{"id":1271499682,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/44-destaques\/4973-sofia-lorena-precisamos-de-sentir-nos-parte-da-comunidade"},"modified":"2025-11-07T16:26:52","modified_gmt":"2025-11-07T16:26:52","slug":"sofia-lorena-precisamos-de-sentir-nos-parte-da-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/sofia-lorena-precisamos-de-sentir-nos-parte-da-comunidade\/","title":{"rendered":"Sofia Lorena: Precisamos de sentir-nos parte da comunidade"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/img_5976_150414010403.jpg\"\/><\/p>\n<p><p>H\u00e1 margem da sua participa\u00e7\u00e3o e testemunho no V Encontro Nacional do Ensino Secund\u00e1rio (VENES) Sofia Lorena falou da sua paix\u00e3o por \u201cconhecer pessoas\u201d, \u201ctocar e sentir-se tocada pelas suas hist\u00f3rias\u201d, do modo como este tipo de jornalismo \u201centrou na sua vida\u201d e a consci\u00eancia \u201cdo sentido de miss\u00e3o\u201d fruto de uma ideia que a acompanha: \u201cestou aqui por um motivo\u201d.<\/p>\n<p>Numa pequena entrevista a jornalista do <a href=\"http:\/\/www.publico.pt\/sociedade\/noticia\/gostei-de-termos-escrito-a-palavra-paz-que-nao-associamos-aos-refugiados-1692124\" target=\"_blank\">P\u00fablico<\/a> abordou os temas quentes da atualidade no M\u00e9dio oriente, a crescente radicaliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, os crist\u00e3os perseguidos, os jovens que se juntam ao estado isl\u00e2mico, e a certeza de que para ajudar os refugiados em Portugal \u201cs\u00e3o necess\u00e1rios apenas pequenos gestos de solidariedade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> Antes de mais Sofia agradecer-te o testemunho e mais este tempo que te \u2018roubamos\u2019 para os nossos leitores.<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> Eu \u00e9 que agrade\u00e7o a oportunidade de aqui vir. Acredito mesmo que o meu trabalho s\u00f3 fica completo com os testemunhos que dou. Muitas vezes sou convidada por universidades e fico com pena porque os adolescentes\/jovens j\u00e1 conseguem perceber a import\u00e2ncia destes temas.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> A hora que tiveste com os alunos de EMRC pareceu curta para eles e para ti. Como se pode ajudar os refugiados que chegam a Portugal?<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> N\u00f3s somos pessoas e como tal temos poder! Muitas vezes s\u00e3o coisas simples e n\u00e3o temos no\u00e7\u00e3o disso. Existem \u2018chefs\u2019 que organizam jantares para angariar fundos para os refugiados. Outras fam\u00edlias aceitam refugiados em sua casa. Outros arranjam pequenas bolsas para eles. Pequenos gestos conseguem mudar tudo.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> H\u00e1 quanto tempo \u00e9s jornalista e porqu\u00ea um jornalismo de \u201crefugiados e guerra\u201d?<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> Sou jornalista desde 2001. Comecei a estagiar no P\u00fablico meses ap\u00f3s o 11 de setembro. Nessa altura, por acaso, inscrevi-me num curso de \u00e1rabe e cultura. Comprei todos os livros dispon\u00edveis. Foi algo natural. Escrevi sobre o Afeganist\u00e3o e depois o Iraque. Passei todas as minhas f\u00e9rias, dos \u00faltimos 10 anos, nesta zona do mundo. Queria escrever sobre estes temas. Nunca procurei o jornalismo de guerra. Mas isso foi acontecendo a par de manifesta\u00e7\u00f5es e revolu\u00e7\u00f5es a que assisti como na S\u00edria, Tun\u00edsia e Egito. A curiosidade ia crescendo. No fundo o que quero muito \u00e9 ir aos s\u00edtios, mergulhar na vida das pessoas, conhecer as realidades.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> \u00c9 um gosto que tens pela humanidade que conseguimos absorver na forma apaixonada como h\u00e1 pouco falavas com os alunos\u2026<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> Acredito que estou c\u00e1 para conhecer pessoas para tocar e ser tocada pelas pessoas. Percebi que posso fazer aquilo que me faz feliz e trabalhar ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> \u00c9 uma esp\u00e9cie de voca\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Sofia lorena:<\/strong> Sim (sorrisos). Pode dizer-se que sim. \u00c0s vezes n\u00f3s jornalistas somos, como sabes, um pouco adversos ao termo. Mas sim! Eu acredito que estou c\u00e1 por um motivo! Voca\u00e7\u00e3o no sentido em que n\u00e3o vejo o meu trabalho como outro qualquer. Vejo o meu trabalho como uma esp\u00e9cie de miss\u00e3o. \u00c9 paix\u00e3o. \u00c9 o querer como miss\u00e3o. Quero ir aos s\u00edtios conhecer pessoas e trazer estas hist\u00f3rias a outras pessoas para que saibam que n\u00e3o somos assim t\u00e3o diferentes independentemente das situa\u00e7\u00f5es. As situa\u00e7\u00f5es que conto podem ser as nossas amanh\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> Depois de tantos anos no pr\u00f3ximo oriente como v\u00eas a ascens\u00e3o deste tipo de extremismo, mais pr\u00f3pria do s\u00e9culo XII do que do s\u00e9culo XXI e, em teu entender, porqu\u00ea a passividade das organiza\u00e7\u00f5es ocidentais.<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena<\/strong>: Por um lado h\u00e1 pessoas que vivem como se estiv\u00e9ssemos no s\u00e9culo XIII ou XIV. Existem v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es para o fen\u00f3meno. Faz-me muita confus\u00e3o a quantidade de jovens que parte para combater ao lado destes grupos radicais. Eu estive nos bairros dos autores dos atentados de Paris e existe um lado dif\u00edcil de descrever. Penso que estas terceiras e quartas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o tem os objetivos dos seus pais e av\u00f3s que vieram para a Europa para trabalhar de modo a dar mais condi\u00e7\u00f5es de vida aos seus filhos, para que pudessem estudar, e mesmo enviar dinheiro para os que l\u00e1 ficaram.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> Ganha particular destaque a Fran\u00e7a e estes sub\u00farbios intermin\u00e1veis de quase \u2018expatriados\u2019\u2026<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena<\/strong>: Sim sim! Dou-te o exemplo de Fran\u00e7a onde a quest\u00e3o da laicidade se tornou uma obsess\u00e3o. \u00c9 uma palavra usada para tudo e por todos e j\u00e1 ningu\u00e9m sabe o que quer dizer. O que \u00e9 a laicidade: a separa\u00e7\u00e3o entre a religi\u00e3o e o estado ou a proibi\u00e7\u00e3o de levar uma bandeira S\u00edria para uma manifesta\u00e7\u00e3o em mem\u00f3ria das v\u00edtimas do Charlie Hebdo? O que acontece \u00e9 que se caiu num extremismo que passa para os mais novos. Dizem-lhes que eles j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o franceses porque s\u00e3o filhos e netos de imigrantes mas, por outro lado, tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o marroquinos ou argelinos ou qualquer outra coisa. Eles nasceram noutro contexto, \u00e9 um pouco como os nossos retornados quando voltaram a Portugal nos anos setenta. N\u00e3o s\u00e3o de um lado mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o do outro e encontram-se numa situa\u00e7\u00e3o muito d\u00fabia e, por isso, muito vulner\u00e1vel a estes extremistas.<strong><\/strong><\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> Como se pode resolver ent\u00e3o a quest\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> A radicaliza\u00e7\u00e3o acontece porque a forma\u00e7\u00e3o religiosa n\u00e3o \u00e9 adequada. Muitos destes mi\u00fados, nestes pa\u00edses, n\u00e3o tem acesso ao Im\u00e3 que tem bom senso e que partilha com eles a verdadeira religi\u00e3o. Por outro lado estes grupos utilizam a internet, que tem coisas muito boas e outras que a gente sabe, para passar uma mensagem que recruta mi\u00fados que escreverem coisa no facebook \u00a0do tipo: \u2018ningu\u00e9m me entende\u2019. Isso \u00e9 um isco para recrutar estes mi\u00fados porque se lhes d\u00e1 um lugar, uma esperan\u00e7a que eles aqui n\u00e3o tem j\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> O Estado Isl\u00e2mico parece perito na arte das redes sociais\u2026<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> O atual estado Isl\u00e2mico nasce assim. \u00c9 uma radicaliza\u00e7\u00e3o que nasce como resposta aos ataques americanos e que visa, em primeiro lugar, proteger as popula\u00e7\u00f5es. Mas depois vem a quest\u00e3o do poder, do querer expandir e recuperar ideias antigas. O M\u00e9dio oriente \u00e9 um mosaico civilizacional e de religi\u00f5es que ali habitam h\u00e1 mil\u00e9nios. Quando se exterminam as diversas realidades, consegue-se uma uniformiza\u00e7\u00e3o. Temos a tend\u00eancia de lhes chamar loucos. Se o fossem era muito mais f\u00e1cil det\u00ea-los e derrot\u00e1-los. Eles n\u00e3o s\u00e3o loucos, eles s\u00e3o criminosos, muito bem organizados e tem uma ideia muito concreta: conquistar territ\u00f3rio. Apanham mi\u00fados perdidos que n\u00e3o se sentem identificados com o que os rodeia e veem ali uma oportunidade barata de recrutamento. Isto acontece porque muitos acham que v\u00e3o ajudar. Olha a raparigas europeias. Elas v\u00e3o para ajudar quem sofre e quando l\u00e1 chegam percebem o que vai acontecer. S\u00e3o dadas como esposas dos soldados.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> Esta brutalidade a que assistimos n\u00e3o a v\u00edamos na Al-Qaida por exemplo\u2026<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> Sim, a \u201cAl-Qaida\u201d n\u00e3o eram t\u00e3o b\u00e1rbaros. Este tipo de extremismo \u00e9 como \u00e9 porque usam as ferramentas e os media que os jovens usam. Assim chegam a tanta gente. Eles s\u00e3o desta gera\u00e7\u00e3o. Cresceram com os twitters e com os facebooks. Est\u00e3o onde os jovens est\u00e3o e assim chegam a mais pessoas.<\/p>\n<p><strong>Educris.com:<\/strong> Um soci\u00f3logo Franc\u00eas, aquando dos ataques ao Charlie Hebdo falava de um choque de civiliza\u00e7\u00f5es. O primeiro-ministro Franc\u00eas de ent\u00e3o afirmou que n\u00e3o se tratava de um choque de cicliza\u00e7\u00f5es. Tendes a concordar com quem?<\/p>\n<p><strong>Sofia Lorena:<\/strong> Estou a meio caminho. \u00c9 perigoso falar de um choque de civiliza\u00e7\u00f5es porque isso nos faz olhar para as coisas com consequ\u00eancias negativas. Penso que n\u00e3o existem assim tantas diferen\u00e7as entre as duas mundivid\u00eancias. Tenho sempre medo que esta terminologia nos fa\u00e7a perder a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. De entendermos o porqu\u00ea do outro ter chegado onde chegou. Por outro lado penso que muitos de n\u00f3s, na Europa andamos um pouco perdidos. Nesse sentido estamos a vaguear espiritualmente sobre o porqu\u00ea de vivermos como vivemos em comunidade, o porqu\u00ea de termos estas festas, esta identidade. Muitos destes mi\u00fados n\u00e3o iriam atr\u00e1s dos radicais se se sentissem pertencentes \u00e0 comunidade. Todos n\u00f3s, seres humanos, precisamos de algo que nos torne comunidade, e quando n\u00e3o se sente isto estamos mais vulner\u00e1veis a esta gente que quer o poder pelo poder, a conquista do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Educris.com: Obrigado Sofia e at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima viagem!<\/p>\n<p>Sofia sorri, agradece e sai pela porta do Castelo de Leiria rumo a nova aventura. Da pr\u00f3xima vez mais de 1400 estar\u00e3o \u00e0 espera de mais uma hist\u00f3ria de &#8220;pessoas para pessoas&#8221; da jornalista que sonha &#8220;tocar e contar vidas&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 margem da sua participa\u00e7\u00e3o e testemunho no V Encontro Nacional do Ensino Secund\u00e1rio (VENES) Sofia Lorena falou da sua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1279387088,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[49],"class_list":["post-1271499682","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-emrc"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1271499682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1271499682"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1271499682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294992488,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1271499682\/revisions\/4294992488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1279387088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1271499682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1271499682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1271499682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}