{"id":16793149,"date":"2013-11-01T00:00:00","date_gmt":"2013-11-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/328-liturgia\/12295-domingo-xii-do-tempo-comum-portanto-nao-temais"},"modified":"2025-11-07T16:33:55","modified_gmt":"2025-11-07T16:33:55","slug":"domingo-xii-do-tempo-comum-portanto-nao-temais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/domingo-xii-do-tempo-comum-portanto-nao-temais\/","title":{"rendered":"Domingo XII do Tempo Comum: \u00abPortanto, n\u00e3o temais!\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/antonio_couto_sorriso_160417093031.jpg\" \/><\/p>\n<p><p data-adtags-visited=\"true\">Jr 20,10-13; Sl 69; Rm 5,12-15; Mt 10,26-33<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">1. Continuamos a escutar, neste Domingo XII do Tempo Comum, o Discurso Mission\u00e1rio de Jesus no Evangelho de Mateus, hoje Mateus 10,26-33. Omitiu-se Mateus 10,9-25, em que Jesus fazia aos seus Doze Ap\u00f3stolos um vivo apelo ao despojamento radical: ide sem ouro, nem prata, nem cobre, nem alforge, nem duas t\u00fanicas, nem sand\u00e1lias, nem cajado, nem p\u00e3o; apenas Paz! Ao mesmo tempo, prevenia-os para as persegui\u00e7\u00f5es que viriam de toda a parte. Das autoridades, das povoa\u00e7\u00f5es em geral, dos interesses e ideologias reinantes, dos pr\u00f3prios familiares. Anunciar Jesus tem custos e implica\u00e7\u00f5es e acarreta persegui\u00e7\u00f5es, que podem ir at\u00e9 \u00e0 morte violenta. Mas \u00e9 tamb\u00e9m nos tribunais e perante os governadores e reis deste mundo que \u00e9 preciso dar testemunho de Jesus, anunciando nesses are\u00f3pagos que haver\u00e1 outro julgamento, em que as leis s\u00e3o outras, e que h\u00e1 outro Juiz, outro Rei e outro Reino. Neste contexto, \u00e9 importante ainda que os enviados do Evangelho n\u00e3o se precipitem a expor humanas raz\u00f5es, que nada valem, mas que saibam dar lugar ao \u00abEsp\u00edrito do vosso Pai\u00bb, pois ser\u00e1 Ele que falar\u00e1 em n\u00f3s e em nosso favor (Mateus 10,19-20).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">2. A pequena per\u00edcope de hoje (Mateus 10,26-33) tem naturalmente em conta tudo o que a precede: por um lado, as persegui\u00e7\u00f5es, porventura at\u00e9 \u00e0 morte terrena, at\u00e9 ao mart\u00edrio, que a prega\u00e7\u00e3o do Evangelho acarreta; por outro lado, a plena confian\u00e7a em Deus, nosso Pai, que cuida dos enviados de Jesus, como cuida de n\u00f3s, em todas as circunst\u00e2ncias. Da\u00ed a locu\u00e7\u00e3o \u00abN\u00e3o temais!\u00bb, verbo grego\u00a0<em>phob\u00e9omai<\/em>, que soa no pequeno texto de hoje por tr\u00eas vezes na forma negativa: \u00abN\u00e3o temais\u00bb (<em>m\u00ea phobe\u00eesthe<\/em>) (Mateus 10,26.28a.31), e uma vez na forma positiva: \u00abTemei antes\u2026\u00bb (<em>phobe\u00eesthe d\u00e8 m\u00e2llon<\/em>) (Mateus 10,28b). Compreende-se, no primeiro caso, que se trata de n\u00e3o temer os perseguidores, e a raz\u00e3o \u00e9 que h\u00e1 Algu\u00e9m mais poderoso, que pode mais do que os perseguidores, e que protege sempre os enviados e servidores do Evangelho. Por isso, \u00e9 a esse mais poderoso, que \u00e9 Deus, que se deve temer no sentido positivo: \u00abTemei antes\u2026\u00bb. A espiritualidade b\u00edblica e judaica tinha em grande apre\u00e7o o temor de Deus. O temor \u00e9 devido a Deus. O temor de Deus era e \u00e9 uma refer\u00eancia fundamental da piedade judaica, como o \u00e9 tamb\u00e9m da piedade crist\u00e3. Diz exemplarmente o tratado\u00a0<em>Pirq\u00ea ?Ab\u00f4t<\/em>\u00a0[= \u00abDitos dos Pais\u00bb], da\u00a0<em>Misnah<\/em>\u00a0Judaica: \u00abTende sempre sobre v\u00f3s o temor dos C\u00e9us\u00bb (1,3). O temor dos C\u00e9us, circunlocu\u00e7\u00e3o para evitar dizer o nome de Deus, compete s\u00f3 a Deus, s\u00f3 a Deus \u00e9 devido. Os perseguidores, ainda que poderosos, n\u00e3o merecem a rever\u00eancia do temor de Deus! Quem est\u00e1 a ler o pequeno texto com aten\u00e7\u00e3o, deparando-se por tr\u00eas vezes com a locu\u00e7\u00e3o \u00abN\u00e3o (os) temais!\u00bb, seguramente se recordar\u00e1 da Carta de Jeremias, que a Vulgata junta ao Livro de Baruc, que s\u00f3 nos chegou em grego, aparecendo como o seu Cap\u00edtulo VI, e em que sistematicamente se vai lendo acerca dos \u00eddolos, e com pesada ironia e diluente sarcasmo: \u00abN\u00e3o s\u00e3o deuses; portanto, n\u00e3o os temais!\u00bb (Baruc 6,14.22.28.64.68).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">3. Sendo ent\u00e3o Deus o mais poderoso e o \u00fanico que merece a rever\u00eancia dos enviados do Evangelho e o seu temor, a nossa rever\u00eancia e o nosso temor, a miss\u00e3o dos enviados do Evangelho, como tamb\u00e9m a nossa, a uns e outros confiada por Jesus, n\u00e3o pode ser calar a verdade do Evangelho s\u00f3 porque pode incomodar e p\u00f4r a descoberto o falso poder dos poderosos e os interesses e ideologias de turno que movem este mundo. Os enviados de Jesus devem anunciar sem medo, sempre e em toda a parte, a verdade do Evangelho, que \u00e9 Jesus, no sentido subjetivo e objetivo. E se nos cortarem as estradas e outros meios e acessos, \u00e9 sobre os terra\u00e7os das casas [telhados n\u00e3o havia naquele tempo nas casas da Palestina], lugares tradicionais de descanso (Mateus 24,17 e de ora\u00e7\u00e3o (Atos 10,9), mas sempre lugares altos, que deve ser gritado o Evangelho (v. 26-27). O texto repete que n\u00e3o nos compete temer o poder dos poderosos e ide\u00f3logos de turno. O maior dano que o seu poder pode causar \u00e9 matar o corpo (<em>s\u00f4ma<\/em>), mas n\u00e3o podem matar a alma (<em>psych\u00ea<\/em>). O simples facto de se falar de \u00abmatar o corpo\u00bb deixa impl\u00edcito que uma pessoa \u00e9 mais do que o corpo, como Sextus, um pitag\u00f3rico do s\u00e9c. I a.C., ilustra nas suas\u00a0<em>Senten\u00e7as<\/em>: \u00abComo um le\u00e3o tem poder sobre o corpo de um s\u00e1bio, assim tamb\u00e9m um tirano, mas s\u00f3 sobre o corpo\u00bb (<em>Sent<\/em>. 363b). \u00c9 mais sensato e inteligente, por isso, temer a Deus, que \u00e9 mais poderoso, pois pode destruir na geena \u00aba alma e o corpo\u00bb (<em>psych\u00ea ka\u00ec s\u00f4ma<\/em>) (v. 28), isto \u00e9, o ser humano na sua inteireza, todo, como expressa bem Isa\u00edas 10,18, que fala da destrui\u00e7\u00e3o das florestas da Ass\u00edria [e de Jud\u00e1], no seu todo, empregando aqui a locu\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica \u00abcorpo e alma\u00bb (<em>basar<\/em>\u00a0e\u00a0<em>nephesh<\/em>\u00a0TM;\u00a0<em>s\u00e1rx<\/em>\u00a0e\u00a0<em>psych\u00ea<\/em>\u00a0LXX), para dizer toda a floresta.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">4. \u00c9 claro que este vocabul\u00e1rio serve aqui para dizer a totalidade, e n\u00e3o tem a conota\u00e7\u00e3o dualista que a filosofia grega lhe atribui. O poder dos poderosos pode causar a morte terrena, mas nada pode nem sabe acerca da salva\u00e7\u00e3o eterna e da condena\u00e7\u00e3o eterna. Aqui, na morte terrena, acaba o poder dos homens e das ideologias e entra-se no \u00e2mbito exclusivo de Deus. Com esta articula\u00e7\u00e3o e clarifica\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica, fica tamb\u00e9m \u00e0 vista que a\u00a0<em>vida terrena<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 o bem maior, do mesmo modo que a\u00a0<em>morte terrena<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 o mal maior. O bem maior que o Evangelho anuncia \u00e9 a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus e a\u00a0<em>vida eterna<\/em>\u00a0que da\u00ed deriva, que tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 na m\u00e3o dos homens, mas apenas na m\u00e3o de Deus. Por isso, os enviados do Evangelho n\u00e3o devem, em caso algum, ceder aos poderosos e \u00e0s ideologias de turno, mesmo que essa atitude de coragem e resist\u00eancia lhes acarrete a morte terrena, como aconteceu a n\u00e3o poucos m\u00e1rtires ao longo da hist\u00f3ria. A hist\u00f3ria da Igreja est\u00e1 marcada pelos m\u00e1rtires. Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, o mart\u00edrio n\u00e3o revela o al\u00e9m, mas o aqu\u00e9m: a hist\u00f3ria humana \u00e9 revelada de um extremo ao outro. O mart\u00edrio \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do absurdo e uma fonte de sentido e da provid\u00eancia de Deus! Os pregadores do Evangelho, enviados por Jesus, de tudo despojados, n\u00e3o buscam fama nem proveito nem se contentam com qualquer acomoda\u00e7\u00e3o. O Reino de Deus n\u00e3o se acomoda ou negoceia. Os anunciadores do Evangelho n\u00e3o pregam as suas ideias nem passam as suas mensagens. Pregam o Evangelho de Jesus, dando, se necess\u00e1rio for, a sua vida terrena pela causa de Jesus, tudo em ordem, n\u00e3o a qualquer simples acomoda\u00e7\u00e3o ou inclus\u00e3o, mas \u00e0\u00a0<em>convers\u00e3o para a vida<\/em>\u00a0<em>eterna<\/em>\u00a0(cf. Atos 11,18), que Deus a todos concede.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">5. N\u00e3o devemos, pois, temer os homens. A alternativa \u00e9 temer reverencialmente a Deus. O precioso discurso mission\u00e1rio de Jesus evolui ent\u00e3o para precisar que Deus \u00e9 o nosso Pai providente, que vela at\u00e9 pelos passarinhos que n\u00e3o valem quase nada: o valor de mercado de dois desses passarinhos \u00e9 de um\u00a0<em>asse<\/em>, que \u00e9 uma moedinha de cobre que vale 1\/16 avos de um den\u00e1rio. Um den\u00e1rio \u00e9 o ordenado di\u00e1rio de um trabalhador. Um\u00a0<em>asse<\/em>\u00a0seria, portanto, o pagamento equivalente a 15-20 minutos de trabalho numa jornada de trabalho que ent\u00e3o se contava de sol a sol. E Jesus conclui ao jeito rab\u00ednico, do menor para o maior (<em>qal wahomer<\/em>): se Deus, vosso Pai, cuida desses passarinhos, pequeninos, quanto mais far\u00e1 sentir a sua provid\u00eancia sobre v\u00f3s. V\u00f3s valeis muito mais do que muitos passarinhos (v. 29-31). O resto do texto serve ainda para Jesus lembrar aos seus disc\u00edpulos e a n\u00f3s de que devemos dar testemunho dele diante dos homens, para que tamb\u00e9m Ele d\u00ea testemunho de n\u00f3s diante do \u00abmeu Pai\u00bb que est\u00e1 nos C\u00e9us (v. 32-33). Inquebr\u00e1vel \u00e9 esta rela\u00e7\u00e3o que une Jesus ao Pai, que afinal \u00e9 tamb\u00e9m o Juiz verdadeiro, o Rei verdadeiro, o \u00fanico a quem devemos reverencialmente temer. O resto, tudo o resto, os poderes que apenas metem medo e as ideologias enganosas e poeirentas, conv\u00e9m que n\u00e3o os deixemos apegar nem \u00e0 sola dos nossos p\u00e9s. Limpemos, pois, o p\u00f3. Apeguemo-nos ao amor. Poderes e ideologias vivem da sedu\u00e7\u00e3o. O disc\u00edpulo de Jesus, enviado a anunciar o Evangelho, vive da verdade de Cristo e d\u00e1 a sua vida pela verdade de Cristo, t\u00edtulo de gl\u00f3ria que nunca lhe ser\u00e1 arrebatado (cf. 2 Cor\u00edntios 11,10).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">6. Em pura sintonia com o Evangelho, entre a persegui\u00e7\u00e3o de todos e o amor de Deus que tudo supera e vence, chega-nos tamb\u00e9m hoje, neste Domingo XII, a voz simultaneamente dorida e tranquila, mas sempre apaixonada e orante de Jeremias 20,10-13. \u00c9 um extrato de uma das suas \u00abConfiss\u00f5es\u00bb, que se podem ver em Jeremias 11,18-12,6; 15,10-21; 17,12-18; 18,18-23; 20,7-18, e que s\u00e3o uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio interior, autobiogr\u00e1fico, em que o profeta de Anat\u00f4t, uma aldeiazinha situada a meia-d\u00fazia de km a nordeste de Jerusal\u00e9m, grita a Deus as dores e os amores da sua vida. Jeremias atravessou o per\u00edodo mais dram\u00e1tico da hist\u00f3ria do seu pa\u00eds, vendo primeiro, em 609, morrer tragicamente o justo rei Josias, subir ao trono o tirano rei Joaquim (609-597), assiste \u00e0s duas entradas do babil\u00f3nio Nabucodonosor em Jerusal\u00e9m, em 597 e 587, sendo a segunda para arrasar Jerusal\u00e9m e o Templo, deportar o rei Sedecias e p\u00f4r fim \u00e0 na\u00e7\u00e3o de Jud\u00e1. No meio de tudo isto, muita corrup\u00e7\u00e3o, muita viol\u00eancia, muitos interesses em jogo. Jeremias \u00e9 dotado de uma sensibilidade apurad\u00edssima. Ele \u00e9, com certeza, o mais terno dos homens da B\u00edblia, um rom\u00e2ntico afei\u00e7oado ao seu pa\u00eds, \u00e0 sua religi\u00e3o e ao seu Deus, \u00e0 sua aldeia natal de Anat\u00f4t, aos afetos e ao amor. Todavia, por n\u00e3o poder calar o que tem de dizer, por n\u00e3o poder fugir de Deus e da sua Palavra, v\u00ea-se excomungado, perseguido pelos seus conterr\u00e2neos de Anat\u00f4t, denunciado por parentes e amigos, obrigado a n\u00e3o poder constituir fam\u00edlia com a mulher amada (Jeremias 16,2). Por todos amaldi\u00e7oado (Jeremias 15,10), perseguido pelo poder, torturado e flagelado (Jeremias 20,1-6), preso (Jeremias 37,13-38,6) e exilado para o Egito (Jeremias 43,6-7), Jeremias continuou sempre a gritar a Palavra a arder que lhe chegava de Deus (Jeremias 15,16; 20,9). Jeremias articula muito bem, na sua vida, tal como Jesus e os seus disc\u00edpulos de todos os tempos, miss\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">7. Por falar em miss\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a, vale a pena tamb\u00e9m, porque ajuda a esclarecer a for\u00e7a da miss\u00e3o do Evangelho de hoje, olhar para o Ap\u00f3stolo. S. Paulo explica bem, na grande li\u00e7\u00e3o da Carta aos Romanos de hoje (5,12-15), que a Lei, por melhor que seja, n\u00e3o anula o pecado nem cura da morte. Antes, torna o pecado manifesto, pois a Lei \u00e9 uma esp\u00e9cie de dique que aumenta a albufeira do pecado, e, portanto, o vau da morte. Aumentando a albufeira do pecado, torna-o vis\u00edvel, mostra-o, f\u00e1-lo entrar pelos olhos adentro. \u00c9 assim que se pode ver depois, tamb\u00e9m, com todo o relevo e a toda a luz, a gra\u00e7a de Cristo Salvador. Foi quanto Paulo foi for\u00e7ado a ver na estrada de Damasco. Tanto viu que ficou encandeado, e nunca mais viu como via antes. Mas foi \u00abo maior mission\u00e1rio de todos os tempos\u00bb, para usar as palavras certeiras de Bento XVI.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify\" data-adtags-visited=\"true\">8. O Salmo 69, que \u00e9 uma s\u00faplica individual, continua a mostrar, com linguagem forte, como \u00e9 habitual nos Salmos, figuras orantes e cheias de esperan\u00e7a, como Jeremias, como Jesus e os seus Ap\u00f3stolos, como os mission\u00e1rios m\u00e1rtires de todos os tempos, por todos perseguidos e abandonados, mas sempre com Deus por perto, que escuta as s\u00faplicas e o louvor dos pobres e humildes. O trono de Deus, a sua c\u00e1tedra, s\u00e3o as nossas mis\u00e9rias e as nossas dores, como nos ensinou S. Jo\u00e3o XXIII.<\/p>\n<p data-adtags-visited=\"true\">Ant\u00f3nio Couto<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jr 20,10-13; Sl 69; Rm 5,12-15; Mt 10,26-33 1. 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