{"id":1403376082,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/13842-audiencia-geral-pedir-a-graca-de-encontrar-o-caminho-para-casa-pede-o-papa"},"modified":"2025-11-07T16:34:46","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:46","slug":"audiencia-geral-pedir-a-graca-de-encontrar-o-caminho-para-casa-pede-o-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-pedir-a-graca-de-encontrar-o-caminho-para-casa-pede-o-papa\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia Geral: \u00abPedir a gra\u00e7a de encontrar o caminho para casa\u00bb, pede o Papa"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/vaticano_3_240804075700.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Em nova catequese, do Ciclo \u00abJesus Cristo Nossa Esperan\u00e7a\u00bb, o Papa Francisco refletiu sobre a par\u00e1bola do \u00abPai Misericordioso. No texto disponibilizado pelo Vaticano, Francisco lembra que o amor &#8220;\u00e9 sempre um compromisso&#8221;, e que Deus funciona como um &#8220;Pai&#8221; que mant\u00e9m sempre &#8220;a porta aberta&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese preparada pelo Santo Padre<\/p>\n<p><strong>Ciclo \u2013 Jubileu 2025. Jesus Cristo Nossa Esperan\u00e7a. II. A vida de Jesus.\u00a0As par\u00e1bolas\u00a0<em>5.\u00a0O Pai misericordioso. Estava perdido e foi\u00a0encontrado (Lc\u00a015,32)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/em><\/p>\n<p>Depois de ter meditado sobre os encontros de Jesus com alguns personagens do Evangelho, a partir desta catequese gostaria de refletir sobre algumas par\u00e1bolas. Como sabemos, s\u00e3o narra\u00e7\u00f5es que retomam imagens e situa\u00e7\u00f5es da realidade di\u00e1ria. Por isso, tocam tamb\u00e9m a nossa vida. Provocam-nos! E pedem-nos que tomemos uma posi\u00e7\u00e3o: onde estou eu nesta narra\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Comecemos pela par\u00e1bola mais famosa, que todos n\u00f3s lembramos, talvez desde a inf\u00e2ncia: a par\u00e1bola do pai e dos dois filhos (<em>Lc<\/em>\u00a015, 1-3.11-32). Nela encontramos o cora\u00e7\u00e3o do Evangelho de Jesus, ou seja, a miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p>O evangelista Lucas diz que Jesus conta esta par\u00e1bola aos fariseus e escribas, que murmuravam porque Ele comia com os pecadores. Por isso, poder-se-ia dizer que se trata de uma par\u00e1bola dirigida \u00e0queles que se perderam, mas n\u00e3o o sabem e julgam os outros.<\/p>\n<p>O Evangelho quer confiar-nos uma mensagem de esperan\u00e7a, porque nos diz que onde quer que nos tenhamos perdido, seja como for que nos tenhamos perdido, Deus vem sempre \u00e0 nossa procura! Talvez nos tenhamos perdido como uma ovelha, que se desviou do caminho para pastar, ou que ficou para tr\u00e1s devido ao cansa\u00e7o (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a015, 4-7). Ou talvez nos tenhamos perdido como uma moeda, que porventura caiu no ch\u00e3o e j\u00e1 n\u00e3o pode ser encontrada, ou talvez algu\u00e9m a tenha posto algures e n\u00e3o se lembre onde. Ou talvez nos tenhamos perdido como os dois filhos deste pai: o mais novo, porque se cansou de estar numa rela\u00e7\u00e3o que parecia demasiado exigente; mas at\u00e9 o mais velho se perdeu, pois n\u00e3o basta ficar em casa se no cora\u00e7\u00e3o houver orgulho e rancor.<\/p>\n<p>O amor \u00e9 sempre um compromisso, h\u00e1 sempre algo que devemos perder para ir ao encontro do outro. Mas o filho mais novo da par\u00e1bola s\u00f3 pensa em si pr\u00f3prio, como acontece em certas fases da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia. Na realidade, ao nosso redor vemos at\u00e9 muitos adultos assim, que n\u00e3o conseguem levar adiante uma rela\u00e7\u00e3o porque s\u00e3o ego\u00edstas. T\u00eam a ilus\u00e3o de se reencontrar a si mesmos, mas ao contr\u00e1rio perdem-se, pois s\u00f3 quando vivemos para algu\u00e9m vivemos verdadeiramente.<\/p>\n<p>Este filho mais novo, como todos n\u00f3s, tem fome de afeto, quer ser amado. Mas o amor \u00e9 um dom precioso, deve ser tratado com cuidado. No entanto, ele desperdi\u00e7a-o, vende-se a si pr\u00f3prio, n\u00e3o se respeita. Compreende isto em tempos de carestia, quando ningu\u00e9m se preocupa com ele. O risco \u00e9 que, nestes momentos, imploremos afeto e nos apeguemos ao primeiro senhor que aparecer.<\/p>\n<p>S\u00e3o estas experi\u00eancias que fazem nascer em n\u00f3s a convic\u00e7\u00e3o deturpada de que s\u00f3 podemos estar numa rela\u00e7\u00e3o como servos, como se tiv\u00e9ssemos que expiar uma culpa ou como se n\u00e3o pudesse existir o amor verdadeiro. Com efeito, quando toca o fundo do po\u00e7o, o filho mais novo pensa em voltar para a casa do pai, a fim de recolher do ch\u00e3o algumas migalhas de afeto.<\/p>\n<p>S\u00f3 quem nos ama verdadeiramente pode libertar-nos desta falsa vis\u00e3o do amor. Na rela\u00e7\u00e3o com Deus, fazemos precisamente esta experi\u00eancia. Num c\u00e9lebre quadro, o grande pintor Rembrandt retratou maravilhosamente o regresso do filho pr\u00f3digo. H\u00e1 sobretudo dois pormenores que me chamam a aten\u00e7\u00e3o: a cabe\u00e7a do jovem est\u00e1 rapada, como a de um penitente, mas parece tamb\u00e9m a cabe\u00e7a de uma crian\u00e7a, porque este filho renasce. E depois as m\u00e3os do pai: uma masculina e outra feminina, para descrever a for\u00e7a e a ternura no abra\u00e7o do perd\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 o filho mais velho que representa aqueles para quem a par\u00e1bola \u00e9 contada: \u00e9 o filho que sempre ficou em casa com o pai, e que, no entanto, estava distante dele, longe do cora\u00e7\u00e3o. Talvez at\u00e9 este filho quisesse partir, mas por medo ou por dever permaneceu l\u00e1, naquela rela\u00e7\u00e3o. Contudo, quando nos adaptamos de m\u00e1 vontade, come\u00e7amos a alimentar a raiva dentro de n\u00f3s e, mais cedo ou mais tarde, esta raiva explode. De modo paradoxal, \u00e9 precisamente o filho mais velho que acaba por correr o risco de permanecer fora de casa, pois n\u00e3o partilha a alegria do pai.<\/p>\n<p>O pai vai tamb\u00e9m ao seu encontro. N\u00e3o o repreende, nem o chama ao dever. S\u00f3 quer que ele sinta o seu amor. Convida-o a entrar e deixa a porta aberta. Aquela porta permanece aberta tamb\u00e9m para n\u00f3s. Com efeito, esta \u00e9 a raz\u00e3o da esperan\u00e7a: podemos esperar, pois sabemos que o Pai nos espera, nos v\u00ea de longe e deixa sempre a porta aberta.<\/p>\n<p>Amados irm\u00e3os e irm\u00e3s, perguntemo-nos ent\u00e3o onde nos encontramos nesta maravilhosa narra\u00e7\u00e3o. E pe\u00e7amos a Deus Pai a gra\u00e7a de poder, tamb\u00e9m n\u00f3s, encontrar o caminho de volta para casa.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>Imagem: Educris<\/p>\n<p>16.04.2025<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nova catequese, do Ciclo \u00abJesus Cristo Nossa Esperan\u00e7a\u00bb, o Papa Francisco refletiu sobre a par\u00e1bola do \u00abPai Misericordioso. 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