u00abDiscurso da Montanha\u00bb e do \u00abDiscurso Mission\u00e1rio\u00bb. Neste Domingo XVI do Tempo Comum continuamos, pois, a ouvir o Discurso das Par\u00e1bolas do Reino iniciado por Jesus no Domingo passado, com a primeira par\u00e1bola, a par\u00e1bola da semente ou do semeador (Mateus 13,1-23). Hoje ouviremos as tr\u00eas par\u00e1bolas seguintes \u2013 do trigo e da ciz\u00e2nia (13,24-30), do gr\u00e3o de mostarda (13,31-32) e do fermento (13,33) \u2013, a que se segue, a pedido dos disc\u00edpulos, a explica\u00e7\u00e3o de Jesus acerca da par\u00e1bola do trigo e da ciz\u00e2nia (Mateus 13,36-43).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. A par\u00e1bola da semente (v. 1-23) \u00e9, como vimos no Domingo passado, a m\u00e3e de todas as par\u00e1bolas, porque \u00e9, na verdade, a par\u00e1bola ou a hist\u00f3ria do pr\u00f3prio Jesus, que se explica a si mesmo e o caminho que vai seguir com esta linguagem: \u00abSe o gr\u00e3o de trigo que cai na terra n\u00e3o morrer, fica s\u00f3; mas se morrer, produzir\u00e1 muito fruto\u00bb (Jo 12,24). Fica ent\u00e3o manifesto que o caminho de Jesus \u00e9 o caminho da semente. E tal como a semente \u00e9 atirada \u00e0 terra para morrer e depois desabrochar em frutos novos, tamb\u00e9m Jesus \u00e9 lan\u00e7ado \u00e0 terra, e este extrato diz a Paix\u00e3o e a Morte. Mas, tal como a semente semeada frutifica, tamb\u00e9m Jesus frutifica com a sua Ressurrei\u00e7\u00e3o. Dada esta identifica\u00e7\u00e3o e analogia, n\u00e3o espanta que Jesus responda aos seus disc\u00edpulos que, no Evangelho de Marcos, lhe pedem explica\u00e7\u00f5es acerca das par\u00e1bolas logo no final da apresenta\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola da semente: \u00abSe n\u00e3o entendeis esta par\u00e1bola, como entendereis todas as par\u00e1bolas?\u00bb (Mc 4,13), que \u00e9 como quem diz: \u201cse n\u00e3o entendeis a hist\u00f3ria da semente, que \u00e9 a minha hist\u00f3ria e o meu caminho, que andais v\u00f3s a fazer como meus disc\u00edpulos?\u201d. \u00c0 primeira vista, esta hist\u00f3ria de escondimento, sofrimento e morte \u00e9 um rotundo fracasso, que os disc\u00edpulos de Jesus pretendem evitar a todo o custo. O objetivo deles \u00e9 o sucesso messi\u00e2nico imediato de Jesus e deles pr\u00f3prios. Jesus tem de lhes explicar, a s\u00f3s, recorrendo \u00e0 li\u00e7\u00e3o de Isa\u00edas, que Ele \u00e9 a\u00a0<em>Semente Santa<\/em>\u00a0que vem de Deus, que os homens n\u00e3o podem entender, pois s\u00f3 Deus a pode semear e fazer germinar \u00e0 sua maneira. Na verdade, s\u00f3 Deus pode tirar vida de um\u00a0<em>toco seco<\/em>\u00a0(Is 6,13), de uma\u00a0<em>raiz que brota de uma terra seca<\/em>, de uns\u00a0<em>ossos ressequidos<\/em>, sem vida e sem ponta de esperan\u00e7a (Ez 37,1-14), do\u00a0<em>toco seco<\/em>\u00a0daquela Cruz de Jesus. Este\u00a0<em>toco seco<\/em>,\u00a0<em>terra seca<\/em>,\u00a0<em>ossos ressequidos<\/em>\u00a0traduz em primeira inst\u00e2ncia o povo de Israel exilado, desclassificado e mirrado, sem nenhuma esperan\u00e7a, mas traduz tamb\u00e9m, em segunda inst\u00e2ncia, a secura da nossa vida exposta \u00e0 morte, quando se fecha \u00e0 vitalidade da iniciativa de Deus e da sua\u00a0<em>semente santa<\/em>, que \u00e9 a sua Palavra, que \u00e9 o seu Filho Monog\u00e9nito a n\u00f3s\u00a0<em>dado<\/em>, e que podemos acolher ou recusar.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Aos olhos daqueles disc\u00edpulos de Jesus \u00e9 quase escandaloso que Deus escolha o caminho do sil\u00eancio, do escondimento e da paci\u00eancia, em vez de intervir j\u00e1 e em for\u00e7a para p\u00f4r ordem num mundo \u00e0s avessas, em que vingam tantas for\u00e7as e ideologias contr\u00e1rias aos mandamentos de Deus, ao bom senso, \u00e0 retid\u00e3o e \u00e0 justi\u00e7a, e em que os justos e os humildes s\u00e3o tantas vezes vilipendiados e humilhados. Para aqueles disc\u00edpulos, o caminho da Cruz, que Jesus se prop\u00f5e seguir, e de que eles nem querem ouvir falar (cf. Mc 9,32; Lc 9,45), n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o faz sentido em si, como torna ainda mais dif\u00edcil acreditar em Deus e confiar nele. \u00c9 como se Deus n\u00e3o servisse para nada. Racioc\u00ednio id\u00eantico pode fazer hoje a comunidade dos crentes, a Igreja, que d\u00e1 cada vez menos nas vistas, n\u00e3o gera grandes entusiasmos \u00e0 sua volta, e \u00e9 muitas vezes acusada pelos altifalantes das ideologias reinantes e da comunica\u00e7\u00e3o social de andar v\u00e1rios s\u00e9culos ou mil\u00e9nios atrasada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que o mundo dito moderno considera sociedade civilizada, e que \u00e9 a autonomia sem nenhuma heteronomia, a mentira, a corrup\u00e7\u00e3o, a indiferen\u00e7a, a equival\u00eancia, em suma, viver cada um a seu bel prazer, sem o inc\u00f3modo da presen\u00e7a dos justos ao seu lado (Sb 2,12-16). Na verdade, o mundo anseia pela grandeza, o sucesso, a import\u00e2ncia, a riqueza, mas a Igreja procura caminhar pelo caminho da justi\u00e7a, da paci\u00eancia e da pequenez, tal como Jesus, que n\u00e3o se apresenta como um espl\u00eandido vencedor que arrasta tudo e todos atr\u00e1s de si. Por isso, Jesus explica devagarinho aos seus disc\u00edpulos que a miss\u00e3o que recebeu do Pai n\u00e3o contempla o triunfo f\u00e1cil e r\u00e1pido.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. A par\u00e1bola do trigo e da ciz\u00e2nia (v. 24-30), que Hoje nos \u00e9 dado escutar, prossegue a linha j\u00e1 tra\u00e7ado na par\u00e1bola da semente. Trata-se de uma par\u00e1bola exclusiva de Mateus, e \u00e9 tamb\u00e9m grandemente ilustrativa e fortemente impressiva. O termo \u00abciz\u00e2nia\u00bb deriva do hebraico\u00a0<em>zun\u00eem<\/em>, que prov\u00e9m com certeza do verbo\u00a0<em>zanah<\/em>\u00a0[= prostituir-se]. A ciz\u00e2nia \u00e9, portanto, erva ruim e danosa no meio do trigo bom. E n\u00f3s bem vemos o trigo e a ciz\u00e2nia, como vemos o justo e o \u00edmpio. E gostamos de ver as coisas resolvidas j\u00e1. \u00c9 a nossa impaci\u00eancia em esperar por mais tempo a manifesta\u00e7\u00e3o do Reino de Deus, que queremos que venha depressa e que tudo clarifique e resolva j\u00e1, que nos leva, na pessoa dos servos da par\u00e1bola, a propor ao propriet\u00e1rio do campo acerca da ciz\u00e2nia: \u00abQueres, ent\u00e3o, que vamos arranc\u00e1-la?\u00bb (v. 28b). A pergunta est\u00e1 feita para que a resposta seja \u00abSim\u00bb. Vai, por\u00e9m, noutro sentido a resposta do propriet\u00e1rio, que nos deixa desconcertados: \u00abDeixai-os crescer ambos juntos at\u00e9 \u00e0 colheita\u00bb (v. 30a). E mais desconcertados ficamos, quando vimos a saber pouco depois, na explica\u00e7\u00e3o da par\u00e1bola (v. 36-43), que \u00aba colheita \u00e9 o fim do mundo\u00bb (v. 39b), e que s\u00f3 ent\u00e3o ser\u00e1 queimada a ciz\u00e2nia (v. 40) e os que praticam a iniquidade (v. 42). No que respeita ao Reino de Deus, a diferen\u00e7a existe, mas a resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no princ\u00edpio. Est\u00e1 no fim.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. De notar que, tal como os servos da par\u00e1bola, e n\u00f3s com eles, tamb\u00e9m Jo\u00e3o Batista era partid\u00e1rio de um julgamento j\u00e1 e em for\u00e7a, levado a efeito por um Messias justiceiro, sem d\u00f3 nem piedade. De facto, ele conta-se entre os servos que queriam queimar j\u00e1 a palha e a ciz\u00e2nia. Prestemos aten\u00e7\u00e3o aos termos e ao tom da sua prega\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">\u00abJ\u00e1 o machado est\u00e1 posto \u00e0 raiz das \u00e1rvores, e toda a \u00e1rvore que n\u00e3o produzir bom fruto ser\u00e1 cortada e lan\u00e7ada ao fogo\u00bb (Mt 3,10);<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">\u00abA p\u00e1 de joeirar est\u00e1 na sua m\u00e3o: ele purificar\u00e1 completamente a sua eira e recolher\u00e1 o seu trigo no celeiro; a palha, por\u00e9m, queim\u00e1-la-\u00e1 com fogo inextingu\u00edvel\u00bb (Mt 3,12).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. A mesma linguagem, mas n\u00e3o as mesmas ideias, mostram o contraponto claro e inequ\u00edvoco do propriet\u00e1rio do campo, e, claro, tamb\u00e9m de Jesus:<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">\u00abDeixai \u201ccrescer juntamente\u201d (<em>synaux\u00e1nomai<\/em>) ambos at\u00e9 \u00e0 colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: \u201cArrancai primeiro a ciz\u00e2nia, e juntai-a em feixes, para ser queimada; quanto ao trigo, recolhei-o no meu celeiro\u201d\u00bb (Mt 13,30).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">Como se v\u00ea, pr\u00f3prio de Jesus na sua miss\u00e3o messi\u00e2nica terrena n\u00e3o \u00e9 a intoler\u00e2ncia e a separa\u00e7\u00e3o radical, proceder a uma esp\u00e9cie de purga dos ditos maus j\u00e1 e em for\u00e7a. Esta tenta\u00e7\u00e3o de eliminar o pretenso impuro em nome da ra\u00e7a pura ou superior torna-se infelizmente realidade de vez em quando na hist\u00f3ria da humanidade atrav\u00e9s de crimes inqualific\u00e1veis. Pr\u00f3prio de Jesus na sua miss\u00e3o messi\u00e2nica terrena \u00e9 a mansid\u00e3o, a compreens\u00e3o, a conviv\u00eancia, a toler\u00e2ncia e a distens\u00e3o. N\u00e3o quer isto dizer que para Jesus valha tudo, e que tudo valha o mesmo. Ele afirma claramente a distin\u00e7\u00e3o entre o bem que h\u00e1 que fazer e o mal que h\u00e1 que evitar. Mas a separa\u00e7\u00e3o radical e definitiva entre as duas realidades tamb\u00e9m \u00e9 afirmada por Jesus. Mas n\u00e3o \u00e9 feita no in\u00edcio nem faz parte da sua miss\u00e3o messi\u00e2nica terrena; ser\u00e1 operada por Deus no final. Agora \u00e9 o tempo da labuta.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Espantoso \u00e9 ainda o milagre do gr\u00e3o de mostarda (v. 31-32). Pequenino. Pequenino. T\u00e3o pequenino que propriamente nem gr\u00e3o chega a ser. \u00c9 semelhante, no corpo e na cor, a caf\u00e9 mo\u00eddo, uma esp\u00e9cie de p\u00f3 de cor acastanhada que podemos espalhar na palma da m\u00e3o. Por\u00e9m, deitado \u00e0 terra, d\u00e1 corpo a uma \u00e1rvore grande, carregada de passarinhos que dela fazem a sua casa, e a enchem de m\u00fasica e de alegria. Assim \u00e9, para espanto nosso, o Reino dos C\u00e9us! E o fermento (v. 33), igualmente pequenino, mas que leveda tr\u00eas medidas de farinha, mais ou menos o equivalente a 60 quilos de farinha! Tanta farinha d\u00e1 para alimentar, n\u00e3o uma fam\u00edlia da Palestina, mas umas 150 pessoas! \u00c9 do banquete do Reino dos C\u00e9us que se trata! E aquele \u00ab<em>at\u00e9 que<\/em>\u00a0tudo fique levedado\u00bb traz a Eucaristia para o quotidiano da vida de uma mulher e m\u00e3e de fam\u00edlia da Palestina, pois lembra o \u00ab<em>at\u00e9 que<\/em>\u00a0Ele venha\u00bb da celebra\u00e7\u00e3o da Ceia do Senhor (1 Cor 11,26), tal como fazemos neste Domingo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Quando a nossa for\u00e7a \u00e9 a norma que nos rege e nos domina, como afirmam os \u00edmpios no Livro da Sabedoria (2,11), e a prepotente Ass\u00edria em Isa\u00edas (10,13), ent\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o somos livres, mas escravos da for\u00e7a, dominados pela for\u00e7a. Estamos, de resto, habituados a ver como \u00e9 dif\u00edcil dominar a for\u00e7a: basta ver as for\u00e7as militares que os imp\u00e9rios deste mundo p\u00f5em no terreno, e que depois, mesmo querendo, como \u00e9 dif\u00edcil voltar atr\u00e1s! Mas o nosso Deus \u00e9 apresentado, na li\u00e7\u00e3o de hoje do Livro da Sabedoria (12,13.16-19), como aquele que \u00abdomina a for\u00e7a\u00bb (Sb 12,18), que cuida de todos com carinho, a todos perdoa, e nos chama a ser amigos.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. Assim tamb\u00e9m o Esp\u00edrito, diz-nos hoje S. Paulo numa \u00abmigalhinha\u00bb da Carta aos Romanos (8,26-27), n\u00e3o grita, mas reza em n\u00f3s e por n\u00f3s, suavemente, com \u00abgemidos sem palavras\u00bb (<em>stenagmo\u00ees alal\u00eatois<\/em>) (Rm 8,26). Trata-se, portanto, de uma lala\u00e7\u00e3o filial, em que conta e canta a ternura mais do que as palavras. \u00c9 assim que a \u00abmigalhinha\u00bb da Carta aos Romanos acomoda \u00e0 mesma mesa paterna os meninos e os passarinhos que descem dos ramos da \u00e1rvore da mostarda para habitar na tua casa, Senhor (Salmo 84,4).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Enfim, um grande Salmo (86) toma hoje conta de n\u00f3s, deixando a ressoar em n\u00f3s as notas da inteira liturgia, desde logo os atributos do nosso Deus, como um Deus de \u00abmiseric\u00f3rdia e de gra\u00e7a\u00bb (<em>rah\u00fbm w<sup>e<\/sup>han\u00fbn<\/em>) (Salmo 86,15), como repetidamente cantaremos no refr\u00e3o. Deixo aqui um pedacinho do coment\u00e1rio apaixonado de Santo Agostinho: \u00abSobre a terra, o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se corrompe, se o elevarmos para Deus. Se tens gr\u00e3o, vais guard\u00e1-lo no celeiro, para que n\u00e3o se estrague. E como poder\u00e1s, ent\u00e3o, deixar apodrecer o teu cora\u00e7\u00e3o, deixando-o na terra? Leva o teu gr\u00e3o para um plano superior, e eleva o teu cora\u00e7\u00e3o para o c\u00e9u!\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. Talvez venham abrigar-se nele os p\u00e1ssaros do c\u00e9u! Talvez haja festa em tua casa!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sb 12,13.16-19; Sl 86; Rm 8,26-27; Mt 13,24-43 1. 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