{"id":162266302,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/9508-audiencia-geral-rezar-e-o-misterio-mais-intimo-um-deus-amor-cvideo"},"modified":"2025-11-07T16:34:37","modified_gmt":"2025-11-07T16:34:37","slug":"audiencia-geral-rezar-e-o-misterio-mais-intimo-um-deus-amor-cvideo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/audiencia-geral-rezar-e-o-misterio-mais-intimo-um-deus-amor-cvideo\/","title":{"rendered":"Audi\u00eancia-geral: \u00abRezar \u00e9 o mist\u00e9rio mais \u00edntimo. Um Deus Amor\u00bb (C\\v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_audiencia_sala_200325085606-1.jpeg\" \/><\/p>\n<p><h3><em>Francisco voltou ao tema da ora\u00e7\u00e3o e explicou o sentido da &#8220;ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3&#8221; afirmando que &#8220;Deus \u00f3 conhece o amor&#8221;.<\/em><\/h3>\n<p>Leia, na \u00edntegra, e em portugu\u00eas, a catequese do papa Francisco<\/p>\n<p><strong>Catequese: 2. A ora\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>Damos hoje o segundo passo no caminho das catequeses sobre a ora\u00e7\u00e3o, iniciado na semana passada.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o pertence a todos: aos homens de todas as religi\u00f5es, e provavelmente tamb\u00e9m \u00e0queles que n\u00e3o professam nenhuma. A ora\u00e7\u00e3o surge no segredo de n\u00f3s mesmos, naquele lugar interior que os autores espirituais costumam chamar de &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221; (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 2562-2563). Rezar, portanto, em n\u00f3s n\u00e3o \u00e9 algo perif\u00e9rico, n\u00e3o \u00e9 uma faculdade secund\u00e1ria e marginal nossa, mas \u00e9 o mist\u00e9rio mais \u00edntimo de n\u00f3s mesmos. \u00c9 esse mist\u00e9rio que reza. As emo\u00e7\u00f5es oram, mas n\u00e3o se pode dizer que a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas emo\u00e7\u00e3o. A intelig\u00eancia reza, mas orar n\u00e3o \u00e9 apenas um ato intelectual. O corpo ora, mas \u00e9 poss\u00edvel falar com Deus mesmo na mais grave invalidez. \u00c9, portanto, todo o homem que reza, se reza o seu &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 um impulso, \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m de n\u00f3s mesmos: algo que nasce nas profundezas da nossa pessoa e se estende, porque sente a nostalgia de um encontro. Essa nostalgia que \u00e9 mais que uma necessidade, mais que uma necessidade: \u00e9 uma estrada. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a voz de um &#8220;eu&#8221; tateando, tateando, procurando um &#8220;Tu&#8221;. A reuni\u00e3o entre o &#8220;eu&#8221; e o &#8220;Tu&#8221; n\u00e3o pode ser feita com calculadoras: \u00e9 um encontro humano e, muitas vezes, tenta-se o &#8220;Tu&#8221; que meu &#8220;eu&#8221; procura.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o, de contr\u00e1rio, surge de uma revela\u00e7\u00e3o: o &#8220;Tu&#8221; n\u00e3o est\u00e1 envolto em mist\u00e9rio, mas entrou num relacionamento connosco. O cristianismo \u00e9 a religi\u00e3o que celebra continuamente a &#8220;manifesta\u00e7\u00e3o&#8221; de Deus, isto \u00e9, a sua epifania. As primeiras festas do ano lit\u00fargico s\u00e3o a celebra\u00e7\u00e3o deste Deus que n\u00e3o permanece oculto, mas que oferece a sua amizade aos homens. Deus revela a sua gl\u00f3ria na pobreza de Bel\u00e9m, na contempla\u00e7\u00e3o dos Reis Magos, no batismo no Jord\u00e3o, no prod\u00edgio das bodas de Can\u00e1. O evangelho de Jo\u00e3o termina com uma declara\u00e7\u00e3o concisa o grande hino do pr\u00f3logo: \u00abNingu\u00e9m nunca viu a Deus: \u00e9 o Filho unig\u00e9nito que est\u00e1 no seio do Pai, que O revelou\u00bb (1,18). Foi Jesus quem revelou Deus para n\u00f3s.<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o entra num relacionamento com Deus com o rosto mais terno, que n\u00e3o quer incutir nenhum medo nos homens. Essa \u00e9 a primeira caracter\u00edstica da ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Se os homens estiveram sempre acostumados se aproximar de Deus um pouco intimidados, um pouco assustados com esse mist\u00e9rio fascinante e terr\u00edvel, se se acostumaram a vener\u00e1-lo com uma atitude servil, semelhante \u00e0 de algu\u00e9m que n\u00e3o procura desrespeitar o seu senhor, os crist\u00e3os recorrem ao seu senhor, ousando cham\u00e1-lo com confian\u00e7a pelo nome de &#8220;Pai&#8221;. De facto, at\u00e9 mesmo Jesus usa uma outra palavra: &#8220;pap\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>O cristianismo baniu qualquer relacionamento &#8220;feudal&#8221; do v\u00ednculo com Deus. Na heran\u00e7a da nossa f\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 express\u00f5es como &#8220;sujei\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;escravid\u00e3o&#8221; ou &#8220;vassalagem&#8221;; mas palavras como &#8220;alian\u00e7a&#8221;, &#8220;amizade&#8221;, &#8220;promessa&#8221;, &#8220;comunh\u00e3o&#8221;, &#8220;proximidade&#8221;. No seu longo discurso de despedida aos disc\u00edpulos, Jesus afirma: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o vos chamo servos, porque o servo n\u00e3o sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai. \u00abN\u00e3o fostes v\u00f3s que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi e vos designei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permane\u00e7a; para que aquilo que pedirdes ao Pai no meu nome, Ele vos d\u00ea\u00bb. (Jo 15, 15-16)<a href=\"#_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a>. Mas este \u00e9 um cheque em branco: \u00abtudo o que pedirdes ao Pai no meu nome, Ele vos d\u00ea!\u00bb.<\/p>\n<p>Deus \u00e9 o amigo, o aliado, o noivo. Na ora\u00e7\u00e3o, pode estabelecer-se com Ele uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, e isto \u00e9 t\u00e3o verdade que no \u2018Pai Nosso\u2019 Jesus ensina-nos a fazer uma s\u00e9rie de pedidos. Podemos pedir a Deus por tudo, tudo; esclarecer tudo, e contar tudo. N\u00e3o importa se sentimos que falhamos na rela\u00e7\u00e3o com Deus: n\u00e3o somos bons amigos, n\u00e3o somos filhos agradecidos, n\u00e3o somos c\u00f4njuges fi\u00e9is. Ele continua a amar-nos. \u00c9 o que Jesus demonstra definitivamente na \u00daltima Ceia, quando diz: \u00abEste c\u00e1lice \u00e9 a nova alian\u00e7a no meu sangue, que \u00e9 derramada por v\u00f3s\u00bb (Lc 22,20). Neste gesto, Jesus antecipa o mist\u00e9rio da cruz no cen\u00e1culo. Deus \u00e9 um aliado fiel: se os homens deixam de amar, ele continua a am\u00e1-los, mesmo que o amor o leve ao Calv\u00e1rio. Deus est\u00e1 sempre perto da porta do nosso cora\u00e7\u00e3o e espera que a abramos. E \u00e0s vezes bate ao cora\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 intrusivo: espera. A paci\u00eancia de Deus connosco \u00e9 a paci\u00eancia de um pai, de algu\u00e9m que nos ama tanto. Eu diria que \u00e9 a paci\u00eancia de um pai e de uma m\u00e3e em conjunto. Sempre perto do nosso cora\u00e7\u00e3o, e quando ele bate, ele f\u00e1-lo com ternura e com muito amor.<\/p>\n<p>Tentemos todos rezar assim, entrando no mist\u00e9rio da Alian\u00e7a. Colocar-nos em ora\u00e7\u00e3o nos bra\u00e7os misericordiosos de Deus, sentirmo-nos envolvidos neste mist\u00e9rio de felicidade que \u00e9 a vida trinit\u00e1ria, sentirmo-nos como convidados que n\u00e3o mereciam tanta honra. E repetindo a Deus, na surpresa da ora\u00e7\u00e3o: \u00e9 poss\u00edvel que Eu apenas conhe\u00e7a s\u00f3 amor? Ele n\u00e3o conhece o \u00f3dio. Ele \u00e9 odiado, mas n\u00e3o conhece o \u00f3dio. Ele s\u00f3 conhece o amor. Este \u00e9 o Deus a quem oramos. Este \u00e9 o n\u00facleo incandescente de toda ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3. O Deus do amor, nosso Pai, que nos espera e nos acompanha.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o Educris a partir do <a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/it\/audiences\/2020\/documents\/papa-francesco_20200513_udienza-generale.html\" target=\"_blank\">original em italiano<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a> Tradu\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa \u00ab<a href=\"https:\/\/www.educris.com\/v3\/edicoes-snec\/8603-publicacoes-nova-traducao-da-biblia-disponivel-para-venda\">Evangelhos e Salmos<\/a>\u00bb<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco voltou ao tema da ora\u00e7\u00e3o e explicou o sentido da &#8220;ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3&#8221; afirmando que &#8220;Deus \u00f3 conhece o amor&#8221;. 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