{"id":1537172184,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/9270-v-domingo-da-quaresmaa-vida-dada-em-abundancia"},"modified":"2025-11-07T16:33:36","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:36","slug":"v-domingo-da-quaresmaa-vida-dada-em-abundancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/v-domingo-da-quaresmaa-vida-dada-em-abundancia\/","title":{"rendered":"V Domingo da Quaresma:\u00abA Vida dada em Abund\u00e2ncia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">1. A \u00abcaminhada\u00bb quaresmal aproxima-se da sua meta e do seu verdadeiro ponto de partida: a Cruz Gloriosa onde resplandece para sempre o Rosto do imenso, indiz\u00edvel amor de Deus. Nesta\u00a0<em>altura<\/em>\u00a0do percurso (sup\u00f5e-se que encet\u00e1mos uma\u00a0<em>subida espiritual<\/em>: entenda-se no Esp\u00edrito Santo e com o Esp\u00edrito Santo), batizados e catec\u00famenos devem estar j\u00e1 a ser\u00a0<em>Iluminados<\/em>\u00a0por essa luz, a ponto de se desfazerem das \u00abobras das trevas\u00bb e de abra\u00e7arem as \u00abobras da Luz\u00bb, como verdadeiros disc\u00edpulos que seguem o Mestre at\u00e9 ao fim, que \u00e9 tamb\u00e9m o princ\u00edpio, a Fonte da Vida verdadeira donde jorra o Esp\u00edrito Santo (sempre Atos 2,32-33; Jo\u00e3o 19,30.34; 7,38-39). Os catec\u00famenos t\u00eam neste Domingo V da Quaresma \u2013 Domingo da d\u00e1diva da Ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 os seus terceiros \u00abescrut\u00ednios\u00bb: \u00faltima \u00abchamada\u00bb para a Liberdade antes da Noite Pascal Batismal.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">2. A Ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro (Jo\u00e3o 11,1-45) constitui o sexto dos sete \u00absinais\u00bb do Mist\u00e9rio de Cristo segundo o Evangelho de Jo\u00e3o. Depois das bodas de Can\u00e1 (Jo\u00e3o 2,1-12) (1.\u00ba), da cura do filho do oficial em Cafarnaum (Jo\u00e3o 4,46b-54) (2.\u00ba), da cura do paral\u00edtico na \u00abpiscina prob\u00e1tica\u00bb (Jo\u00e3o 5,1-47) (3.\u00ba), da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es e dos peixes (Jo\u00e3o 6,1-14) (4.\u00ba), da\u00a0<em>Ilumina\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0da cego de nascen\u00e7a (Jo\u00e3o 9,1-41) (5.\u00ba), e antes do S\u00e9timo Grande \u00daltimo Primeiro \u00abSinal\u00bb que \u00e9 a pr\u00f3pria Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, \u00abo Sinal da Santa Cruz\u00bb, decifrado pelo Esp\u00edrito Santo, com que todos fomos (somos) marcados para sempre (Ef\u00e9sios 1,13; 4,30).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">3. Em boa verdade, o epis\u00f3dio da morte \/ ressurrei\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro remete de forma clara para a Morte \/ Ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor. O tempo que marca a narrativa n\u00e3o \u00e9 o tempo de L\u00e1zaro (da sua doen\u00e7a, da sua morte, do seu sepultamento), mas \u00e9 o tempo (a hora) de Jesus, o Filho de Deus, Aquele-que-Vem sempre, passageiro total, pascal. Por isso, quando recebe a not\u00edcia da doen\u00e7a do amigo, Jesus deixa passar propositadamente dois dias (Jo\u00e3o 11,6), e \u00e9\u00a0<em>ao terceiro dia<\/em>\u00a0que se encaminha para a Judeia (Jo\u00e3o 11,7), e \u00e9\u00a0<em>ao terceiro dia<\/em>\u00a0que chama L\u00e1zaro da morte (Jo\u00e3o 11,43). Pouco importa que para L\u00e1zaro seja j\u00e1 o quarto dia! (Jo\u00e3o 11,17 e 39). Verdadeiramente importante \u00e9 a hora-que-vem (!), agora, em que os mortos ouvir\u00e3o a voz do Filho de Deus (Jo\u00e3o 5,25 e 28), Aquele-que-d\u00e1-a-vida (Jo\u00e3o 5,21; 1 Cor\u00edntios 15,45), esplendoroso Rio de Luz e de Sentido a inundar a terra inteira, enchendo-a de Vida e de Sa\u00fade (Ezequiel 47,1-12; Apocalipse 22,1-2). Verdadeiramente importante \u00e9 este\u00a0<em>terceiro dia<\/em>\u00a0em que o Filho de Deus \u00e9 glorificado (Jo\u00e3o 11,4), e suscita a f\u00e9 de todos os intervenientes na cena: dos disc\u00edpulos (Jo\u00e3o 11,15), de Marta (Jo\u00e3o 11,27), de Maria (Jo\u00e3o 11,29.32), da multid\u00e3o (Jo\u00e3o 11,42), de muitos judeus (Jo\u00e3o 11,45).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">4. Marta permanece ligada \u00e0 corrente de uma teologia tradicional: \u00abEu sei (<em>o\u00ecda<\/em>) que ressuscitar\u00e1 na ressurrei\u00e7\u00e3o no \u00faltimo dia\u00bb (Jo\u00e3o 11,24), e n\u00e3o deixa entrar em si a torrente da novidade enunciada por Jesus, que \u00e9 Jesus: \u00abEu Sou (<em>eg\u00f4 eimi<\/em>) a ressurrei\u00e7\u00e3o e a vida\u00bb (Jo\u00e3o 11,25). E, quando Jesus d\u00e1 ordens para\u00a0<em>retirar<\/em>\u00a0(<em>\u00e1rate<\/em>: imperativo aor. de\u00a0<em>a\u00edr\u00f4<\/em>) a pedra (Jo\u00e3o 11,39), Marta avan\u00e7a logo a inutilidade, mesmo o desconforto, o mau cheiro, de uma tal a\u00e7\u00e3o, dado que j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o quatro dias desde que L\u00e1zaro morreu (Jo\u00e3o 11,39). O certo \u00e9 que, por ordem de Jesus, m\u00e3os humanas\u00a0<em>retiraram<\/em>\u00a0(<em>\u00earan<\/em>: aoristo de\u00a0<em>a\u00edr\u00f4<\/em>) a pedra (Jo\u00e3o 11,41), e, mediante nova ordem de Jesus, L\u00e1zaro sai para fora ligado com as faixas e o rosto envolto num sud\u00e1rio (Jo\u00e3o 11,44). \u00c9 preciso ainda uma nova ordem de Jesus, para que L\u00e1zaro seja libertado das faixas que o prendem na morte e do sud\u00e1rio da morte que lhe tapa o rosto (Jo\u00e3o 11,44).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">5. Como tudo isto aponta, em contraponto, para a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Aqui, no caso de L\u00e1zaro, a pedra \u00e9 mandada\u00a0<em>retirar<\/em>\u00a0(<em>\u00e1rate<\/em>) e \u00e9 por m\u00e3os humanas por algum tempo\u00a0<em>retirada<\/em>\u00a0(<em>\u00earan<\/em>). O verbo\u00a0<em>a\u00edr\u00f4<\/em>\u00a0[= retirar] aparece nos dois casos na forma ativa e no tempo aoristo, que traduz uma a\u00e7\u00e3o no tempo. Entenda-se: por m\u00e3os humanas e por algum tempo. Mas, para o leitor competente, esta a\u00e7\u00e3o remete j\u00e1 para o cen\u00e1rio da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. E quando se tratar do t\u00famulo de Jesus, o leitor competente n\u00e3o pode deixar de notar que a pedra se apresenta\u00a0<em>retirada<\/em>\u00a0(<em>\u00earm\u00e9non<\/em>: part. perf. passivo), na forma passiva e no tempo perfeito (Jo\u00e3o 20,1). Entenda-se: por Deus e para sempre! \u00c9 o inef\u00e1vel que se abre diante dos nossos olhos! E tamb\u00e9m as faixas n\u00e3o prendem, e o sud\u00e1rio n\u00e3o encobre! As faixas est\u00e3o no ch\u00e3o, e o sud\u00e1rio cuidadosamente enrolado em um lugar (Jo\u00e3o 20,6-7). Tudo est\u00e1 feito, e bem feito. Nenhuma a\u00e7\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, como o foi em Jo\u00e3o 11,44).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">6. Significativamente estes disc\u00edpulos de Jesus ficam confusos com o sono-morte de L\u00e1zaro (Jo\u00e3o 11,11-13) \u2013 a morte confunde-nos a todos (!) \u2013 mas compreendem perfeitamente que a ida de Jesus para a Judeia \u00e9 a sua entrega \u00e0 Morte (Jo\u00e3o 11,8), e vislumbram at\u00e9 o significado Batismal dessa Morte, uma vez que manifestam o desejo de morrer com Ele (Jo\u00e3o 11,16), isto \u00e9, querem\u00a0<em>Viver<\/em>\u00a0aquela\u00a0<em>Morte<\/em>! Como bons catec\u00famenos que seguiram fielmente o Mestre, aprenderam j\u00e1 que a Vida verdadeira brota daquela Morte na qual verdadeiramente somos batizados (Romanos 6,3-4), com-mortos, com-sepultados, com-ressuscitados, com-vivificados, com-sentados na Gl\u00f3ria! (Ef\u00e9sios 2,5-6; Colossenses 2,12-13). Sentada estava Maria (Jo\u00e3o 11,20), figura do disc\u00edpulo (Lucas 10,39); mas quando lhe \u00e9 dito ao ouvido que o Senhor a chama (Jo\u00e3o 11,28), levantou-se (<em>\u00eag\u00e9rth\u00ea<\/em>: verbo t\u00e9cnico da Ressurrei\u00e7\u00e3o: Lucas 24,34; 1 Cor\u00edntios 15,4) de imediato e foi ao seu encontro (Jo\u00e3o 11,29).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">7. Belo, belo, belo este Jesus que vem ao nosso encontro, que sente as nossas dores e chora connosco e tamb\u00e9m por n\u00f3s (notem-se as tr\u00eas men\u00e7\u00f5es do verbo \u00abchorar\u00bb, duas por parte de Maria (cf. 11,31-32, e uma por parte dos judeus (cf. 11,33). O verbo empregado \u00e9, nos tr\u00eas casos,\u00a0<em>kla\u00ed\u00f4<\/em>. No mesmo contexto, \u00e9 dito tamb\u00e9m que Jesus se comove connosco (cf. 11,33) e que tamb\u00e9m chora (cf. 11,35). Ao constatarmos que Jesus chora, f\u00e1cil se torna perceber que Jesus chora connosco, misturando as suas l\u00e1grimas com as nossas nesta situa\u00e7\u00e3o dolorosa. Mas \u00e9 preciso notar ainda que o narrador p\u00f5e Jesus a \u00abchorar\u00bb com um verbo diferente do que usou para n\u00f3s nas tr\u00eas vezes anteriores. Jesus chora com o verbo\u00a0<em>dakr\u00fd\u00f4<\/em>. Com este procedimento, talvez o narrador nos queira dizer que, al\u00e9m de chorar connosco, Jesus tamb\u00e9m chora por n\u00f3s, ao ver a nossa incredulidade. \u00c9 s\u00f3 o 3.\u00ba Dia dele e a voz dele, daquele que nos ama e nos chama sempre, inclusive dos vales onde vamos caindo mortos, que nos salva. Ele \u00e9 a Vida. Ainda hoje, em Bet\u00e2nia, atual\u00a0<em>al-Azariye<\/em>, aldeiazinha situada na colina oriental que desce do monte das Oliveiras, a cerca de tr\u00eas km de Jerusal\u00e9m, se pode visitar, descendo 24 degraus, o t\u00famulo que a tradi\u00e7\u00e3o popular atribui a L\u00e1zaro. Ao lado est\u00e1 a igreja franciscana, dita \u00abda amizade\u00bb, levantada pelo famoso arquiteto Barluzzi, em 1952-1953.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">8. O imenso texto de Ezequiel 37,12-14 \u00e9 uma bel\u00edssima met\u00e1fora plantada no meio da Escritura, uma lampadazinha (2 Pedro 1,19) que aponta j\u00e1 para a Luz nova e grande de Jesus. A met\u00e1fora mostra-nos que os exilados na Babil\u00f3nia s\u00e3o como ossos ressequidos e sem nenhuma esperan\u00e7a. Eles est\u00e3o na morte e na humilha\u00e7\u00e3o. O seu discurso n\u00e3o deixa d\u00favidas: \u00abOs nossos ossos est\u00e3o secos; a nossa esperan\u00e7a est\u00e1 desfeita; para n\u00f3s est\u00e1 tudo acabado\u00bb (Ezequiel 37,11). Mas a Palavra de Deus manda tamb\u00e9m na morte. Apontando para o Novo Testamento, Deus\u00a0<em>chama<\/em>\u00a0os mortos dos seus t\u00famulos, e f\u00e1-los reviver. Jesus que\u00a0<em>passa<\/em>\u00a0no Evangelho de Hoje \u00abgrita com voz forte\u00bb (Jo\u00e3o 11,43), e L\u00e1zaro, morto, saiu do t\u00famulo.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">9. Paulo n\u00e3o se cansa de nos lembrar a vida nova que habita os filhos de Deus (Romanos 8,8-11). \u00abViver em Cristo\u00bb ou \u00abno Esp\u00edrito\u00bb s\u00e3o f\u00f3rmulas batismais intensas que indicam a vida nova do batizado: com o dom da Ilumina\u00e7\u00e3o, marcado pelo Esp\u00edrito at\u00e9 \u00e0 Vida eterna. Mas agora \u00e9 tempo de passar, como Jesus, ao estilo de Jesus, dando um testemunho cred\u00edvel da nossa condi\u00e7\u00e3o nova de filhos de Deus, deixando o fruto do Esp\u00edrito iluminar a nossa vida. E \u00abo fruto do Esp\u00edrito \u00e9 amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansid\u00e3o, autodom\u00ednio\u00bb (G\u00e1latas 5,22-23).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">10. Sim, o Salmo 130 \u00e9 um grito desde o abismo profundo em que jazemos atolados. S\u00e3o apenas 52 palavras hebraicas que atiramos a Deus, Senhor do Amor fiel (<em>hesed<\/em>) da Reden\u00e7\u00e3o (<em>ped\u00fbt<\/em>). Cada orante que grita este Salmo sabe em que grau ou degrau de profundidade est\u00e1. Sim, este \u00e9 um dos 15 Salmos graduais ou das subidas ou das peregrina\u00e7\u00f5es (120-134). \u00c9 uma voz que se levanta e sobe at\u00e9 \u00e0quele Senhor que n\u00e3o desprezou as nossas profundezas, mas at\u00e9 elas desceu, e at\u00e9 elas desce, para nos ajudar a subir!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Concede-nos, Senhor Jesus,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Que neste tempo de dor e desalento,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Nos refugiemos aqui,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Nos ajoelhemos aqui,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ao p\u00e9 da tua Cruz,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00c0 espera de encontrar algum alento.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Daqui, de ao p\u00e9 da tua Cruz de Luz,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Sem d\u00favida o lugar mais alto do mundo,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Mais alto e mais profundo,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">V\u00ea-se bem, com toda a claridade,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Que a lonjura do tempo n\u00e3o \u00e9 horizontal.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Eleva-se em altura.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Como a tua t\u00fanica tecida de Alto-a-baixo,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Vertical,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E sem costura.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Tu vens do Alto, Senhor.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Tu vens de Deus.<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<div class=\"ata-frame-wrapper\" id=\"sf-inline-ad-2\">\n<div class=\"user-feedback\">\n<div class=\"user-feedback__form user-feedback__form_square\">\n<div class=\"user-feedback__copyright\">Tu \u00e9s Deus.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Tu \u00e9s o Justo<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Que chove das alturas<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Sobre a nossa humanidade sedenta e \u00e0s escuras.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Vem, Senhor Jesus,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Alumia e rega a nossa terra dura,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Acaricia o nosso humilde ch\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Limpa as nossas l\u00e1grimas,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E modela com as tuas m\u00e3os de amor<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Em cada um de n\u00f3s<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Um novo cora\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Capaz de ver,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Desde\u00a0<em>al-Azariye<\/em>,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">A alegria do teu terceiro dia<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E a for\u00e7a nova<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Da tua Ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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