{"id":1412925398,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12246-domingo-da-santissima-trindade-em-nome-do-pai-do-filho-e-do-espirito-santo"},"modified":"2025-11-07T16:33:55","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:55","slug":"domingo-da-santissima-trindade-em-nome-do-pai-do-filho-e-do-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-da-santissima-trindade-em-nome-do-pai-do-filho-e-do-espirito-santo\/","title":{"rendered":"Domingo da Sant\u00edssima Trindade: \u00abEm nome do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Ex 34,4b-6.8-9; Dn 3; 2 Cor 13,11-13; Jo 3,16-18<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. A ora\u00e7\u00e3o e a b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00abem Nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u00bb pressup\u00f5em o an\u00fancio de Deus, que \u00e9 Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, bem como a f\u00e9 nesse Deus. O Nome de Deus \u00e9 posto em rela\u00e7\u00e3o com o conhecimento que temos dele. Deus manifesta o seu Nome, para que possamos conhec\u00ea-lo, para que nos possamos dirigir a ele e entrar em rela\u00e7\u00e3o com ele. Jesus deu-nos a conhecer Deus como Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, e \u00e9 este o n\u00facleo mais profundo da sua mensagem. Na verdade, Jesus d\u00e1-nos a conhecer Deus de uma forma n\u00e3o acess\u00edvel antes dele. O Antigo Testamento conhecia o Deus Criador do c\u00e9u e da terra, que tem diante de si apenas criaturas, infinitamente diferentes dele, e em que n\u00e3o se entrev\u00ea nenhum digno interlocutor de Deus. No plano divino, este Deus parece estar sozinho consigo mesmo habitando uma sublime solid\u00e3o. Mas Jesus anuncia e manifesta um Deus que, no plano divino, tem um interlocutor de pleno valor: o Deus de Jesus n\u00e3o est\u00e1 sozinho, mas vive em comunh\u00e3o. Diante do Pai est\u00e1 o Filho, ambos unidos entre si, conhecem-se, compreendem-se e amam-se reciprocamente na plenitude e perfei\u00e7\u00e3o divinas, por meio do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">2. Dando um passo em frente, v\u00ea-se ent\u00e3o que o Deus de Jesus, enquanto d\u00e1diva suprema fundante, princ\u00edpio da doa\u00e7\u00e3o, \u00e9 o Pai. Mas a d\u00e1diva suprema do Pai, infinita riqueza, constitui o Filho, termo da doa\u00e7\u00e3o, infinita pobreza, que tudo recebe. Mas, ao receber tudo, infinita rece\u00e7\u00e3o, o Filho volta a dar tudo numa infinita doa\u00e7\u00e3o sem defesa e sem limites. Dizer que Deus \u00e9 tamb\u00e9m Filho parece escandaloso. Mas \u00e9, ao inv\u00e9s, maravilhoso: o facto de Deus se revelar, n\u00e3o apenas como Pai que d\u00e1 a vida, mas tamb\u00e9m como Filho que a recebe e acolhe, e vem partilhar connosco, abre imensas e preciosas perspetivas para a nossa vida humana e espiritual. Levantando uma vez mais o olhar para Deus, Pai que se d\u00e1 e Filho que se recebe, verificamos ent\u00e3o que esta comunh\u00e3o-comunica\u00e7\u00e3o-vida-amor de si-a-si, circular, vertiginosa, tranquila e imperec\u00edvel, constitui o Esp\u00edrito Santo, a Pessoa-Dom incriado, para o dizer com a bela express\u00e3o de S. Jo\u00e3o Paulo II na Carta Enc\u00edclica\u00a0<em>Dominum et vivificantem<\/em>\u00a0[1986].<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Deus faz-se ver nos interst\u00edcios do nosso humilde ch\u00e3o quotidiano. Foi quanto Nicodemos p\u00f4de depreender ao ver os\u00a0<em>sinais<\/em>\u00a0(<em>s\u00eame\u00eea<\/em>) que Jesus fazia (cf. Jo\u00e3o 3,2b-3). Todavia, daqui para a frente, n\u00e3o h\u00e1 passo racional, nosso, que possamos dar. N\u00e3o resta a Nicodemos outra via (n\u00e3o Tomista) que n\u00e3o seja ir ao encontro de Jesus (cf. Jo\u00e3o 3,2a), n\u00e3o na sua condi\u00e7\u00e3o de \u00abo mestre de Israel\u00bb (<em>ho did\u00e1scalos to\u00fb Isra\u00eal<\/em>) (Jo\u00e3o 3,10), mas do disc\u00edpulo que sabe depor as suas armas de mestre aos p\u00e9s de Jesus, \u00abo Mestre que veio de Deus\u00bb (<em>ap\u00f2 theo\u00fb el\u00ealythas did\u00e1skalos<\/em>) (Jo\u00e3o 3,2b), o Mestre que n\u00e3o estudou em nenhuma das nossas escolas, como dizem e repetem, admirados, os insuspeitos Judeus (cf. Jo\u00e3o 7,15). As pequenas m\u00e3os de Nicodemos, e as nossas tamb\u00e9m, n\u00e3o disp\u00f5em de nenhum argumento ou instrumento de acesso que nos permita ir al\u00e9m da g\u00e9lida impassibilidade das leis da natureza. Ora, naquele Jesus que Nicodemos via, havia claros\u00a0<em>sinais<\/em>\u00a0de que \u00abDeus estava com Ele\u00bb (<em>ho the\u00f2s met\u2019 auto\u00fb<\/em>) (Jo\u00e3o 3,2b). Em Jesus, era ent\u00e3o vis\u00edvel um acesso \u00e0\u00a0<em>vida divina\u00a0<\/em>e<em>\u00a0eterna<\/em>\u00a0(<em>z\u00f4\u00ea ai\u00f4nios<\/em>). E foi isso que levou Nicodemos a sair tremulamente do seu estudado quotidiano de \u00abmestre de Israel\u00bb, para ir ao encontro de Jesus, o Mestre que veio de Deus, e que n\u00e3o estudou em nenhuma das nossas escolas.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. Chegado junto de Jesus \u2013 \u00abo Mestre que veio de Deus\u00bb \u2013, Nicodemos \u2013 \u00abo mestre de Israel\u00bb \u2013 trope\u00e7a logo nos seus limites. De facto, ouve de Jesus que, para ter acesso \u00e0\u00a0<em>vida divina<\/em>\u00a0e\u00a0<em>eterna<\/em>\u00a0(<em>Reino de Deus<\/em>\u00a0nos Sin\u00f3ticos; em Jo\u00e3o s\u00f3 em 3,3.5), \u00e9 preciso nascer\u00a0<em>de novo<\/em>\u00a0(<em>\u00e1n\u00f4then<\/em>: \u00abde novo\u00bb, \u00abdo alto\u00bb, \u00abdo princ\u00edpio\u00bb (Jo\u00e3o 3,3.5.7). Fica completamente baralhado Nicodemos, de tal modo que chega a perguntar a Jesus se est\u00e1 a sugerir que \u00abse pode entrar segunda vez no seio de sua m\u00e3e e nascer\u00bb (Jo\u00e3o 3,4). Jesus, que \u00abfala do que sabe\u00bb (cf. Jo\u00e3o 3,11), explica que este\u00a0<em>novo in\u00edcio<\/em>\u00a0n\u00e3o pode ser uma repeti\u00e7\u00e3o (seria uma contradi\u00e7\u00e3o), nem o podemos alcan\u00e7ar pelos nossos meios. N\u00e3o est\u00e1 nas nossas m\u00e3os poder chegar a ele. \u00c9 dom de Deus. \u00c9-nos dado no batismo pelo poder criador de Deus. Mas Jesus esclarece ainda que, embora esta vida nova seja dom de Deus, dado por Deus, tal n\u00e3o significa, no que a n\u00f3s diz respeito, que devemos ficar de bra\u00e7os cruzados, assumindo uma atitude meramente passiva. Na verdade, este in\u00edcio de vida nova, dom de Deus, dado por Deus, requer de n\u00f3s que acreditemos no Filho Monog\u00e9nito de Deus (Jo\u00e3o 3,16). A conex\u00e3o entre nascer de Deus e acreditar no seu Filho est\u00e1 claramente afirmada em 1 Jo\u00e3o 5,1: \u00abTodo aquele que acredita que Jesus \u00e9 o Cristo, nasceu de Deus (<em>ek to\u00fb theo\u00fb geg\u00e9nn\u00eatai<\/em>)\u00bb.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. Daqui para a frente \u00e9 todo o dizer do Evangelho deste dia (Jo\u00e3o 3,16-18). \u00c9, portanto, Jesus que se diz a Nicodemos. N\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria ou a narrativa de um dizer livresco, amarelecido e an\u00f3dino. \u00c9 o Mestre que vem de Deus para\u00a0<em>dizer Deus<\/em>\u00a0a Nicodemos, a mim e a ti. Jesus n\u00e3o diz coisas;\u00a0<em>diz Deus<\/em>. N\u00e3o ensina conte\u00fados para aprender; d\u00e1-nos Deus que nos ama, e que, por amor, nos entrega o seu Filho Monog\u00e9nito, Jesus, para acreditar, e muitos irm\u00e3os para amar. Portanto, Nicodemos fica sem jeito: n\u00e3o lhe compete apenas aprender o que Jesus lhe pode ensinar; compete-lhe receber Jesus, que Deus lhe entrega por amor. E compete-lhe ainda saber que esta enchente de amor, que vem de Deus, \u00e9 para todos, e n\u00e3o apenas para ele, pelo que, responder a esta enxurrada de amor, passar\u00e1 sempre por amar tamb\u00e9m, no quotidiano, os seus irm\u00e3os.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Sim, \u00e9 tal a grandeza do amor de Deus por n\u00f3s, que, por amor de n\u00f3s, entrega at\u00e9 o seu Filho Monog\u00e9nito para assumir e absorver os nossos erros, saldar as nossas d\u00edvidas, suportar os nossos maus tratos e a nossa viol\u00eancia, poder ter mesmo que entregar a sua vida nas nossas m\u00e3os violentas e assassinas, sem deixar de nos amar, para nos salvar.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. A afirma\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 absolutamente assombrosa, impens\u00e1vel, desarmante: \u00abDeus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho Monog\u00e9nito\u00bb (Jo\u00e3o 3,16), o Filho do seu amor. Para que n\u00e3o nos passe ao lado a for\u00e7a do que acab\u00e1mos de ouvir, talvez possamos perguntar: Quem \u00e9 o pai ou a m\u00e3e (aqui presente) que est\u00e1 disposto a entregar o seu filho ou filha a um grupo de malvados para, com esse gesto de extrema ousadia, tentar retirar do mal aqueles malvados? Penso que n\u00e3o haver\u00e1 (aqui) ningu\u00e9m que se atreva a fazer uma coisa destas. O que n\u00f3s n\u00e3o somos capazes de fazer, f\u00ea-lo Deus por n\u00f3s, que n\u00e3o somos grande coisa! Entregou-nos o seu Filho querido, e n\u00f3s crav\u00e1mo-lo naquela Cruz!<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. O texto do Antigo Testamento que faz equil\u00edbrio com o Evangelho deste Dia Solene da Sant\u00edssima Trindade \u00e9 a chamada\u00a0<em>magna charta<\/em>\u00a0do amor de Deus, que hoje podemos ler no Livro do \u00caxodo 34,4-9. A primeira frase [\u00abE passou (<em>?abar<\/em>) o Senhor diante dele (Mois\u00e9s), e proclamou\/invocou (<em>qara?<\/em>): \u201cSenhor, Senhor\u201d\u00bb], \u00e9 de liga\u00e7\u00e3o, mas reveste-se de grande import\u00e2ncia. A a\u00e7\u00e3o de \u00abpassar\u00bb, por parte de Deus, significa, por um lado, a sua presen\u00e7a livre, boa e bela, e, por outro lado, que n\u00f3s n\u00e3o podemos p\u00f4r sobre Ele a nossa m\u00e3o, control\u00e1-lo, nossa permanente tenta\u00e7\u00e3o. \u00abE passou o Senhor\u00bb (\u00caxodo 34,6) cumpre a promessa boa de Deus a Mois\u00e9s, feita em \u00caxodo 33,19, de fazer passar diante de Mois\u00e9s toda a sua bondade e beleza (<em>kol-th\u00fbb\u00ee<\/em>). E que esta \u00abpassagem\u00bb \u00e9 boa e bela v\u00ea-se em contraponto com as vis\u00f5es do Livro de Am\u00f3s, em que Deus declara: \u00abVeio o fim (<em>qets<\/em>) para o meu povo, Israel;\u00a0<em>n\u00e3o<\/em>\u00a0continuarei a\u00a0<em>passar<\/em>\u00a0para ele (<em>lo?<\/em>\u2026\u00a0<em>?abar l\u00f4<\/em>)\u00bb (Am\u00f3s 8,2; cf. 7,8). E o facto de o Senhor aparecer a proclamar\/invocar (<em>qara?<\/em>) o seu pr\u00f3prio Nome \u00e9 coisa \u00fanica, \u00fanica vez em toda a Escritura em que o Senhor \u00e9 sujeito do verbo\u00a0<em>qara?<\/em>, na express\u00e3o\u00a0<em>qara? b<sup>e<\/sup>shem<\/em>, \u00abproclamar\/invocar o Nome\u00bb. Por norma, a locu\u00e7\u00e3o\u00a0<em>qara? b<sup>e<\/sup>shem YHWH<\/em>\u00a0encontra-se nos l\u00e1bios dos adoradores e suplicantes, e significa a\u00ed \u00abinvocar o Nome de YHWH\u00bb. Posta na boca do pr\u00f3prio Deus, a locu\u00e7\u00e3o h\u00e1 de significar, em primeiro lugar, proclamar, mas sem anular a beleza e a surpresa de o pr\u00f3prio Deus invocar tamb\u00e9m o seu Nome, a sua plenitude de Amor, de que todos recebemos gra\u00e7a sobre gra\u00e7a (cf. Jo\u00e3o 1,16). A exegese costuma, neste lugar, acentuar o \u00abproclamar\u00bb, deixando de lado o \u00abinvocar\u00bb, querendo quase explicar que Deus n\u00e3o pode invocar o seu pr\u00f3prio Nome, isto \u00e9, rezar. Mas s\u00f3 este duplo dizer de Deus, de revela\u00e7\u00e3o e de ora\u00e7\u00e3o, constitui a verdadeira revela\u00e7\u00e3o de Deus, e assenta as bases para que o crente possa invocar proclamando, ou proclamar invocando, anunciando, rezando, com do\u00e7ura e estremecimento, este Nome, esta Presen\u00e7a Amante e Fiel. T\u00e3o extraordin\u00e1ria maneira de dizer deixa-nos, pois, n\u00e3o no dom\u00ednio da metaf\u00edsica, mas da revela\u00e7\u00e3o, da anuncia\u00e7\u00e3o, da ora\u00e7\u00e3o, da adora\u00e7\u00e3o, ato fundador e modelar da nossa ora\u00e7\u00e3o, contempla\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">9. N\u00e3o ser\u00e1, neste contexto, de estranhar que, nesta exposi\u00e7\u00e3o de Deus, Deus exposto diante de Mois\u00e9s com toda a sua bondade e beleza, como acontece em \u00caxodo 34,6-7, e que n\u00e3o pode deixar de lembrar Jesus Cristo exposto (<em>pro\u00e9theto<\/em>) na Cruz (cf. Romanos 3,25), \u00abexposto por escrito (<em>proegr\u00e1ph\u00ea<\/em>) diante dos nossos olhos\u00bb (G\u00e1latas 3,1), Mois\u00e9s se tenha \u00abapressado a responder ajoelhando-se (<em>qadad<\/em>) no ch\u00e3o e prostrando-se em adora\u00e7\u00e3o (<em>hishtah<sup>a<\/sup>wah<\/em>, forma hitpael de\u00a0<em>shahah<\/em>), e dizendo: \u201cPor favor, se encontrei gra\u00e7a aos teus olhos (<em>?im-na? matsa?t\u00ee hen b<sup>e<\/sup>?\u00ean\u00eaka<\/em>), Senhor, vem, por favor, Senhor, para o meio de n\u00f3s, que somos um povo de dura cerviz, e perdoa (<em>salah<\/em>) a nossa culpa e o nosso pecado\u201d\u00bb (\u00caxodo 34,8-9).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">10. Entre esta necess\u00e1ria aproxima\u00e7\u00e3o teof\u00e2nica centrada no essencial, e o essencial \u00e9 sempre pessoal, que \u00e9 a passagem boa e bela de Deus (\u00caxodo 34,6a), exposi\u00e7\u00e3o de Deus, e a ora\u00e7\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o humana por ela provocada (\u00caxodo 34,8-9), sem os fen\u00f3menos exteriores habituais, como rel\u00e2mpagos, trov\u00f5es, tremores de terra, fogo devorador (cf. \u00caxodo 19,16 e 18), a\u00ed est\u00e1, dentro do caixilho, o quadro central, que abre com a repeti\u00e7\u00e3o do Nome \u00abSenhor, Senhor\u00bb, \u00fanica vez em toda a Escritura, duplica\u00e7\u00e3o certamente com valor enf\u00e1tico, mas tamb\u00e9m lit\u00fargico, orante, adorante. Deus diz-se a Si mesmo como nos diz a n\u00f3s: \u00abMois\u00e9s, Mois\u00e9s\u00bb (\u00caxodo 3,4), \u00abSamuel, Samuel\u00bb (1 Samuel 3,4), \u00abSaulo, Saulo\u00bb (Atos 22,7), com Amor imenso e intenso, orante, comovido, exposto! Convenhamos que, neste tremendo dizer, n\u00e3o conta apenas o facto de Deus se dizer a Si mesmo. Conta tamb\u00e9m, e talvez sobretudo, o modo como Deus se diz a Si mesmo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">11. O Ap\u00f3stolo traz-nos hoje, no final da sua correspond\u00eancia com a comunidade de Corinto (2 Cor\u00edntios 13,11-13), a f\u00f3rmula trinit\u00e1ria com que abrimos a nossa Eucaristia: \u00abA gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo e o amor do Pai e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam com todos v\u00f3s\u00bb. \u00c9, de facto, em clave trinit\u00e1ria que vivemos e rezamos. \u00c9 esta a\u00a0<em>vida eterna<\/em>\u00a0(<em>z\u00f4\u00ea ai\u00f4nios<\/em>) a que, por gra\u00e7a, somos chamados e destinados: viver na gra\u00e7a de Jesus Cristo, no amor do Pai e na comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Am\u00e9m.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex 34,4b-6.8-9; Dn 3; 2 Cor 13,11-13; Jo 3,16-18 1. A ora\u00e7\u00e3o e a b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00abem Nome do Pai e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":920925217,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[70],"class_list":["post-1412925398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412925398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1412925398"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412925398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4294994903,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412925398\/revisions\/4294994903"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/920925217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1412925398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1412925398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1412925398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}