{"id":1665790258,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/9589-solenidade-de-pentecostes-o-espirito-santo-em-nos"},"modified":"2025-11-07T16:33:39","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:39","slug":"solenidade-de-pentecostes-o-espirito-santo-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/solenidade-de-pentecostes-o-espirito-santo-em-nos\/","title":{"rendered":"Solenidade de Pentecostes: \u00abO Esp\u00edrito Santo e(m) N\u00f3s\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\"\/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">1. O Evangelho da Solenidade deste Dia Grande de Pentecostes (Jo\u00e3o 20,19-23) mostra-nos os disc\u00edpulos de Jesus fechados num certo lugar, por medo dos judeus. O Ressuscitado, vida nova e modo novo de estar presente, que nada nem ningu\u00e9m pode reter ou impedir, nem as portas fechadas daquele lugar fechado, Vem e fica de p\u00e9 no MEIO deles, o lugar da Presid\u00eancia, e por duas vezes os sa\u00fada: \u00abA paz convosco!\u00bb. Mostra-lhes, n\u00e3o o rosto, mas as m\u00e3os e o lado, bilhete de identidade de Jesus, sinais que identificam o Ressuscitado com o Crucificado, Vida dada por amor, para sempre e para todos, e vincula os seus disc\u00edpulos \u00e0 sua miss\u00e3o de dar a vida por amor: \u00ab<em>Como<\/em>\u00a0o Pai me enviou (<em>ap\u00e9stalken<\/em>: perf. de\u00a0<em>apost\u00e9ll\u00f4<\/em>), tamb\u00e9m Eu vos mando ir (<em>p\u00e9mp\u00f4<\/em>: tempo presente)\u00bb. O envio d\u2019Ele est\u00e1 no tempo perfeito (\u00e9 para sempre): a sua miss\u00e3o come\u00e7ou e continua. N\u00e3o terminou nem termina. Ele continua em miss\u00e3o. A nossa miss\u00e3o est\u00e1 no presente. O presente da nossa miss\u00e3o aparece, portanto, vinculado e agrafado \u00e0 miss\u00e3o de Jesus, e n\u00e3o faz sentido sem ela e sem Ele. N\u00f3s implicados e imbricados n\u2019Ele e na miss\u00e3o d\u2019Ele, sabendo n\u00f3s que Ele est\u00e1 connosco todos os dias (cf. Mateus 28,20). \u00ab<em>Como<\/em>\u00a0o Pai me enviou,\u00a0<em>tamb\u00e9m<\/em>\u00a0Eu vos mando ir\u00bb. Este\u00a0<em>como<\/em>\u00a0define o estilo da nossa miss\u00e3o de acordo com o estilo e a miss\u00e3o de Jesus. \u00c9-nos dito ainda que os disc\u00edpulos ficaram cheios de alegria (o medo foi dissipado) ao verem (<em>id\u00f3ntes<\/em>: part. aor<sup>2\u00a0<\/sup>de\u00a0<em>hor\u00e1\u00f4<\/em>) o Senhor. Tal como o Outro Disc\u00edpulo (Jo\u00e3o 20,8), tamb\u00e9m eles veem com um olhar hist\u00f3rico e a renovar todos os dias (tempo aoristo) a identidade do Senhor. O sopro de Jesus sobre eles \u00e9 o sopro criador (<em>emphys\u00e1\u00f4<\/em>), com o Esp\u00edrito, para a miss\u00e3o fr\u00e1gil-forte do Perd\u00e3o, Jubileu Divino do Esp\u00edrito. Este sopro, este vento, este alento, s\u00f3 aparece neste lugar em todo o Novo Testamento! Mas n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil construir uma bela ponte para G\u00e9nesis 2,7, para o sopro ou alento (<em>naphah<\/em>\u00a0TM \/\u00a0<em>emphys\u00e1\u00f4<\/em>\u00a0LXX) criador de Deus no rosto do homem.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">2. O texto luminoso do Livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos 2,1-11, que enche o dia de hoje, merece ser estendido diante de n\u00f3s e por n\u00f3s bem entendido. Ei-lo:<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00abAo ser completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. E\u00a0<em>veio<\/em>\u00a0de improviso, do c\u00e9u, um\u00a0<em>ru\u00eddo<\/em>\u00a0como de uma\u00a0<em>ventania impetuosa<\/em>, que encheu toda a\u00a0<em>CASA<\/em>\u00a0onde estavam sentados. Fizeram-se ver a eles\u00a0<em>l\u00ednguas<\/em>\u00a0como de\u00a0<em>fogo<\/em>, que se dividiram, e\u00a0<em>sentou-se<\/em>\u00a0uma sobre cada um deles. E todos ficaram cheios do Esp\u00edrito Santo e\u00a0<em>come\u00e7aram a falar<\/em>\u00a0outras l\u00ednguas,\u00a0<em>como<\/em>\u00a0o Esp\u00edrito\u00a0<em>dava<\/em>\u00a0a eles de se exprimir.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Estavam ent\u00e3o em\u00a0<em>JERUSAL\u00c9M<\/em>\u00a0judeus residentes, homens piedosos, vindos de todas as na\u00e7\u00f5es que h\u00e1 debaixo do c\u00e9u. Tendo\u00a0<em>vindo<\/em>, ent\u00e3o,\u00a0<em>este som<\/em>, convergiu a multid\u00e3o e ficou perplexa, porque ouviam, cada um na pr\u00f3pria l\u00edngua, aqueles que falavam. Estavam fora de si e maravilhavam-se, dizendo: \u201cN\u00e3o s\u00e3o galileus todos estes que est\u00e3o a falar? E como \u00e9, ent\u00e3o, que n\u00f3s ouvimos, cada um na nossa pr\u00f3pria\u00a0<em>l\u00edngua em que nascemos<\/em>? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopot\u00e2mia, da Judeia e da Capad\u00f3cia, do Ponto e da \u00c1sia, da Fr\u00edgia e da Panf\u00edlia, do Egito e das regi\u00f5es da L\u00edbia vizinhas de Cirene, romanos residentes, tanto judeus como pros\u00e9litos, cretenses e \u00e1rabes, ouvimo-los falar nas nossas l\u00ednguas as maravilhas de Deus!\u201d\u00bb.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">3. \u00c9 f\u00e1cil de ver que o texto se articula em duas vagas sucessivas: a primeira agrupa os v. 1-4, e a segunda os v. 5-11. Um \u00fanico lugar no tempo, um \u00fanico dia, o 50.\u00ba da P\u00e1scoa, marca as duas vagas, mas s\u00e3o dois os lugares no espa\u00e7o que ocupam: a CASA, a sala alta do Cen\u00e1culo (v. 1-4), e a CIDADE aberta ao mundo (v. 5-12), que empresta \u00e0 cena uma resson\u00e2ncia mundial. As duas vagas est\u00e3o marcadas, logo a abrir (v. 2 e 6), pelo verbo grego\u00a0<em>g\u00ednomai<\/em>, que \u00e9 o verbo t\u00edpico de um acontecimento que n\u00e3o podemos deduzir nem produzir, mas apenas constatar e descrever. Exatamente o contr\u00e1rio de uma doutrina, que se situa na esfera da demonstra\u00e7\u00e3o e dedu\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 o acontecimento? O vento forte e o fogo que, vindos do c\u00e9u, caem de improviso sobre todos os que est\u00e3o sentados na casa, irrompendo depois para as pra\u00e7as e ruas da cidade.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">4. L\u00e1 estamos n\u00f3s, como se v\u00ea e era h\u00e1bito, todos reunidos no Cen\u00e1culo. Mas somos logo varridos e recriados pelo vento impetuoso e incontrol\u00e1vel do Esp\u00edrito, que varre as teias de aranha que ainda nos tolhem, e pelo seu fogo que nos purifica. O Esp\u00edrito senta-se (<em>kath\u00edz\u00f4<\/em>) \u2013 bela e significativa express\u00e3o! \u2013 sobre n\u00f3s, novo Mestre que orienta e guia a nossa vida. Senta-se sobre n\u00f3s, mas entra para dentro, e guia a nossa vida desde dentro. Verifica\u00e7\u00e3o: eis-nos a falar outras l\u00ednguas, d\u00e1diva do Esp\u00edrito! Milagre: cessam incompreens\u00f5es, divis\u00f5es, invejas, ci\u00fames, \u00f3dios e indiferen\u00e7as, e nasce um mundo novo de comunh\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o plenas, pois todos nos entendemos t\u00e3o bem como se se tratasse da nossa l\u00edngua materna, que n\u00e3o \u00e9 o portugu\u00eas ou o franc\u00eas ou o ingl\u00eas ou o chin\u00eas, mas aquele perfeito entendimento que existe entre n\u00f3s e a nossa m\u00e3e, quando somos beb\u00e9s, do tempo da palavra antes das palavras, divina e humana lala\u00e7\u00e3o, que passa por sons e intui\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o precisam de gram\u00e1tica nem sintaxe nem dicion\u00e1rio. Chame-se-lhe confian\u00e7a, intimidade, ternura, amor. Imp\u00f5e-se, nesta bela comunidade, uma atitude de vigil\u00e2ncia permanente, pois ser\u00e1 sempre grande a tenta\u00e7\u00e3o de querer levar o Esp\u00edrito \u00e0 letra! E a\u00ed est\u00e1 a advert\u00eancia vinda dos Cor\u00edntios, cujo falar em l\u00ednguas ningu\u00e9m entende (1 Cor\u00edntios 14,2), sendo preciso o recurso a int\u00e9rpretes (1 Cor\u00edntios 14,28). Todos considerar\u00edamos um absurdo a exist\u00eancia de um int\u00e9rprete entre a m\u00e3e e o seu beb\u00e9 para traduzir aquela lala\u00e7\u00e3o que os dois t\u00e3o bem entendem!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">5. \u00c9 esta divina lala\u00e7\u00e3o (<em>al\u00e1l\u00eatos<\/em>) (Romanos 8,26) \u2013 \u00fanica vez no Novo Testamento \u2013, do Esp\u00edrito que nos ensina a compreender que \u00abJesus \u00e9 Senhor\u00bb (1 Cor\u00edntios 12,3) e que Deus \u00e9 Pai (<em>?<\/em><em>Abba<\/em><em>?<\/em>) (G\u00e1latas 4,6; Romanos 8,15). Anote-se tamb\u00e9m a importante afirma\u00e7\u00e3o de que \u00aba cada um \u00e9 dada a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito para proveito comum\u00bb (1 Cor\u00edntios 12,7) e \u00abn\u00e3o para proveito pr\u00f3prio\u00bb (1 Cor\u00edntios 10,33), sendo que o que define o proveito comum \u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de si mesmo, mas dos outros (1 Cor\u00edntios 10,23-24).<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-1\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">6. A tradi\u00e7\u00e3o situa no Cen\u00e1culo as duas cenas acima descritas. \u00c9 a sala da Ceia Primeira (Lucas 22,12), do \u00faltimo ser\u00e3o de Jesus com os seus disc\u00edpulos, da Apari\u00e7\u00e3o do Senhor aos seus Ap\u00f3stolos (Lucas 24,36), da elei\u00e7\u00e3o de Matias (Atos 1,26), da descida do Esp\u00edrito Santo no Pentecostes, enfim, o primeiro lugar de encontro da primeira comunidade crist\u00e3 reunida em ora\u00e7\u00e3o com Maria (Atos 1,13-14), a primeira sede da Igreja nascente, a m\u00e3e de todas as Igrejas, a primeira\u00a0<em>domus-ecclesia<\/em>\u00a0[\u00abcasa-igreja\u00bb] do mundo, situada uns duzentos metros a sul da muralha de Jerusal\u00e9m, em local muito pr\u00f3ximo da Porta de Si\u00e3o. O atual edif\u00edcio remonta ao trabalho dos Padres Franciscanos no s\u00e9culo XIV, e sucedeu a outras constru\u00e7\u00f5es sucessivamente edificadas e destru\u00eddas, desde a bas\u00edlica de Santa Si\u00e3o [<em>Hag\u00eda Sion<\/em>], do s\u00e9culo IV. Sintomaticamente, por se encontrar no quarteir\u00e3o sul de Jerusal\u00e9m, o primitivo Cen\u00e1culo resistiu \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o romana da guerra de 70, pois os romanos atacaram e destru\u00edram a cidade a partir da parte norte, mais facilmente expugn\u00e1vel.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">7. Associada \u00e0s cenas acima identificadas, a sala superior do Cen\u00e1culo [15,30 metros por 9,40 metros] assemelha-se ao Sinai com os fen\u00f3menos ent\u00e3o l\u00e1 registados. Veja-se, a prop\u00f3sito, a bela descri\u00e7\u00e3o que deles faz F\u00edlon de Alexandria (\u00b1 20 a.C.-50 d.C.): \u00abDeus n\u00e3o tinha boca ou l\u00edngua, mas, com um prod\u00edgio, fez que um rombo se produzisse no ar, que um sopro se articulasse em palavras pondo o ar em movimento. Este transformou-se em fogo que tinha forma de chamas [\u2026], e uma voz ressoava do meio no fogo e descia do c\u00e9u, e esta voz articulava-se no idioma pr\u00f3prio dos ouvintes\u00bb. Mas tamb\u00e9m Babel \u00e9 evocada em contraponto: em G\u00e9nesis 11,7, \u00abningu\u00e9m compreendia mais a l\u00edngua do seu pr\u00f3ximo\u00bb, mas em Atos 2,6, \u00abcada um compreendia na sua pr\u00f3pria l\u00edngua materna\u00bb.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">8. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 tamb\u00e9m enviado em miss\u00e3o. E \u00e9 Aquele que recebe o que \u00e9 do Filho (Jo\u00e3o 16,14 e 15), e que o Filho recebeu do Pai. O Filho \u00e9 a transpar\u00eancia do Pai. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 a transpar\u00eancia do Filho. O ensinamento do Esp\u00edrito Santo \u00e9 o mesmo que Jesus fez e que recebeu do Pai, mas vem depois do de Jesus (Jo\u00e3o 14,26), e processa-se, ao contr\u00e1rio do de Jesus, n\u00e3o com palavras sens\u00edveis que tocam os \u00f3rg\u00e3os da audi\u00e7\u00e3o de um p\u00fablico determinado, mas na interioridade da intelig\u00eancia e do cora\u00e7\u00e3o de cada ser humano. Este ensinamento interior do Esp\u00edrito Santo \u00e9 comparado \u00e0 un\u00e7\u00e3o de \u00f3leo (<em>chr\u00edsma<\/em>) que penetra lentamente, como diz o Ap\u00f3stolo: \u00abV\u00f3s recebestes a un\u00e7\u00e3o (<em>chr\u00edsma<\/em>) que vem do Santo e todos sabeis (<em>o\u00eddate<\/em>)\u00bb (1 Jo\u00e3o 2,20); ou ent\u00e3o: \u00aba un\u00e7\u00e3o (<em>chr\u00edsma<\/em>) dele vos ensina (<em>did\u00e1skei<\/em>) acerca de todas as coisas\u00bb (1 Jo\u00e3o 2,27). \u00c9 a un\u00e7\u00e3o que lentamente penetra em n\u00f3s, ocupa o nosso interior, suaviza as nossas asperezas, cura as nossas dores e faz nascer entre n\u00f3s comunidade e comunh\u00e3o. Maravilhoso saber que nos assemelha a Deus, que sabe de n\u00f3s (\u00caxodo 2,25), e nos p\u00f5e em confronto com Caim, que n\u00e3o sabe do seu irm\u00e3o (G\u00e9nesis 4,9), e com Pedro, que n\u00e3o sabe de Jesus (Mateus 26,70.72.74).<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-2\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">9. Ensinamento novo. N\u00e3o exterior, com sons e palavras, mas diretamente nas pregas da intelig\u00eancia e do cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que a linguagem nova do Esp\u00edrito afeta ao mesmo tempo o portugu\u00eas e o chin\u00eas, o ingl\u00eas e o russo, o cat\u00f3lico, o mu\u00e7ulmano e o hebreu. \u00c9 como quando, em vez de se porem a falar cada um a sua l\u00edngua incompreens\u00edvel para o outro, o portugu\u00eas e o chin\u00eas entregassem uma flor um ao outro! \u00c9 assim que fala o Esp\u00edrito, \u00e9 assim que age o Esp\u00edrito, Pessoa-Dom, fonte de dons (1 Cor\u00edntios 12,3-13).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">10. O Salmo 104 p\u00f5e-nos a contemplar hoje as obras maravilhosas de Deus, cheias do seu alento, que s\u00e3o a alegria de Deus (Salmo 104,31), e a alegria de Deus \u00e9 a nossa alegria (Salmo 104,34). De notar que a tem\u00e1tica de Deus que se alegra \u00e9 muito rara na Escritura. Aparece hoje no meio deste mundo novo e maravilhoso. Tema, portanto, para recuperar, pois \u00e9 tamb\u00e9m a fonte da nossa alegria!<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">11. N\u00f3s somos do tempo da miss\u00e3o do Esp\u00edrito. Note-se a fort\u00edssima vincula\u00e7\u00e3o: \u00abO Esp\u00edrito Santo e n\u00f3s\u00bb (Atos 15,28).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">12. Deus habitando em n\u00f3s (Jo\u00e3o 14,24). Deus connosco (Apocalipse 21). Cidade nova, Consola\u00e7\u00e3o nova, B\u00ean\u00e7\u00e3o nova, Paz nova, n\u00e3o com a medida do mundo, mas de Deus (Jo\u00e3o 14,27; Salmo 67).<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">O medo n\u00e3o habita a nossa casa.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">O medo transforma a nossa casa em fortaleza,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Tranca portas e janelas,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Esconde-se debaixo da mesa.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Mas vem Jesus e senta-nos \u00e0 mesa.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Come\u00e7a a contar hist\u00f3rias e estrelas,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Leva-nos at\u00e9 ao colo de Abra\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">At\u00e9 \u00e0 Cria\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Sopra sobre n\u00f3s um vento novo,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Rasga uma estrada direitinha ao cora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Chama-se Perd\u00e3o, Esp\u00edrito, Amor, Nova Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"inline-ad-slot\" data-adtags-visited=\"true\" data-adtags-width=\"450\" id=\"inline-ad-3\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Varrido para o canto da casa pelo vento,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Rapidamente todo o medo arde.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ardem tamb\u00e9m bolsas, portas e paredes,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E surge um lume novo a arder dentro de n\u00f3s,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Mas esse n\u00e3o nos queima nem o podemos apagar.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Estamos l\u00e1 tantos \u00e0 roda desse vento, desse fogo,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Com esse vento, com esse fogo dentro,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Portugueses, russos, gregos e chineses,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Come\u00e7amos a falar e t\u00e3o bem nos entendemos,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Que custa a crer que tenhamos passaportes diferentes.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E afinal n\u00e3o temos.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Vendo melhor, maternais m\u00e3os invis\u00edveis nos embalam,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Nos sustentam.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Sentimos que estamos a nascer de novo,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Percebemos que somos irm\u00e3os,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Filhos renascidos deste vento, deste lume.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">E n\u00e3o \u00e9 verdade que falamos,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Mas que algu\u00e9m dentro de n\u00f3s fala por n\u00f3s,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Chama por Deus,<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Como um menino pelo Pai.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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