{"id":1338938782,"date":"2022-06-05T00:00:00","date_gmt":"2022-06-05T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11489-o-espirito-santo-rejuvenesce-a-igreja-afirma-o-papa"},"modified":"2022-06-05T00:00:00","modified_gmt":"2022-06-05T00:00:00","slug":"o-espirito-santo-rejuvenesce-a-igreja-afirma-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/o-espirito-santo-rejuvenesce-a-igreja-afirma-o-papa\/","title":{"rendered":"\u00abO Esp\u00edrito Santo rejuvenesce a Igreja\u00bb, afirma o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_epifania_190106085154.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>Francisco celebrou hoje, na bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, a eucaristia na celebra\u00e7\u00e3o da Solenidade do Pentecostes. Na sua homilia o Santo Padre lembrou que o &#8220;Esp\u00edrito Santo ensina os caminhos a seguir&#8221; e \u00e9 ele o respons\u00e1vel pelo &#8220;rejuvenescimento da Igreja&#8221;<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a homilia do Papa Francisco na Solenidade de Pentecostes<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na frase final do Evangelho que ouvimos, Jesus faz uma afirma\u00e7\u00e3o que nos d\u00e1 esperan\u00e7a e, ao mesmo tempo, faz refletir. Diz Ele aos disc\u00edpulos: \u00abO Esp\u00edrito Santo que o Pai enviar\u00e1 em meu nome, Esse \u00e9 que vos\u00a0<em>ensinar\u00e1 tudo<\/em>, e h\u00e1 de\u00a0<em>recordar-vos tudo<\/em>\u00a0o que Eu vos disse\u00bb (<em>Jo<\/em>\u00a014, 26). Ficamos impressionados com este \u00abtudo\u00bb, perguntando-nos: Em que sentido d\u00e1 o Esp\u00edrito esta compreens\u00e3o nova e plena a quem O recebe? N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de quantidade, nem quest\u00e3o acad\u00e9mica: Deus n\u00e3o quer fazer de n\u00f3s enciclop\u00e9dias, nem eruditos. N\u00e3o. \u00c9 quest\u00e3o de qualidade, de perspetiva, de intuito. O Esp\u00edrito faz-nos ver tudo de modo novo, segundo o olhar de Jesus. Poder\u00edamos express\u00e1-lo assim: no grande caminho da vida, Ele ensina-nos\u00a0<em>donde come\u00e7ar<\/em>,\u00a0<em>que caminhos seguir<\/em>\u00a0e\u00a0<em>como caminhar<\/em>. Temos o Esp\u00edrito que nos diz donde come\u00e7ar, que caminhos seguir e como caminhar, o estilo \u00abcomo caminhar\u00bb.<\/p>\n<p>Primeiro:\u00a0<em>donde come\u00e7ar<\/em>. De facto, o Esp\u00edrito indica-nos o ponto de partida da vida espiritual. E qual \u00e9? Disso nos falava Jesus pouco antes, quando diz: \u00abSe me tendes amor, observareis os meus mandamentos\u00bb (14, 15). Se me amardes, observareis: esta \u00e9 a l\u00f3gica do Esp\u00edrito. Muitas vezes pensamos ao contr\u00e1rio: se observarmos, amamos. Estamos habituados a pensar que o amor deriva, essencialmente, da nossa observ\u00e2ncia, da nossa per\u00edcia, da nossa religiosidade; ao passo que o Esp\u00edrito nos lembra que, sem o amor na base, tudo o mais \u00e9 v\u00e3o e que este amor n\u00e3o nasce das nossas capacidades, este amor \u00e9 dom d\u2019Ele. Ele ensina-nos a amar, e devemos pedir este dom. \u00c9 o Esp\u00edrito de amor que p\u00f5e em n\u00f3s o amor, \u00e9 Ele que nos faz sentir amados e nos ensina a amar. Ele \u00e9 \u2013 por assim dizer \u2013 o \u00abmotor\u00bb da nossa vida espiritual. \u00c9 Ele que move tudo a partir de dentro de n\u00f3s. Mas, se n\u00e3o come\u00e7amos\u00a0<em>do<\/em>\u00a0Esp\u00edrito ou\u00a0<em>com<\/em>\u00a0o Esp\u00edrito ou\u00a0<em>por meio<\/em>\u00a0do Esp\u00edrito, n\u00e3o se consegue caminhar.<\/p>\n<p>No-lo recorda Ele mesmo, porque \u00e9\u00a0<em>a mem\u00f3ria de Deus<\/em>, \u00e9 Aquele que nos recorda todas as palavras de Jesus (cf.\u00a0<em>Jo<\/em>\u00a014, 26). E o Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma mem\u00f3ria\u00a0<em>ativa<\/em>, que acende e reacende no cora\u00e7\u00e3o a amizade a Deus. Experimentamos a sua presen\u00e7a no perd\u00e3o dos pecados, quando ficamos repletos da sua paz, da sua liberdade, da sua consola\u00e7\u00e3o. \u00c9 essencial alimentar esta mem\u00f3ria espiritual. Sempre nos lembramos das coisas que correm mal: muitas vezes faz-se ouvir em n\u00f3s a voz que nos recorda os fracassos e as inaptid\u00f5es, dizendo-nos: \u00abV\u00eas? Outra queda, outra dece\u00e7\u00e3o! Nunca conseguir\u00e1s, n\u00e3o \u00e9s capaz!\u00bb Trata-se duma lengalenga antip\u00e1tica e ruim. O Esp\u00edrito Santo, por outro lado, lembra outra bem diferente: \u00abCa\u00edste? Mas, \u00e9s filho, \u00e9s filha de Deus; \u00e9s uma criatura \u00fanica, eleita, preciosa, Ca\u00edste? Mas continuas a ser amado, amada. Ainda que tenhas perdido a confian\u00e7a em ti pr\u00f3prio, Deus confia em ti!\u00bb Esta \u00e9 a mem\u00f3ria do Esp\u00edrito, aquilo que o Esp\u00edrito nos lembra continuamente: Deus lembra-Se de ti. Perder\u00e1s a mem\u00f3ria de Deus, mas Deus n\u00e3o a perde de ti: recorda-Se continuamente de ti.<\/p>\n<p>Entretanto poder-te-ia vir a vontade de objetar: \u00abPalavras belas! Mas eu tenho tantos problemas, feridas e preocupa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o se resolvem com f\u00e1ceis consola\u00e7\u00f5es\u00bb. Ora \u00e9 justamente neste ponto que o Esp\u00edrito pede a possibilidade de entrar, porque Ele, o Consolador, \u00e9 Esp\u00edrito de cura, \u00e9 Esp\u00edrito de ressurrei\u00e7\u00e3o, e pode transformar as feridas cuja ardida sentes dentro. Ensina-nos a n\u00e3o extirpar as recorda\u00e7\u00f5es de pessoas e situa\u00e7\u00f5es que nos fizeram mal, mas deix\u00e1-las habitar pela sua presen\u00e7a. Assim fez com os Ap\u00f3stolos e os seus fracassos. Abandonaram Jesus antes da Paix\u00e3o, Pedro negara-O, Paulo perseguira os crist\u00e3os: quantos erros, quantos sentimentos de culpa! E n\u00f3s pr\u00f3prios? Quantos erros, quantos sentimentos de culpa! Sozinhos, n\u00e3o encontravam sa\u00edda. Sozinhos, n\u00e3o; mas com o Consolador, sim! Porque o Esp\u00edrito cura as recorda\u00e7\u00f5es. \u00c9 verdade! Cura as recorda\u00e7\u00f5es. Como? Colocando no cimo da lista aquilo que conta: a recorda\u00e7\u00e3o do amor de Deus, o seu olhar pousado sobre n\u00f3s. Deste modo\u00a0<em>p\u00f5e ordem na vida<\/em>: ensina a acolher-nos, ensina-nos a perdoar, perdoar a n\u00f3s pr\u00f3prios. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil perdoar-se a si mesmo: o Esp\u00edrito ensina-nos esta estrada, ensina a reconciliar-nos com o passado. A recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de nos recordar o ponto de partida, o Esp\u00edrito ensina-nos\u00a0<em>que caminhos seguir<\/em>. Primeiro lembrava-nos o ponto de partida, agora ensina-nos qual estrada seguir. Deduzimo-lo da segunda Leitura, onde S\u00e3o Paulo explica que \u00abtodos os que se deixam guiar pelo Esp\u00edrito de Deus\u00bb \u00abcaminham, n\u00e3o segundo a carne, mas segundo o Esp\u00edrito\u00bb (<em>Rm<\/em>\u00a08, 14.4). Por outras palavras, nas encruzilhadas da vida, o Esp\u00edrito sugere-nos o melhor caminho a seguir. Por isso, \u00e9 importante saber discernir entre a voz d\u2019Ele e a do esp\u00edrito do mal. \u00c9 que ambos nos falam. \u00c9 preciso aprender a discernir e compreender onde est\u00e1 a voz do Esp\u00edrito, para a identificar e seguir a estrada d\u2019Ele, seguir as coisas que Ele est\u00e1 a dizer-nos.<\/p>\n<p>Demos alguns exemplos: o Esp\u00edrito Santo nunca te dir\u00e1 que est\u00e1 tudo bem no teu caminho. Nunca to dir\u00e1, porque n\u00e3o \u00e9 verdade. Ele corrige-te, leva-te tamb\u00e9m a chorar os pr\u00f3prios pecados; instiga-te a mudar, a lutar contra as tuas intrujices e duplicidades, embora tudo isso exija esfor\u00e7o, luta interior e sacrif\u00edcio. O esp\u00edrito mau, ao contr\u00e1rio, impele-te a fazer sempre o que te apetece e vem \u00e0 cabe\u00e7a; leva-te a crer que tens direito de usar da tua liberdade como te apetece. Depois, por\u00e9m, quando ficas vazio por dentro\u2026 (faz-nos mal esta experi\u00eancia de sentir o vazio dentro: muitos de n\u00f3s a sentimos!) e tu quando ficas vazio por dentro, acusa-te: o esp\u00edrito mau acusa-te, torna-se o acusador, e lan\u00e7a-te por terra, destr\u00f3i-te. O Esp\u00edrito Santo, que te corrige ao longo do caminho, nunca te deixa por terra, mas toma-te pela m\u00e3o, consola-te e sempre te encoraja.<\/p>\n<p>Depois, quando vires que giram dentro de ti amargura, pessimismo e pensamentos tristes (quantas vezes nos deixamos cair nisto!), quando acontecem estas coisas, \u00e9 bom saber que isso nunca vem do Esp\u00edrito Santo. Nunca! A amargura, o pessimismo, os pensamentos tristes n\u00e3o v\u00eam do Esp\u00edrito Santo. V\u00eam do maligno, que se sente \u00e0 vontade na negatividade e recorre muitas vezes a esta estrat\u00e9gia: alimenta a impaci\u00eancia, a vitimiza\u00e7\u00e3o, faz sentir a necessidade de lamentar-se \u2013 \u00e9 feio este lamentar-se e, contudo, quantas vezes\u2026! \u2013 e com a necessidade de lamentar-se vem a necessidade de reagir aos problemas criticando, dando a culpa toda aos outros. Torna-nos nervosos, desconfiados e lamurientos. A linguagem do esp\u00edrito mau \u00e9 precisamente a lam\u00faria: ele leva-te \u00e0 lam\u00faria, que \u00e9 estar sempre triste, com um esp\u00edrito de funeral. As lam\u00farias\u2026 O Esp\u00edrito Santo, pelo contr\u00e1rio, convida-nos a n\u00e3o perder jamais a confian\u00e7a e recome\u00e7ar sempre: levanta-te! Levanta-te! Sempre te encoraja: levanta-te! E toma-te pela m\u00e3o: levanta-te! E como recome\u00e7ar? Sendo n\u00f3s os primeiros a descer em campo, sem esperar que comece outro qualquer. E, depois, levando \u00e0queles que encontramos esperan\u00e7a e alegria, n\u00e3o lam\u00farias; convida-nos a nunca invejar os outros, nunca! A inveja \u00e9 a porta por onde entra o esp\u00edrito mau. Assim no-lo diz a B\u00edblia: pela inveja do diabo, entrou o mal no mundo. Nunca invejes, nunca! O Esp\u00edrito Santo leva-te pelo bom caminho, fazendo com que te alegres com os sucessos dos outros. \u00abQue bom! Isso correu-te bem!\u00bb<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o \u00e9 idealista, mas concreto: quer que nos concentremos sobre\u00a0<em>o aqui e agora<\/em>, porque o s\u00edtio onde estamos e o tempo que vivemos s\u00e3o os lugares da gra\u00e7a. O lugar da gra\u00e7a \u00e9 o lugar concreto de hoje: aqui, agora. Como? N\u00e3o s\u00e3o as fantasias que conseguimos pensar\u2026 O Esp\u00edrito leva-te ao concreto, sempre. Ao contr\u00e1rio, o esp\u00edrito do mal quer afastar-nos do aqui e do agora, levar-nos com a imagina\u00e7\u00e3o para outro lugar: muitas vezes ancora-nos ao passado, aos queixumes, \u00e0s saudades, \u00e0quilo que a vida n\u00e3o nos deu; ou ent\u00e3o projeta-nos para o futuro, alimentando temores, medos, ilus\u00f5es, falsas esperan\u00e7as. O Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o! Leva-nos a amar aqui e agora, em concreto: n\u00e3o um mundo ideal, uma Igreja ideal, n\u00e3o uma congrega\u00e7\u00e3o religiosa ideal, mas aquilo que existe, \u00e0 luz do sol, na transpar\u00eancia, na simplicidade. Quanta diferen\u00e7a do maligno, que fomenta as coisas ditas nas costas, as murmura\u00e7\u00f5es, as cr\u00edticas! As cr\u00edticas s\u00e3o um mau h\u00e1bito, que destr\u00f3i a identidade das pessoas.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito quer-nos juntos; funda-nos como Igreja e hoje \u2013 terceiro e \u00faltimo aspeto \u2013 ensina \u00e0 Igreja o modo\u00a0<em>como caminhar<\/em>. Os disc\u00edpulos estavam fechados no Cen\u00e1culo; ent\u00e3o o Esp\u00edrito desce e f\u00e1-los sair. Sem o Esp\u00edrito, estavam uns no meio dos outros; com o Esp\u00edrito, abrem-se a todos. Em cada \u00e9poca, o Esp\u00edrito transtorna os nossos esquemas e abre-nos \u00e0 sua novidade. Temos sempre a novidade de Deus, que \u00e9 a novidade do Esp\u00edrito Santo; Ele sempre ensina \u00e0 Igreja a necessidade vital de sair, a necessidade fisiol\u00f3gica de anunciar, de n\u00e3o ficar fechada em si mesma. Ensina a n\u00e3o ser um rebanho que refor\u00e7a o recinto, mas uma pastagem aberta, para que todos possam alimentar-se da beleza de Deus; ensina a ser uma casa acolhedora, sem divis\u00f3rias. O esp\u00edrito mundano, pelo contr\u00e1rio, faz press\u00e3o para que nos concentremos apenas sobre os nossos problemas, sobre os nossos interesses, na necessidade de aparecermos relevantes, na defesa a todo o custo das nossas identifica\u00e7\u00f5es nacionais e de grupo. O Esp\u00edrito Santo, n\u00e3o! Convida a esquecer-se de si mesmo, a abrir-se a todos. E assim rejuvenesce a Igreja. Aten\u00e7\u00e3o! \u00c9 Ele que a rejuvenesce, n\u00e3o n\u00f3s. N\u00f3s procuramos apenas maquilh\u00e1-la um pouco: mas isto n\u00e3o resulta. \u00c9 Ele que a rejuvenesce. Porque a Igreja n\u00e3o se programa, e os projetos de moderniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o bastam. Temos o Esp\u00edrito que nos liberta da obsess\u00e3o das urg\u00eancias e convida-nos a percorrer caminhos antigos e sempre novos, ou seja, os caminhos do testemunho, os caminhos da pobreza, os caminhos da miss\u00e3o, para libertar-nos de n\u00f3s mesmos e enviar-nos ao mundo.<\/p>\n<p>Mas no fim \u2013 curioso! \u2013 o Esp\u00edrito Santo \u00e9 o autor da divis\u00e3o, at\u00e9 da confus\u00e3o, duma certa desordem. Pensemos na manh\u00e3 de Pentecostes: Ele \u00e9 o autor que cria divis\u00e3o de l\u00ednguas, de atitudes&#8230; aquilo era uma confus\u00e3o! Mas, ao mesmo tempo, \u00e9 o autor da harmonia. Divide com a variedade dos carismas, mas uma divis\u00e3o fict\u00edcia, porque a verdadeira divis\u00e3o acaba inserida na harmonia. Faz a divis\u00e3o com os carismas e faz a harmonia com toda esta divis\u00e3o, e esta \u00e9 a riqueza da Igreja.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, vamos \u00e0 escola do Esp\u00edrito Santo, para que nos ensine tudo. Invoquemo-Lo todos os dias, para que nos lembre de come\u00e7ar sempre do olhar de Deus pousado sobre n\u00f3s, mover-nos nas nossas escolhas escutando a sua voz, caminhar juntos, como Igreja, d\u00f3ceis a Ele e abertos ao mundo. Assim seja!<\/p>\n<p>Imagem: Arquivo Vatican Media<\/p>\n<p>Educris|05.06.2022<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco celebrou hoje, na bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, a eucaristia na celebra\u00e7\u00e3o da Solenidade do Pentecostes. 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