{"id":1572566215,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/8505-audiencia-geral-num-mundo-marcado-pelo-mal-o-cristao-reza-para-que-venha-o-teu-reino"},"modified":"2025-11-07T16:34:33","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:33","slug":"audiencia-geral-num-mundo-marcado-pelo-mal-o-cristao-reza-para-que-venha-o-teu-reino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-num-mundo-marcado-pelo-mal-o-cristao-reza-para-que-venha-o-teu-reino\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: Num Mundo \u00abmarcado pelo mal\u00bb o crist\u00e3o reza para que \u00abvenha o Teu Reino\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/audiencia_151028020130.jpg\" \/><\/p>\n<p><p><em>Na nona catequese sobre o \u201cPai Nosso\u201d o Papa Francisco refletiu sobre a express\u00e3o \u201cvenha o Teu Reino\u201d. O Papa considerou que hoje \u201cexistem muitos sinais bons do reio de Deus j\u00e1 na terra\u201d mas que o crist\u00e3o deve continuar a pedir ao Mestre \u201cque venha pois Jesus n\u00e3o faz proselitismo ao anunciar que o Pai nos ama\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a catequese do Papa<\/p>\n<p><strong>Catequese sobre &#8220;Pai Nosso&#8221;: 9. Venha o Teu Reino<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Quando oramos &#8220;Pai Nosso&#8221;, a segunda invoca\u00e7\u00e3o com a qual nos voltamos para Deus \u00e9 \u00abvenha o Teu Reino\u00bb (Mt 6,10). Depois de orar para que o seu nome seja santificado, o crente expressa o desejo de que a vinda do seu Reino seja breve. Este desejo brota, por assim dizer, a partir do cora\u00e7\u00e3o de Cristo, que come\u00e7ou a sua prega\u00e7\u00e3o na Galileia, proclamando: Cumpriu-se o tempo e o reino de Deus est\u00e1 pr\u00f3ximo; convertei-vos e acreditai no Evangelho\u00bb (Mc 1,15). Estas palavras n\u00e3o s\u00e3o uma amea\u00e7a, pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o um an\u00fancio feliz, uma mensagem de alegria. Jesus n\u00e3o quer for\u00e7ar as pessoas a se converterem semeando o temor do julgamento de Deus ou o sentimento de culpa pelo mal cometido. Jesus n\u00e3o faz proselitismo: ele simplesmente anuncia. Pelo contr\u00e1rio, aquilo que Ele traz \u00e9 a Boa Nova da salva\u00e7\u00e3o, e a partir dela chama \u00e0 convers\u00e3o. \u00a0Todos s\u00e3o convidados a acreditar no &#8220;evangelho&#8221;: a excel\u00eancia de Deus tornou-se pr\u00f3ximo dos seus filhos. Este \u00e9 o Evangelho: o senhorio de Deus se tornou pr\u00f3ximo dos seus filhos. E Jesus proclama esta coisa maravilhosa, esta gra\u00e7a: Deus, o Pai, ama-nos, est\u00e1 perto de n\u00f3s e ensina-nos a andar no caminho da santidade.<\/p>\n<p>Os sinais da vinda deste reino s\u00e3o muitos e todos positivos. Jesus come\u00e7a o seu minist\u00e9rio por cuidar dos doentes, tanto em corpo e esp\u00edrito, de quem viveu a exclus\u00e3o social &#8211; por exemplo, os leprosos &#8211; e os pecadores desprezados por todos, mesmo por aqueles que eram mais pecadores do que eles, mas fingiam ser justos. E Jesus, a estes como os apelida? &#8220;Hip\u00f3critas&#8221;. O pr\u00f3prio Jesus mostra estes sinais, sinais do Reino de Deus: \u00abOs cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos s\u00e3o purificados, os surdos ouvem, os mortos s\u00e3o ressuscitados, aos pobres \u00e9 proclamado o Evangelho\u00bb (Mt 11,5) .<\/p>\n<p>&#8220;Venha o teu Reino!&#8221;, repete com insist\u00eancia o crist\u00e3o quando reza o \u201cpai Nosso\u201d. Jesus veio; mas o mundo ainda est\u00e1 marcado pelo pecado, povoado por tantas pessoas que sofrem, pessoas que n\u00e3o est\u00e3o reconciliadas e n\u00e3o perdoam, guerra e tantas formas de explora\u00e7\u00e3o, pensemos no tr\u00e1fico de crian\u00e7as, por exemplo. Todos esses factos s\u00e3o a prova de que a vit\u00f3ria de Cristo ainda n\u00e3o foi totalmente implementada: muitos homens e mulheres ainda vivem com um cora\u00e7\u00e3o fechado. \u00c9 sobretudo nestas situa\u00e7\u00f5es que a segunda invoca\u00e7\u00e3o do &#8220;Pai Nosso&#8221; surge nos l\u00e1bios do crist\u00e3o: &#8220;Venha o teu reino!&#8221;. Que \u00e9 como dizer: &#8220;Pai, precisamos de Ti! Jesus, n\u00f3s precisamos de ti, n\u00f3s precisamos que tu estejas em todo lugar e para sempre Tu sejas o Senhor nomeio de n\u00f3s\u201d. \u201cVenha o teu reino, &#8220;que sejas tu no meio de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes perguntamo-nos: por que \u00e9 que este Reino se realiza lentamente? Jesus ama falar da sua vit\u00f3ria com a linguagem das par\u00e1bolas. Por exemplo, ele diz que o Reino de Deus \u00e9 semelhante a um campo onde crescem juntamente o bom trigo e do joio: o pior erro seria querer agir agora extirpar do mundo aqueles que parecem ervas daninhas. Deus n\u00e3o \u00e9 como n\u00f3s, Deus tem paci\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 com viol\u00eancia que o Reino se estabelece no mundo: o seu estilo de propaga\u00e7\u00e3o \u00e9 a mansid\u00e3o (cf. Mt 13, 24-30).<\/p>\n<p>O Reino de Deus \u00e9 certamente uma grande for\u00e7a, a maior que existe, mas n\u00e3o de acordo com os crit\u00e9rios do mundo; \u00c9 por isso que nunca parece ter maioria absoluta. \u00c9 como o fermento que \u00e9 amassado na farinha: aparentemente desaparece, mas \u00e9 precisamente isso que fermenta a massa (cf. Mt 13,33). Ou \u00e9 como uma semente de mostarda, t\u00e3o pequena, quase invis\u00edvel, mas que carrega a for\u00e7a explosiva da natureza, e uma vez brotada torna-se a maior de todas as \u00e1rvores do pomar (cf. Mt 13,31-32).<\/p>\n<p>Este &#8220;destino&#8221; do Reino de Deus, pode intuir-se no enredo da vida de Jesus: Ele tamb\u00e9m foi para os seus contempor\u00e2neos um sinal fr\u00e1gil, um acontecimento quase desconhecido para os historiadores oficiais do tempo. Um \u00abgr\u00e3o de trigo\u00bb como se definiu a Si mesmo, que morre na terra, mas s\u00f3 assim pode &#8220;dar muito fruto&#8221; (cf. Jo 12,24). O s\u00edmbolo da semente \u00e9 eloquente: um dia o agricultor coloca-o no solo (um gesto que se parece com o de um enterro), e em seguida, \u00abvela, de dia e de noite, e a semente germina e cresce. Como ele mesmo n\u00e3o sabe\u00bb (Mc 4,27). Uma semente que brota \u00e9 mais obra de Deus do que o homem que a semeou (cf. Mc 4,27). Deus precede-nos sempre, Deus surpreende sempre. Gra\u00e7as a ele depois da noite da Sexta-feira Santa, a aurora da ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de iluminar de esperan\u00e7a o mundo inteiro.<\/p>\n<p>&#8220;Venha o teu Reino!&#8221; N\u00f3s semeamos esta palavra no meio dos nossos pecados e fracassos. Demo-la \u00e0s pessoas derrotadas da vida, que provaram mais o odio do que o amor, \u00e0queles que viveram dias in\u00fateis sem entender o porqu\u00ea. Ofere\u00e7amo-la \u00e0queles que lutaram pela justi\u00e7a, a todos os m\u00e1rtires da hist\u00f3ria, que conclu\u00edram que lutaram para nada e que neste mundo, cada vez mais, domina o mal. Escutaremos agora a ora\u00e7\u00e3o do \u201cPai Nosso\u201d responder. Repetir\u00e1, pela en\u00e9sima vez, aquelas palavras de esperan\u00e7a, as mesmas que o Esp\u00edrito colocou como selo de todas as Sagradas Escrituras: &#8220;Sim, eu venho em breve!&#8221;: Esta \u00e9 a resposta do Senhor. &#8220;Estou chego em breve&#8221;. Am\u00e9m. E a Igreja do Senhor responde: &#8220;Vem, Senhor Jesus&#8221; (v. Ap 2,20). &#8220;Venha o Teu Reino&#8221; \u00e9 como dizer &#8220;Vem, Senhor Jesus&#8221;. E Jesus diz: &#8220;Eu venho em breve&#8221;. E Jesus vem, a seu modo, mas todos os dias. N\u00f3s confiamos nisso. E quando rezamos o &#8220;Pai Nosso&#8221; digamos sempre: &#8220;Venha o teu reino&#8221;, para sentir no cora\u00e7\u00e3o: &#8220;Sim, sim, eu venho e venho em breve&#8221;. Obrigado!<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do original em italiano<\/p>\n<p>06.03.2019<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na nona catequese sobre o \u201cPai Nosso\u201d o Papa Francisco refletiu sobre a express\u00e3o \u201cvenha o Teu Reino\u201d. 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