{"id":1389075717,"date":"2024-04-30T00:00:00","date_gmt":"2024-04-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/44-destaques\/13001-guarda-a-democracia-e-meio-ao-servico-de-um-bem-maior-considera-luis-silva"},"modified":"2024-04-30T00:00:00","modified_gmt":"2024-04-30T00:00:00","slug":"guarda-a-democracia-e-meio-ao-servico-de-um-bem-maior-considera-luis-silva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/guarda-a-democracia-e-meio-ao-servico-de-um-bem-maior-considera-luis-silva\/","title":{"rendered":"Guarda: \u00abA Democracia \u00e9 meio ao servi\u00e7o de um bem maior\u00bb, considera Lu\u00eds Silva"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/luis_xvi_conhecimento_240502083917.png\"\/><\/p>\n<p><p><em>Docente de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica lembrou papel do estado na organiza\u00e7\u00e3o das sociedades e a import\u00e2ncia da f\u00e9 para o exerc\u00edcio verdadeiro da liberdade<\/em><\/p>\n<p>No \u00e2mbito das XVI Jornadas do Conhecimento promovidas pela Galeria Paz de Esp\u00edrito, \u00e0s quais tamb\u00e9m se associou o grupo de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica do Agrupamento de Escolas de Seia, realizou-se no dia 18 de abril, uma confer\u00eancia para os alunos do ensino secund\u00e1rio e alunos do 9.\u00baano sob o tema \u201cF\u00e9, Democracia e Liberdade em tempo de mudan\u00e7a\u201d.\u00a0 Para esta iniciativa, contamos com a preciosa colabora\u00e7\u00e3o do Prof. Lu\u00eds Silva, docente de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica, no Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, na diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>O seu vasto curr\u00edculo e a sua sapi\u00eancia levaram os alunos e os professores que tiveram oportunidade de assistir \u00e0 sua prele\u00e7\u00e3o, a uma reflex\u00e3o profunda, hol\u00edstica sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a f\u00e9, democracia e liberdade. Partilhamos, na integra a sua reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou por dizer que \u00e9 preciso termos claro que, por sermos seres racionais, <strong>os conceitos condicionam de modo muito significativo o que vivemos.<\/strong> Se tivermos uma ideia incorreta do que seja o amor, do que seja a liberdade, do que seja a sexualidade, vou viver \u00e0 luz de ideias erradas que v\u00e3o condicionar o meu viver. \u00c9 por isso que devemos, como diz um grande te\u00f3logo (Karl Rahner) fazer o \u2018esfor\u00e7o do conceito\u2019. <strong>Quem n\u00e3o o faz corre o risco de viver \u00e0 luz de quimeras e \u2018fantasmas\u2019.<\/strong><\/p>\n<p>Assim acontece com os conceitos de liberdade, com o de democracia e com a pr\u00f3pria f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>A &#8211; A democracia \u00e9 um fim em si mesma\u2026<\/strong><\/p>\n<p>A democracia \u00e9 um meio: o fim \u00e9 a pessoa. Sendo &#8220;a\u00a0democracia\u00a0\u00e9 o pior dos regimes, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de todos os outros&#8221;, como afirmava Churchill<strong>, n\u00e3o pode ser absolutizada como se fosse um fim: <\/strong>enquanto m\u00e9todo, ela deve <strong>estar ao servi\u00e7o do bem maior que \u00e9 o bem da pessoa humana<\/strong>.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, o <strong>Estado n\u00e3o \u00e9 fim em si mesmo:<\/strong> \u00e9 um meio. \u00c9 a organiza\u00e7\u00e3o sistematizada da sociedade que deve entender-se como servi\u00e7o \u00e0 pessoa humana.<\/p>\n<p><strong>B &#8211; Numa democracia, todos os \u00e2mbitos da vida pessoal e social devem ser geridos com base na vontade da maioria.<\/strong><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a tenta\u00e7\u00e3o dos estados totalit\u00e1rios: <strong>abrangerem todos os \u00e2mbitos da vida humana. <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 \u00e2mbitos da exist\u00eancia que n\u00e3o s\u00e3o espa\u00e7os de democracia, como, por exemplo, a educa\u00e7\u00e3o, a fam\u00edlia. O saber e a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o o resultado de decis\u00f5es democr\u00e1ticas: pressup\u00f5em \u2018axiomas\u2019 consentidos e presumidos em nome do bem maior da pessoa. Numa fam\u00edlia, n\u00e3o \u00e9 por decis\u00e3o democr\u00e1tica que se estabelece quem \u00e9 o pai ou quem \u00e9 a m\u00e3e ou quem s\u00e3o os filhos.<\/p>\n<p>No pr\u00f3prio \u00e2mbito pol\u00edtico, <strong>as democracias dever\u00e3o autoimpor-se limites:<\/strong> como refere Zagrebelsky, as democracias cr\u00edticas (que sabem que a maioria \u00e9 vol\u00favel e manipul\u00e1vel) devem definir refer\u00eancias est\u00e1veis que condicionem as decis\u00f5es menores. No limite, como diz o ex-presidente do Tribunal Constitucional, as democracias devem perceber que n\u00e3o deveriam dispor da vida dos seus cidad\u00e3os. O limite deve ser a vida e a morte dos cidad\u00e3os. <strong>Os Estados deveriam autoimpor-se n\u00e3o decidir sobre a possibilidade da morte dos cidad\u00e3os.<\/strong><\/p>\n<p><strong>C &#8211; A liberdade de algu\u00e9m acaba onde come\u00e7a a liberdade de outro.<\/strong><\/p>\n<p>A Herbert Spencer se deve esta ideia. \u00c9 uma ideia liberal que pressup\u00f5e que somos \u2018m\u00f3nadas fechadas\u2019, em que os outros s\u00e3o um estorvo. Pressup\u00f5e uma ideia de liberdade identificada com \u2018exerc\u00edcio de vontade\u2019.<\/p>\n<p><strong>A liberdade \u00e9, pelo contr\u00e1rio, muito mais uma a\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos, que dever\u00edamos rever o conceito de liberdade que estrutura as nossas decis\u00f5es coletivas, principalmente, as que s\u00e3o vertidas em lei. E entre os pressupostos da no\u00e7\u00e3o de liberdade que temos<strong>, h\u00e1 um erro, no seu entender, que j\u00e1 vem de longe: o que ele chama o \u2018erro de Descartes\u2019.<\/strong>\u00a0 O erro de Descartes n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ele ser dualista e ter reduzido o ser humano ao pensamento (\u00e0 res cogitans), ainda que isso j\u00e1 seja suficientemente grave. E n\u00e3o \u00e9, tamb\u00e9m, s\u00f3 a falta da dimens\u00e3o emocional ao sujeito cartesiano.Mais grave do que tudo isto, \u00e9 o outro \u2018erro de Descartes\u2019.<\/p>\n<p><strong>E esse outro erro de Descartes \u00e9 a sua convic\u00e7\u00e3o de que a primeira certeza que temos \u00e9 a de que existimos. <\/strong><\/p>\n<p>A primeira certeza que temos \u00e9 a de que existem os outros, diante dos quais nos tornamos um eu. N\u00f3s s\u00f3 temos consci\u00eancia de n\u00f3s porque os outros a fizeram emergir em n\u00f3s. Ela estava em pot\u00eancia no nosso interior, mas, sem os outros, jamais saber\u00edamos existir. \u00c9 o pai que chama; \u00e9 a m\u00e3e que chama; s\u00e3o os outros que nos chamam que fazem emergir o eu que nunca brotaria se n\u00e3o fossem os outros. Isso demonstra-o a hist\u00f3ria dos meninos selvagens que, se abandonados na selva, sobrevivem, biologicamente falando, mas jamais t\u00eam consci\u00eancia de si. S\u00e3o os outros humanos que fazem despertar o humano adormecido no interior de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>O primeiro ser de quem temos consci\u00eancia \u00e9 do tu que \u00e9 a nossa m\u00e3e ou o nosso pai.<\/strong><\/p>\n<p>Sendo assim, as liberdades dos outros n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o o limite da nossa como s\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o de possibilidade da nossa liberdade.Se repararmos bem, <strong>os outros \u00e9 que nos dizem quem somos: se repararmos bem, n\u00f3s na sabemos o cheiro que temos, n\u00e3o reconhecemos a voz que temos, n\u00e3o temos sequer no\u00e7\u00e3o da cara que temos (precisamos de algo fora de n\u00f3s para sabermos qual \u00e9 a nossa cara\u2026).<\/strong> A nossa cara \u00e9 a \u00fanica que, sem a ajuda dos outros, n\u00e3o poderemos saber como \u00e9\u2026<\/p>\n<p>O erro de Descartes \u00e9, por isso, o solipsismo, a ideia de um sujeito que s\u00f3 tem como primeira certeza a de que existe, s\u00f3, solit\u00e1rio, fechado em si mesmo\u2026 E quantos custos comporta esta ideia incorreta!<\/p>\n<p><strong>E a f\u00e9, nisto tudo?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 luz de todos estes pressupostos, a f\u00e9 traz um \u2018plus\u2019 digno de nota. A f\u00e9, ao afirmar que a vida n\u00e3o se limita ao aqui e agora, <strong>permite a condi\u00e7\u00e3o para a relativiza\u00e7\u00e3o do que n\u00e3o \u00e9 absolutiz\u00e1vel,<\/strong> t\u00e3o importante na vida em comum. A f\u00e9 olha a partir de cima, mas comprometida com a vida concreta.<\/p>\n<p>Ajuda a n\u00e3o absolutizar as conquistas j\u00e1 obtidas, <strong>a n\u00e3o absolutizar os meios como se fossem fins,<\/strong> assegura a aut\u00eantica liberdade (a transcend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 iman\u00eancia) \u2026<\/p>\n<p>E \u00e9 bom sublinhar que estamos num Estado que tem uma vis\u00e3o positiva da rela\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o. Sublinhou que a nossa constitui\u00e7\u00e3o nunca utiliza os termos \u2018laico\u2019 e \u2018laicidade\u2019, defende a liberdade religiosa e n\u00e3o a \u2018neutralidade\u2019 do Estado. Neste contexto, a f\u00e9 religiosa sublinha v\u00e1rios dados a reter, dada a sua relev\u00e2ncia, em contextos de mudan\u00e7a:<\/p>\n<p>&#8211; em primeiro lugar, <strong>evidencia que o absoluto est\u00e1 fora da hist\u00f3ria<\/strong>; na hist\u00f3ria, tudo \u00e9 caminho. Somos peregrinos. E quantas consequ\u00eancias isso comporta!<\/p>\n<p>&#8211; em segundo lugar, <strong>afirma que todos, todos, todos os seres humanos s\u00e3o portadores de uma dignidade<\/strong> que decorre de serem amados igualmente por Deus, o que significa que a ningu\u00e9m pode fazer-se mal, seja pequen\u00edssimo, seja velh\u00edssimo, seja portador de defici\u00eancia ou o mais robusto dos humanos. Em todos h\u00e1 uma dignidade que \u00e9 anterior a toda a a\u00e7\u00e3o. Ressalvou que temos andado a citar a declara\u00e7\u00e3o universal dos direitos humanos, mas sem a ler com aten\u00e7\u00e3o. O pre\u00e2mbulo dessa mesma declara\u00e7\u00e3o, o que nos mostra?<\/p>\n<p>Repare-se que afirma que \u00e9 o <strong>\u00abreconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da fam\u00edlia humana e dos seus direitos iguais e inalien\u00e1veis [que] constitui o fundamento da liberdade, da justi\u00e7a e da paz no mundo;\u00bb<\/strong><\/p>\n<p>Parece que temos andado a defender que \u00e9 a liberdade o fundamento da dignidade\u2026Algo anda trocado!<\/p>\n<p>&#8211; em terceiro lugar, <strong>afirma que a cada um cabe ter a oportunidade de fazer e lutar pelo seu sonho, o que significa que n\u00e3o deve ser tudo pensado ou sonhado por um \u2018grande irm\u00e3o \u2018<\/strong> (Big Brother, chamava-lhe Eric Blair, ou melhor George Orwell, no seu dist\u00f3pico romance \u20181984\u2019). O Estado ou os grupos econ\u00f3micos gigantes n\u00e3o devem ter o monop\u00f3lio de pensar o que \u00e9 bom para cada um. Devem come\u00e7ar por respeitar e ouvir o que cada um quer para si mesmo, em particular, as fam\u00edlias e as comunidades a que se pertence.<\/p>\n<p>(<strong>N\u00f3s, em EMRC, chamamos isto o princ\u00edpio da subsidiariedade<\/strong>, princ\u00edpio que diz que quem est\u00e1 mais perto das pessoas e pode, com justi\u00e7a, resolver os problemas, n\u00e3o deve ser substitu\u00eddo e impedido de o fazer pelos que s\u00e3o mais poderosos ou est\u00e3o acima.)<\/p>\n<p>&#8211; em quarto lugar, <strong>a f\u00e9 religiosa diz de n\u00f3s que somos, antes de tudo, seres de rela\u00e7\u00e3o, seres inter-relacionais.<\/strong> No livro de G\u00e9nesis, quando se afirma que o ser humano \u00e9 criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, n\u00e3o se afirma que Deus ficou a olhar para o sujeito humano sozinho. N\u00e3o! Diz-se \u2018Deus criou o ser humano \u00e0 sua imagem, criou-o \u00e0 imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher.\u2019 (Gn 1, 27). O ser criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus n\u00e3o \u00e9, primeiramente, o indiv\u00edduo, mas o ser humano relacional, a rela\u00e7\u00e3o, e, concretamente, esta rela\u00e7\u00e3o \u2018homem-mulher\u2019 que \u00e9 criadora de vida, como Deus \u00e9 criador. <strong>O ser humano \u00e9 pessoa, antes de ser indiv\u00edduo\u2026. \u00c9 rela\u00e7\u00e3o, antes de ser um n\u00famero, uma quantidade.<\/strong><\/p>\n<p>-em quinto lugar, <strong>a f\u00e9 tamb\u00e9m nos indica que o que somos \u00e9 real, concreto, feito de ch\u00e3o e de terra e n\u00e3o um ideal de humano ut\u00f3pico e desenraizado.<\/strong> A f\u00e9 crist\u00e3 afirma que o homem \u00e9 Ad\u00e3o, isto \u00e9, \u2018humano\u2019, feito de h\u00famus, feito de fragilidade, de debilidade, o que significa que o corpo \u00e9 parte da sua identidade, com o que isso tem de abertura ao outro, mas tamb\u00e9m de vulnerabilidade. A <strong>liberdade humana<\/strong>, \u00e0 luz da f\u00e9 crist\u00e3, n\u00e3o \u00e9 absoluta e sem limites: parte do concreto, do condicionamento em que vivemos (cultural, lingu\u00edstico, f\u00edsico, aqui\u2026 aqui\u2026). O que significa que somos, por um lado, abertos ao sonho, bem certo, mas tamb\u00e9m \u2018indigentes\u2019, fr\u00e1geis, precisamos do outro, do mundo, do contacto, do aperto do mundo.<\/p>\n<p>O que vivemos integra o que somos e faz parte de n\u00f3s. Nada nos \u00e9 indiferente. O corpo que somos \u00e9 n\u00f3s mesmos feitos exterioridade para os outros. N\u00e3o \u00e9 ap\u00eandice de n\u00f3s. \u00c9 n\u00f3s mesmos vis\u00edveis e exteriorizados. (J\u00e1 a alma \u00e9 n\u00f3s mesmos interiorizados. N\u00f3s todos na interioridade e na abertura ao infinito.) N\u00e3o somos somas de partes. <strong>Somos uma unidade indissol\u00favel, feita de drama e sonho.<\/strong><\/p>\n<p>O Prof. Lu\u00eds terminou a sua prele\u00e7\u00e3o lan\u00e7ando um desafio: a nossa liberdade corresponde a isto que a f\u00e9 diz de n\u00f3s: que somos seres intrinsecamente inter-relacionais. \u201c<strong>Reparai, sem desviardes o olhar que no fundo da vossa barriga mora um umbigo\u201d.<\/strong> Curiosamente, todos tendem a pensar que o umbigo \u00e9 um sin\u00f3nimo de narcisismo. E \u00e9 se passarmos o tempo a olhar para ele, sem fazermos o que nos pedem os olhos, que \u00e9 olharmos em frente. Mas se pensarmos bem, <strong>o umbigo \u00e9 a \u00fanica parte do nosso corpo que fala da nossa depend\u00eancia dos outros: ele \u00e9 o \u00faltimo resqu\u00edcio da nossa depend\u00eancia absoluta da nossa m\u00e3e.<\/strong> \u201cNunca mais vos esque\u00e7ais, quando tiverdes a tenta\u00e7\u00e3o de pensar que a liberdade \u00e9 fazer o que se quer, sem contar com os outros: h\u00e1 um umbigo que est\u00e1 no centro da vossa exist\u00eancia, que vos diz que dependestes totalmente de outra pessoa e que foi porque ela vos amou primeiro que aqui estais.\u201d<\/p>\n<p>Foi um momento com muita beleza que despertou todos os sentidos e desafiou os alunos que usufruir da sua partilha e sabedora a refletir sobre a liga\u00e7\u00e3o entre a F\u00e9, Democracia e Liberdade.<\/p>\n<p>texto, fotos e destaques: Cristina Brito| EMRC Guarda<\/p>\n<p>Educris|30.04.2024<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Docente de Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa Cat\u00f3lica lembrou 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