{"id":1347021115,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/13093-domingo-x-do-tempo-comum-a-verdadeira-familia-de-jesus"},"modified":"2025-11-07T16:34:45","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:45","slug":"domingo-x-do-tempo-comum-a-verdadeira-familia-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-x-do-tempo-comum-a-verdadeira-familia-de-jesus\/","title":{"rendered":"Domingo X do Tempo Comum: \u00abA Verdadeira Fam\u00edlia de Jesus\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031_160503044443.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Gn 3,9-15; Sl 130; 2 Cor 4,13-5,1; Mc 3,20-35<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. \u00c9-nos dado neste Domingo X do Tempo Comum escutar o Evangelho de Marcos 3,20-35. \u00c9 um texto considerado dif\u00edcil, em que s\u00e3o facilmente identific\u00e1veis quatro cenas organizadas em crescendo.\u00a0<em>Primeira cena<\/em>: Marcos 3,20-21: Jesus entra numa \u00abcasa\u00bb, em Cafarnaum, provavelmente na \u00abcasa\u00bb de Sim\u00e3o e de Andr\u00e9 (cf. Marcos 1,29.32-33; 2,1-2), em que j\u00e1 tinha entrado por mais de uma vez. Desta vez, Marcos refere que Jesus \u00e9 procurado por todos, e nem sequer tem tempo para comer. Nestas condi\u00e7\u00f5es, os \u00abseus\u00bb (familiares), de Nazar\u00e9, saem para tomar conta dele, pois\u00a0<em>se dizia<\/em>: \u00abest\u00e1 fora de si\u00bb (<em>ex\u00e9st\u00ea<\/em>).\u00a0<em>Segunda cena<\/em>: Marcos 3,22: descem os escribas de Jerusal\u00e9m, que s\u00e3o os especialistas do relacionamento com Deus, para verem tamb\u00e9m o que se passava com Jesus. Ao verem as maravilhas que realizava, concluem que \u00abest\u00e1 possu\u00eddo por Belzebu\u00bb (Mc 3,22) ou \u00abpor um esp\u00edrito impuro\u00bb (Marcos 3,30), e que \u00ab\u00e9 pelo pr\u00edncipe dos dem\u00f3nios que Ele expulsa os dem\u00f3nios\u00bb (Marcos 3,22).\u00a0<em>Terceira cena<\/em>: Marcos 3,23-30: Jesus, ouvindo o parecer dos referidos escribas, desmonta-o completamente e redu-lo a p\u00f3, mostrando a contradi\u00e7\u00e3o em que entram.\u00a0<em>Quarta\u00a0<\/em><em>cena<\/em>: Marcos 3,31-35: s\u00f3 agora se d\u00e1 conta da chegada da sua m\u00e3e e dos seus irm\u00e3os, os quais, ficando l\u00e1 fora, o mandam chamar. Refere o narrador que \u00e0 volta de Jesus estava sentada uma grande multid\u00e3o, e dizem a Jesus que a sua m\u00e3e, os seus irm\u00e3os e as suas irm\u00e3s est\u00e3o l\u00e1 fora, e reclamam a sua presen\u00e7a. Jesus responde com uma inesperada pergunta: \u00abQuem \u00e9 a minha m\u00e3e e quem s\u00e3o os meus irm\u00e3os?\u00bb. E olhando em redor para aqueles que estavam sentados \u00e0 sua volta, disse: \u00abEis a minha m\u00e3e e os meus irm\u00e3os\u00bb. E remata com assombro, dizendo: \u00abAquele que faz a vontade de Deus, esse \u00e9 meu irm\u00e3o e irm\u00e3 e m\u00e3e\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. A\u00a0<em>primeira cena<\/em>\u00a0requer alguma aten\u00e7\u00e3o. A \u00abcasa\u00bb de que se fala \u00e9 claramente a casa de Sim\u00e3o e de Andr\u00e9, em Cafarnaum (Marcos 1,29). \u00c9 a\u00ed que as multid\u00f5es procuram Jesus (Marcos 3,20), como j\u00e1 tinha sido anotado antes em Marcos 1,33 e 2,2. Mas agora tomam-lhe o tempo todo, a ponto de Jesus n\u00e3o ter tempo nem sequer para comer. \u00c9 nesta situa\u00e7\u00e3o-limite que chegam os seus familiares para o levarem de regresso para Nazar\u00e9. Todavia, ao contr\u00e1rio do que algumas vers\u00f5es deixam entender, n\u00e3o eram os familiares de Jesus, vindos de Nazar\u00e9, que \u00abdiziam: est\u00e1 fora de si\u00bb (Marcos 3,21), ou, por outras palavras, \u00abenlouqueceu\u00bb. Todo o problema reside em identificar o sujeito daquele \u00abdiziam\u00bb. A forma verbal grega \u00e9\u00a0<em>\u00e9legon<\/em>, que \u00e9 um imperfeito impessoal, 3.\u00aa pessoa do plural, do verbo\u00a0<em>l\u00e9g\u00f4<\/em>. Deve, pois, traduzir-se, n\u00e3o que os familiares de Jesus\u00a0<em>diziam<\/em>, mas que \u00ab<em>se dizi<\/em>a\u00bb, isto \u00e9, as pessoas diziam. Muda tudo na compreens\u00e3o do texto. Os mais c\u00e9ticos podem sempre ver, acerca deste acerto exeg\u00e9tico, M. Zerwich, M. Grosvenor,\u00a0<em>A Grammatical Analisis of the Greek New Testament<\/em>, Roma, Biblical Institute Press, ed. rev., 1981, p. 109. De resto, este \u00abdiz-se, diz-se\u00bb do povo tamb\u00e9m se ouve em Jo\u00e3o 10,20, onde \u00e9 referido que \u00abmuitos diziam dele que tem um dem\u00f3nio e est\u00e1 a delirar\u00bb. E porque era isto que corria acerca de Jesus, os seus familiares s\u00e3o os primeiros que devem intervir, como refere a Escritura Santa (Deuteron\u00f3mio 13,2-12; Zacarias 13,2-5).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Na\u00a0<em>segunda cena<\/em>, os escribas de Jerusal\u00e9m, representantes do saber oficial de Jerusal\u00e9m e especialistas no relacionamento com Deus, d\u00e3o um passo em frente e afirmam logo que Jesus faz o que faz, porque est\u00e1 em colabora\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as do mal, e sentenciam sem mais que \u00abest\u00e1 possu\u00eddo por Belzebu, e que \u00e9 pelo chefe dos dem\u00f3nios que ele expulsa os dem\u00f3nios\u00bb (Marcos 3,22).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. A\u00a0<em>terceira cena<\/em>\u00a0est\u00e1 toda preenchida pela tomada de posi\u00e7\u00e3o de Jesus contra a senten\u00e7a dos escribas (Marcos 3,23-30), e constitui o mais longo discurso de Jesus feito at\u00e9 agora no Evangelho de Marcos. O racioc\u00ednio viciado dos escribas \u00e9 completamente desmontado por Jesus, que faz ver aos escribas aquilo que \u00e9 \u00f3bvio: se algu\u00e9m luta contra si mesmo entra em dissolu\u00e7\u00e3o, e autodestr\u00f3i-se. N\u00e3o pode, portanto, ser o mal a lutar para vencer o mal. O mal s\u00f3 pode ser vencido pelo bem (cf. Romanos 12,21). S\u00f3 a cegueira de cora\u00e7\u00f5es empedernidos pode recusar evid\u00eancia t\u00e3o evidente. De facto, quem estiver postado do lado do mal, n\u00e3o se por\u00e1 a combater o mal, pois uma tal atitude equivaleria a cortar o ramo em que se est\u00e1 sentado, destruindo-se a si mesmo. \u00c9 o mesmo que pode suceder a um reino, uma fam\u00edlia, uma comunidade dividida, em que todos se digladiam uns aos outros, acabando necessariamente por se autodestruir. F\u00e1cil de compreender: se, como sentenciam os escribas, Jesus expulsa os dem\u00f3nios por alian\u00e7a com o chefe dos dem\u00f3nios, o reino dos dem\u00f3nios tem os dias contados. N\u00e3o se pode confundir a fonte do bem, operado por Jesus, com a fonte do mal, que \u00e9 obra sat\u00e2nica. Confundir a fonte do bem, operado por Jesus, com a fonte do mal, obra sat\u00e2nica, \u00e9 n\u00e3o querer reconhecer a a\u00e7\u00e3o de Deus, e reconhecer o mal como \u00fanico poder, \u00fanico deus! E o mal n\u00e3o perdoa, como todos vamos vendo e reconhecendo. Conta-se que Hillel, um dos grandes Mestres do juda\u00edsmo do tempo de Jesus, ao ver um cad\u00e1ver a ser arrastado por uma corrente, ter\u00e1 sentenciado: \u00abFoste morto porque mataste, mas quem te matou tamb\u00e9m ser\u00e1 morto!\u00bb. Portanto, o mal n\u00e3o perdoa, e funciona em cadeia. Prender Jesus, operador s\u00f3 do Bem, a este cadeado do mal, \u00e9 contradizer a verdade reconhecida como tal. \u00c9 confundir o Bem com o mal. \u00c9 neste ponto preciso que n\u00e3o tem perd\u00e3o o pecado contra o Esp\u00edrito Santo. A blasf\u00e9mia consiste no facto de que Jesus, sobre quem repousa o Esp\u00edrito Santo de Deus (Marcos 1,8.10), seja designado como endemoninhado (Marcos 3,22.30), e que o que acontece por obra do Esp\u00edrito Santo seja visto como obra sat\u00e2nica.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. A\u00a0<em>quarta cena<\/em>\u00a0\u00e9 uma bela c\u00fapula do texto. P\u00f5e em contraponto a \u00abcasa\u00bb nova e a \u00abcasa\u00bb velha. A casa velha permanece vinculada ao velho livro anagr\u00e1fico, que nos prende \u00e0 terra, e n\u00e3o nos deixa ver o c\u00e9u. Que nos enreda em la\u00e7os familiares antigos ligados \u00e0 casa antiga, e n\u00e3o nos deixa ver tantos novos irm\u00e3os e irm\u00e3s, pais e m\u00e3es, filhos e filhas, que Deus nos d\u00e1. A fam\u00edlia antiga, assente na terra e no sangue, n\u00e3o faz a vontade de Deus, n\u00e3o se senta \u00e0 volta de Jesus. Fica c\u00e1 fora e de p\u00e9. Nem entra nem quer ouvir a Palavra de Jesus. Pretende simplesmente traz\u00ea-lo de volta para a casa antiga. A fam\u00edlia nova, assente no c\u00e9u e na gra\u00e7a, fica l\u00e1 dentro, sentada tranquilamente a escutar a Palavra de Jesus, para aprender a fazer a vontade de Deus. Tal como os escribas, mas n\u00e3o como o povo, tamb\u00e9m os familiares de Jesus v\u00eam ter com Jesus (Marcos 3,32), e, outra vez como os escribas, tamb\u00e9m os seus pontos de vista n\u00e3o est\u00e3o de acordo com os de Jesus (Marcos 1,37).<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Por isso, Jesus abre aqui um Cap\u00edtulo novo e surpreendente. Pergunta Ele, para espanto de todos certamente: \u00abQuem \u00e9 a minha m\u00e3e e os meus irm\u00e3os?\u00bb (Marcos 3,33). E olhando ao redor para todos os estavam sentados em c\u00edrculo \u00e0 sua volta, responde de forma contundente: \u00abEis a minha m\u00e3e e os meus irm\u00e3os\u00bb (Marcos 3,34). E conclui, com a autoridade de quem n\u00e3o ensina como os escribas (cf. Marcos 1,22): \u00abAquele que faz a vontade de Deus, esse \u00e9 meu irm\u00e3o e irm\u00e3 e m\u00e3e\u00bb (Marcos 3,35). \u00c9 a fam\u00edlia de Deus que Jesus tem em mente.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. \u00abOnde est\u00e1s?\u00bb \u00e9 a pergunta que Deus faz todos os dias a cada um de n\u00f3s, e que abre hoje a narrativa exemplar de G\u00e9nesis 3,9-15. Vale a pena inserir aqui uma hist\u00f3ria guardada por Martin Buber nos seus escritos. Conta Buber que o Rabino Shneur Zalman foi levado pelos seus advers\u00e1rios para a pris\u00e3o de S. Petersburgo. Um dia, enquanto aguardava o julgamento, o comandante da guarda entrou na cela do Rabino. Vendo o seu ar pensativo e s\u00e9rio, o comandante p\u00f4s-se a falar com ele, e aproveitou para lhe colocar algumas das perguntas que se tinham levantado no seu esp\u00edrito ao ler a Escritura. Por fim, perguntou: \u00abComo se deve interpretar que o Deus Omnisciente pergunte a Adam: \u201cOnde est\u00e1s\u201d\u00bb (G\u00e9nesis 3,9). \u00abAcredita o senhor\u00bb, respondeu o Rabino, \u00abque a Escritura \u00e9 eterna e que diz respeito a todos os tempos, a todas as gera\u00e7\u00f5es e a todos os homens?\u00bb. \u00abSim, acredito\u00bb, respondeu o guarda. \u00abEnt\u00e3o\u00bb, retomou o Rabino, \u00abem cada tempo Deus interpela cada homem: \u201cOnde est\u00e1s no teu mundo? Dos dias e anos que te foram atribu\u00eddos, j\u00e1 passaram muitos. Entretanto, at\u00e9 onde j\u00e1 chegaste no teu mundo?\u201d. Deus disse, por exemplo: \u201cRepara, j\u00e1 h\u00e1 quarenta e seis anos que est\u00e1s nesta vida. Onde te encontras?\u201d\u00bb. Ao ouvir o n\u00famero exato dos seus anos, o comandante teve dificuldade em controlar-se, p\u00f4s a m\u00e3o no ombro do Rabino, e exclamou: \u00abMuito bem, muito bem!\u00bb. Mas o cora\u00e7\u00e3o estremecia-lhe.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. Depois da hist\u00f3ria incisiva que acab\u00e1mos de transcrever, voltemos \u00e0 narrativa exemplar de G\u00e9nesis 3,9-15. \u00abOnde est\u00e1s?\u00bb, pergunta o Deus-Que-Vem por amor ao encontro da sua criatura dileta. \u00abTive medo e escondi-me\u00bb, respondemos n\u00f3s, amedrontados. A narrativa que hoje lemos, e que tamb\u00e9m nos l\u00ea, desvenda todas as nossas in\u00fateis estrat\u00e9gias de defesa, e faz-nos ver como n\u00f3s nos escondemos de n\u00f3s mesmos e de Deus, e como alijamos facilmente as nossas culpas sobre os outros. Correto, limpo, terap\u00eautico, salvador, era assumirmos e confessarmos humildemente as nossas culpas. Mas n\u00e3o. Fugimos, escondemo-nos de n\u00f3s, e respondemos: \u00abFoi a mulher\u00bb, \u00abfoi aquele\u00bb, \u00abfoi aquela\u00bb, e, em \u00faltima an\u00e1lise, \u00abfoste Tu, foste Tu, Deus\u00bb, porque foste Tu que me deste a maravilha de um irm\u00e3o, de uma irm\u00e3, e foi esse irm\u00e3o dado por Ti, essa irm\u00e3 dada por Ti, que me deu a comer aquele fruto, fruto de um furto! \u00c9s Tu, portanto e em \u00faltima an\u00e1lise, o culpado. A\u00ed estamos n\u00f3s a fugir de n\u00f3s mesmos, e a acusar os outros! E se n\u00e3o assumimos as nossas culpas, como podemos corrigir os nossos erros, e como podemos chegar a descobrir a realidade humana e divina do perd\u00e3o? Sim, porque quando nos escondemos de Deus, estamos tamb\u00e9m a esconder Deus e os seus dons, a Alegria, o Amor, o Perd\u00e3o. \u00c9 assim que chegamos a Cristo, que veio (e tinha que vir) por amor \u00e0 nossa procura. \u00c0 procura da ovelha perdida e escondida.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. \u00c9 assim, continua S. Paulo na li\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da Segunda Carta aos Cor\u00edntios (4,13-5,1), a afirmar que n\u00e3o seremos abandonados nesta tenda em ru\u00ednas, que \u00e9 a nossa vida mortal. Deus vela por n\u00f3s, e salva a nossa vida da ru\u00edna. \u00c9 esta a experi\u00eancia do orante do Salmo 116, a cuja f\u00e9 e a\u00e7\u00e3o da f\u00e9 Paulo se refere: \u00abTamb\u00e9m n\u00f3s acreditamos, e por isso falamos (<em>lal\u00e9\u00f4<\/em>) (2 Cor\u00edntios 4,13). Falar o Evangelho nunca sai de cor, mas da experi\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de Deus em n\u00f3s. Por isso tamb\u00e9m n\u00e3o devemos fixar-nos na lama. Os olhos do nosso cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 devem estar postos na tenda nova e maior, no c\u00e9u, onde Deus acolhe os seus filhos.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Neste sentido, o Salmo 130 surge hoje como um grito desde o abismo profundo em que muitas vezes jazemos atolados. S\u00e3o apenas 52 palavras hebraicas que atiramos a Deus, Senhor do Amor fiel (<em>hesed<\/em>) da Reden\u00e7\u00e3o (<em>ped\u00fbt<\/em>). Cada orante que grita este Salmo sabe em que grau ou degrau de profundidade est\u00e1. Sim, este \u00e9 um dos 15 Salmos graduais ou das subidas ou das peregrina\u00e7\u00f5es (120-134). \u00c9 uma voz que se levanta e sobe at\u00e9 \u00e0quele Senhor que n\u00e3o desprezou as nossas profundezas, mas at\u00e9 elas desceu, e at\u00e9 elas desce, para nos ajudar a subir!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gn 3,9-15; Sl 130; 2 Cor 4,13-5,1; Mc 3,20-35 1. \u00c9-nos dado neste Domingo X do Tempo Comum escutar o 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