{"id":1247314367,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8566-audiencia-geral-o-pao-de-cada-dia"},"modified":"2025-11-07T16:34:33","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:33","slug":"audiencia-geral-o-pao-de-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-o-pao-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abO P\u00e3o de Cada Dia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_151014013621.jpg\" \/><\/p>\n<p><p>Na audi\u00eancia-geral desta quarta-feira o Papa Francisco continuou a refletir sobre a ora\u00e7\u00e3 do Pai Nosso e lembrou os crentes que o &#8220;p\u00e3o \u00e9 umd \u00e1diva para ser partilha&#8221;. Francisco convidou os presentes a perceberem que a ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensinou n\u00e3o \u00e9 exclusiva dos &#8220;ascetas&#8221; mas &#8220;parte da realidade e da necessidade&#8221; do humano. Para o Papa &#8220;<span>s\u00f3 a Eucaristia \u00e9 capaz de saciar a fome do infinito e o desejo de Deus que anima todos os homens, mesmo na busca do p\u00e3o quotidiano&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa Francisco.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre o &#8220;Pai Nosso&#8221;: 11. D\u00e1-nos o p\u00e3o de cada dia<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Hoje vamos analisar a segunda parte do &#8220;Pai Nosso&#8221;, aquela em que apresentamos nossas necessidades a Deus. Esta segunda parte come\u00e7a com uma palavra que cheira a vida quotidiana: o p\u00e3o.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o de Jesus come\u00e7a com um pedido convincente, que \u00e9 muito semelhante ao pedido de um mendigo: &#8220;d\u00e1-nos o p\u00e3o de cada dia!&#8221; Esta ora\u00e7\u00e3o vem de uma evid\u00eancia que muitas vezes esquecemos, o mesmo \u00e9 dizer que n\u00e3o somos criaturas autossuficientes e que precisamos de alimentar-nos todos os dias.<\/p>\n<p>As Escrituras mostram-nos que para tantos o encontro com Jesus foi realizado a partir de uma pergunta. Jesus n\u00e3o pede invoca\u00e7\u00f5es refinadas, pelo contr\u00e1rio, toda a exist\u00eancia humana, com os seus problemas mais concretos e quotidianos, pode converter-se em ora\u00e7\u00e3o. Nos Evangelhos encontramos uma multid\u00e3o de mendigos que imploram por liberta\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o. Quem pede p\u00e3o, quem pede a cura; alguns a purifica\u00e7\u00e3o, outros a vis\u00f5es; ou que algu\u00e9m que pede um familiar querido viva de novo\u2026Jesus nunca passa indiferente ao lado destes pedidos e destas dores.<\/p>\n<p>Portanto, Jesus ensina-nos a pedir ao Pai o p\u00e3o de cada dia. E ensina-nos a fazer isto juntamente com tantos homens e mulheres para quem esta ora\u00e7\u00e3o \u00e9 um grito &#8211; frequentemente mantido dentro &#8211; que acompanha a ansiedade quotidiana. Quantas m\u00e3es e pais, ainda hoje, v\u00e3o dormir com o tormento de n\u00e3o ter p\u00e3o suficiente amanh\u00e3 para os filhos! Imaginamos esta ora\u00e7\u00e3o recitada n\u00e3o na seguran\u00e7a de um apartamento confort\u00e1vel, mas na precariedade de uma sala em que nos adaptamos, onde n\u00e3o h\u00e1 o suficiente para viver. As palavras de Jesus adquirem nova for\u00e7a. A ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 come\u00e7a neste n\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio para ascetas; parte da realidade, do cora\u00e7\u00e3o e da carne das pessoas que vivem em necessidade, ou que compartilham a condi\u00e7\u00e3o daqueles que n\u00e3o t\u00eam o necess\u00e1rio para viver. Nem mesmo os maiores m\u00edsticos crist\u00e3os podem desconsiderar a simplicidade desta quest\u00e3o. &#8220;Pai, que haja o p\u00e3o necess\u00e1rio para n\u00f3s e para todos&#8221;. E &#8220;p\u00e3o&#8221; serve tamb\u00e9m para \u00e1gua, rem\u00e9dio, casa, trabalho &#8230; Pedir o que \u00e9 necess\u00e1rio para viver.<\/p>\n<p>O p\u00e3o que o crist\u00e3o pede em ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 &#8220;meu&#8221;, mas o &#8220;nosso&#8221; p\u00e3o. \u00c9 isto que Jesus quer. Ensina-nos a pedir n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s mesmos, mas para toda a fraternidade do mundo. Se n\u00e3o orarmos deste modo, o &#8220;Pai Nosso&#8221; deixa de ser uma ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Se Deus \u00e9 nosso Pai, como podemos apresentar-nos perante Ele sem darmos as m\u00e3os? Todos n\u00f3s. E se o p\u00e3o que Ele nos d\u00e1 o roub\u00e1mos aos outros, como podemos dizer-nos seus filhos? Esta ora\u00e7\u00e3o cont\u00e9m uma atitude de empatia, uma atitude de solidariedade. Na minha fome, sinto a fome das multid\u00f5es, e ent\u00e3o orarei a Deus at\u00e9 que o pedido deles seja concedido. Assim, Jesus educa a sua comunidade, a sua Igreja, para trazer as necessidades de todos a Deus: &#8220;Todos n\u00f3s somos seus filhos, Pai, tende piedade de n\u00f3s!&#8221; E agora far-nos-\u00e1 bem parar um pouco e pensar nas crian\u00e7as famintas. Pensemos nas crian\u00e7as que est\u00e3o em pa\u00edses em guerra: as crian\u00e7as famintas do I\u00e9men, as crian\u00e7as famintas na S\u00edria, as crian\u00e7as famintas em muitos pa\u00edses onde n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o, no Sud\u00e3o do sul. Pensemos nestas crian\u00e7as e pensemos nelas juntas, e digamos em voz alta a ora\u00e7\u00e3o: &#8220;Pai, d\u00e1-nos hoje o p\u00e3o de cada dia&#8221;. Todos juntos.<\/p>\n<p>O p\u00e3o que pedimos ao Senhor em ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo que um dia nos acusar\u00e1. Seremos censurados pelo pouco h\u00e1bito de o repartir com aqueles que nos s\u00e3o pr\u00f3ximos, o pouco h\u00e1bito de compartilh\u00e1-lo. Foi um p\u00e3o dado para a humanidade e, em vez disso, foi comido apenas por algu\u00e9m: o amor n\u00e3o pode suportar isto. O nosso amor n\u00e3o pode suport\u00e1-lo; nem o amor de Deus pode suportar este ego\u00edsmo de n\u00e3o compartilhar o p\u00e3o.<\/p>\n<p>Era uma vez uma grande multid\u00e3o diante de Jesus; eram pessoas que estavam com fome. Jesus perguntou se algu\u00e9m tinha alguma coisa e apenas uma crian\u00e7a foi encontrada disposta a compartilhar o seu suprimento: cinco p\u00e3es e dois peixes. Jesus multiplicou esse gesto generoso (v. Jo 6, 9). Aquela crian\u00e7a tinha entendido a li\u00e7\u00e3o do &#8220;Pai Nosso&#8221;: que a comida n\u00e3o \u00e9 propriedade privada &#8211; vamos colocar isto em mente: a comida n\u00e3o \u00e9 propriedade privada &#8211; mas provid\u00eancia a ser compartilhada, com a gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>O verdadeiro milagre realizado por Jesus naquele dia n\u00e3o \u00e9 tanto o da multiplica\u00e7\u00e3o &#8211; que \u00e9 verdade &#8211; mas a partilha: tu d\u00e1s o que tens e eu realizo o milagre. Ele mesmo, multiplicando o p\u00e3o oferecido, antecipou a oferta de si mesmo no p\u00e3o eucar\u00edstico. De facto, s\u00f3 a Eucaristia \u00e9 capaz de saciar a fome do infinito e o desejo de Deus que anima todos os homens, mesmo na busca do p\u00e3o quotidiano.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2019\/documents\/papa-francesco_20190327_udienza-generale.html\"> original em italiano<\/a><\/p>\n<p>28.03.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na audi\u00eancia-geral desta quarta-feira o Papa Francisco continuou a refletir sobre a ora\u00e7\u00e3 do Pai Nosso e lembrou os crentes 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