{"id":1128962460,"date":"2022-03-27T00:00:00","date_gmt":"2022-03-27T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11316-angelus-alegrar-se-e-fazer-festa-assim-e-o-nosso-pai-afirma-papa"},"modified":"2022-03-27T00:00:00","modified_gmt":"2022-03-27T00:00:00","slug":"angelus-alegrar-se-e-fazer-festa-assim-e-o-nosso-pai-afirma-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/angelus-alegrar-se-e-fazer-festa-assim-e-o-nosso-pai-afirma-papa\/","title":{"rendered":"\u00c2ngelus: \u00abAlegrar-se e fazer festa, assim \u00e9 o nosso Pai\u00bb, afirma Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_angelus_1_150201125427.jpg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Francisco lembrou hoje a \u201cimport\u00e2ncia de acolher e suportar o irm\u00e3o que regressa\u201d ,tal como na par\u00e1bola do Pai Misericordioso, e alertou para o perigo de uma &#8220;religiosidade feita de proibi\u00e7\u00f5ess e deveres&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a reflex\u00e3o do Santo Padre<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom domingo, bom dia!<\/p>\n<p>O Evangelho da Liturgia deste domingo conta a par\u00e1bola do filho pr\u00f3digo (cf. Lc 15,11-32). Isto leva-nos ao cora\u00e7\u00e3o de Deus, que perdoa sempre com compaix\u00e3o e ternura, sempre. Deus perdoa sempre, somos n\u00f3s que cansamos de pedir perd\u00e3o, mas Ele sempre perdoa. Diz-nos que Deus \u00e9 um Pai, que n\u00e3o s\u00f3 acolhe de volta, mas legra-se e celebra o seu filho, que voltou para casa depois de ter desperdi\u00e7ado todos os seus bens. N\u00f3s somos esse filho, e \u00e9 comovente pensar o quanto o Pai nos ama e espera sempre por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Mas na mesma par\u00e1bola h\u00e1 tamb\u00e9m o filho mais velho, que entra em crise diante deste Pai. E isto tamb\u00e9m nos pode colocar em crise. De facto, dentro de n\u00f3s h\u00e1 tamb\u00e9m este filho mais velho e, pelo menos em parte, somos tentados a concordar com ele: ele sempre cumpriu o seu dever, n\u00e3o saiu de casa, por isso indigna-se ao ver o Pai abra\u00e7ar novamente o irm\u00e3o que se comportou mal. Ele protesta e diz: \u00abH\u00e1 tantos anos que te sirvo e nunca deixei de cumprir uma ordem tua\u00bb, mas para \u00abesse teu filho\u00bb at\u00e9 fazes uma festa! (vers\u00edculos 29-30). &#8220;N\u00e3o te entendo&#8221;. \u00c9 a indigna\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o mais velho.<\/p>\n<p>Destas palavras emerge o problema do filho mais velho. Na rela\u00e7\u00e3o com o Pai, baseia tudo no puro cumprimento dos mandamentos, no sentido do dever. Tamb\u00e9m pode ser o nosso problema, o nosso problema uns com os outros e com Deus: perder de vista como \u00e9 o Pai e viver uma religi\u00e3o distante, feita de proibi\u00e7\u00f5es e deveres. E a consequ\u00eancia desta dist\u00e2ncia \u00e9 a rigidez em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, que n\u00e3o \u00e9 mais visto como irm\u00e3o. De facto, na par\u00e1bola o filho mais velho n\u00e3o diz ao Pai \u2018o meu irm\u00e3o\u2019, n\u00e3o, mas \u2018esse teu filho\u2019, como se dissesse: ele n\u00e3o \u00e9 meu irm\u00e3o. E precisamente no final corre o risco de ser deixado fora de casa. De facto \u2013 diz o texto \u2013 \u00abn\u00e3o queria entrar\u00bb (v. 28). Porque o outro estava em casa.<\/p>\n<p>Vendo isto, o Pai vem ao seu encontro para lhe suplicar: \u00abFilho, tu est\u00e1s sempre comigo, e tudo o que \u00e9 meu \u00e9 teu\u00bb (v. 31). Tenta faz\u00ea-lo entender que para ele cada filho \u00e9 toda a sua vida. Os pais sabem disto bem, aproximam-se muito dos sentimentos de Deus. \u00c9 bonito o que um pai diz num romance: \u00abQuando me tornei pai, compreendi Deus\u00bb (H. de Balzac, Padre Goriot, Mil\u00e3o 2004, 112). Neste ponto da par\u00e1bola, o Pai abre o cora\u00e7\u00e3o ao filho mais velho e expressa duas necessidades, que n\u00e3o s\u00e3o mandamentos, mas necessidades do cora\u00e7\u00e3o: \u00abEra necess\u00e1ria uma festa e alegrar-se, porque este irm\u00e3o estava morto e voltou \u00e0 vida\u00bb (v. 32). Vejamos se tamb\u00e9m temos no nosso cora\u00e7\u00e3o as duas necessidades do Pai: celebrar uma festa e alegrar-se.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, celebrar uma festa, ou seja, mostrar a nossa proximidade com quem se arrepende ou est\u00e1 a caminho, com quem est\u00e1 em crise ou longe. Porque temos de faz\u00ea-lo? Porque isto ajudar\u00e1 a superar o medo e o des\u00e2nimo, que podem advir da lembran\u00e7a dos pr\u00f3prios pecados. Quem erra muitas vezes sente-se repreendido pelo pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o; dist\u00e2ncia, indiferen\u00e7a e palavras ofensivas n\u00e3o ajudam. Por isso, segundo o Pai, \u00e9 necess\u00e1rio dar-lhes um acolhimento caloroso, que os encoraje a seguir em frente. \u2018Mas padre ele fez muitas coisas!\u2019: Acolhimento caloroso. \u00a0E n\u00f3s, fazemos isto? Procuramos algu\u00e9m que est\u00e1 longe, queremos fazer uma festa com ele? Quanto bem pode fazer um cora\u00e7\u00e3o aberto, uma escuta verdadeira, um sorriso transparente; fazer festa, n\u00e3o o deixar desconfort\u00e1vel! O pai poderia dizer-lhe: muito bem filho, vai para casa, volta para o trabalho, vai para o teu quarto, prepara-te e vai trabalhar! E isso teria sido um bom perd\u00e3o. Mas n\u00e3o! Deus n\u00e3o sabe perdoar sem comemorar! E o pai faz festa, pela alegria que tem porque o filho voltou.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, segundo o Pai, \u00e9 preciso regozijar-se. Quem tem o cora\u00e7\u00e3o em sintonia com Deus, ao ver o arrependimento de uma pessoa, por mais graves que tenham sido os seus erros, alegra-se. N\u00e3o fica parado diante dos erros, n\u00e3o aponta o dedo para o mal, mas alegra-se com o bem, porque o bem do outro tamb\u00e9m \u00e9 o meu! E n\u00f3s, sabemos ver os outros assim?<\/p>\n<p>Permito-me contar uma hist\u00f3ria, inventada, mas que mostra o cora\u00e7\u00e3o do pai. Est\u00e1 numa pe\u00e7a pop, com tr\u00eas ou quatro anos, sobre o argumento do filho pr\u00f3digo, com toda a hist\u00f3ria. E no final, quando o filho decide voltar para a casa do pai, ele conversa com um amigo e diz-lhe: &#8220;Sabes, eu tenho medo de que o meu pai me rejeite, que ele n\u00e3o me perdoe\u201d. E o amigo aconselha-o: \u201cEnvia uma carta ao teu pai e diz-lhe: \u2018Pai, sinto muito, quero ir para casa, mas n\u00e3o tenho certeza se ficar\u00e1s feliz. Se me quiseres receber, por favor, coloca um len\u00e7o branco na janela\u201d. E ent\u00e3o fez-se ao caminho. \u00a0E quando estava perto de casa, onde a estrada fazia a \u00faltima curva, a sua casa estava na frente dele. E o que viu? N\u00e3o um len\u00e7o: a casa estava cheia de len\u00e7os brancos, as janelas, tudo! O Pai recebe-nos assim, com plenitude, com alegria. Este \u00e9 o Nosso Pai!<\/p>\n<p>Sabemos alegrarmo-nos pelos outros? Que a Virgem Maria nos ensine a acolher a miseric\u00f3rdia de Deus, para que ela se torne a luz na qual olhamos para o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/es\/angelus\/2022\/documents\/20220327-angelus.html\" target=\"_blank\"> original<\/a> em italiano<\/p>\n<p>Educris|27.03.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco lembrou hoje a \u201cimport\u00e2ncia de acolher e suportar o irm\u00e3o que regressa\u201d ,tal como na par\u00e1bola do Pai Misericordioso, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4294987796,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-1128962460","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1128962460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1128962460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1128962460\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4294987796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1128962460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1128962460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1128962460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}