{"id":1769006021,"date":"2021-12-03T00:00:00","date_gmt":"2021-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.educris.com\/v3\/326-vaticano\/11009-papa-no-chipre-oracao-ecumenica-com-migrantes"},"modified":"2021-12-03T00:00:00","modified_gmt":"2021-12-03T00:00:00","slug":"papa-no-chipre-oracao-ecumenica-com-migrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/papa-no-chipre-oracao-ecumenica-com-migrantes\/","title":{"rendered":"Papa no Chipre: Ora\u00e7\u00e3o Ecum\u00e9nica com Migrantes"},"content":{"rendered":"<p class=\"img\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/imagens\/papa_francisco_nicosia_211204031720.jpeg\"\/><\/p>\n<p><p><em>No \u00faltimo dia da sua visita ao Chipre o Papa Francisco encontrou-se com migrantes na Igreja de Santa Cruz, em Nic\u00f3sia<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Leia, na \u00edntegra, a medita\u00e7\u00e3o do Papa Francisco<\/p>\n<p><em>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s!<\/em><\/p>\n<p>Sinto uma grande alegria por estar aqui convosco e concluir a minha visita a Chipre com este encontro de ora\u00e7\u00e3o. Agrade\u00e7o aos Patriarcas Pizzaballa e B\u00e9chara Ra?, bem como \u00e0 senhora Elisabeth da C\u00e1ritas. Sa\u00fado com afeto e gratid\u00e3o os Representantes das diferentes Confiss\u00f5es crist\u00e3s presentes em Chipre.<\/p>\n<p>Um grande \u00abobrigado\u00bb, vindo do cora\u00e7\u00e3o, desejo dizer a v\u00f3s, jovens migrantes, que destes os vossos testemunhos. Tinha-os recebido antes, h\u00e1 cerca de um m\u00eas, e j\u00e1 ent\u00e3o me tinham impressionado muito e hoje, ao escut\u00e1-los, comoveram-me de novo. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 emo\u00e7\u00e3o; \u00e9 muito mais: \u00e9 a como\u00e7\u00e3o que prov\u00e9m da beleza da verdade. Como a como\u00e7\u00e3o de Jesus quando exclamou: \u00abBendigo-Te, \u00f3 Pai, Senhor do C\u00e9u e da Terra, porque escondeste estas coisas aos s\u00e1bios e entendidos e as revelaste aos pequeninos\u00bb (<em>Mt<\/em>\u00a011, 25). Tamb\u00e9m eu bendigo o Pai celeste porque o mesmo acontece hoje aqui, bem como no mundo inteiro: aos pequeninos, Deus revela o seu Reino \u2013 Reino de amor, justi\u00e7a e paz.<\/p>\n<p>Depois de vos ter ouvido, compreendemos melhor toda a for\u00e7a prof\u00e9tica da Palavra de Deus, que diz atrav\u00e9s do ap\u00f3stolo Paulo: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidad\u00e3os dos santos e membros da casa de Deus\u00bb (<em>Ef<\/em>\u00a02, 19). Escritas aos crist\u00e3os de \u00c9feso (e, portanto, n\u00e3o longe daqui), s\u00e3o palavras distantes no tempo, e contudo palavras muito pr\u00f3ximas, mais atuais do que nunca, como se fossem escritas hoje para n\u00f3s: v\u00f3s \u00ab<em>n\u00e3o sois estrangeiros, mas concidad\u00e3os<\/em>\u00bb. Esta \u00e9 a profecia da Igreja: uma comunidade que \u2013 com todas as suas limita\u00e7\u00f5es humanas \u2013 encarna o sonho de Deus. Pois Deus tamb\u00e9m sonha, como tu, Mariamie, que vens da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e te definiste \u00abcheia de sonhos\u00bb. Como tu, Deus sonha um mundo de paz, onde os seus filhos vivam como irm\u00e3os e irm\u00e3s. Deus\u00a0<em>quer<\/em>\u00a0isto, Deus\u00a0<em>sonha<\/em>\u00a0isto. Somos n\u00f3s que o n\u00e3o queremos.<\/p>\n<p>A vossa presen\u00e7a, irm\u00e3os e irm\u00e3s migrantes, \u00e9 de grande significado para esta celebra\u00e7\u00e3o. Os vossos testemunhos s\u00e3o como um \u00abespelho\u00bb para n\u00f3s, comunidades crist\u00e3s. Por exemplo tu, Thamara, que vens do Sri Lanka, quando dizes \u00abmuitas vezes me perguntam\u00a0<em>quem sou?<\/em>\u00bb: a brutalidade da migra\u00e7\u00e3o coloca em risco a identidade pr\u00f3pria. \u00abMas eu sou isto? N\u00e3o sei&#8230; Onde est\u00e3o as minhas ra\u00edzes? Quem sou?\u00bb. E quando dizes isto, lembras-nos que \u00e0s vezes tamb\u00e9m nos colocam esta pergunta \u00abquem \u00e9s tu?\u00bb, pretendendo com frequ\u00eancia, infelizmente, dizer: \u00abDe que parte est\u00e1s? A que grupo pertences?\u00bb Mas, como tu nos disseste, n\u00e3o somos n\u00fameros, n\u00e3o somos indiv\u00edduos a catalogar; somos \u00abirm\u00e3os\u00bb, \u00abamigos\u00bb, \u00abcrentes\u00bb, \u00abpr\u00f3ximos\u00bb uns dos outros. Mas quando pressionam os interesses de grupos ou os interesses pol\u00edticos, mesmo das na\u00e7\u00f5es, muitos de n\u00f3s veem-se postos de lado, escravos sem o querer. Porque o interesse sempre escraviza, sempre cria escravos. O amor, que \u00e9 amplo, que \u00e9 contr\u00e1rio ao \u00f3dio, este amor faz-nos livres.<\/p>\n<p>Quando tu, Maccolins, que vens dos Camar\u00f5es, dizes que, no decurso da tua vida, foste \u00ab<em>ferido pelo \u00f3dio<\/em>\u00bb, est\u00e1s a falar disto, destas feridas dos interesses; e lembras-nos que o \u00f3dio poluiu tamb\u00e9m as nossas rela\u00e7\u00f5es entre crist\u00e3os. E isto \u2013 como tu disseste \u2013 deixa marcas, marcas profundas que perduram por muito tempo. Trata-se de um veneno. \u00c9 verdade; ouvimo-lo dos teus l\u00e1bios, dito com a tua paix\u00e3o: o \u00f3dio \u00e9 um veneno do qual \u00e9 dif\u00edcil desintoxicar-se. E o \u00f3dio \u00e9 uma mentalidade distorcida que, em vez de nos fazer reconhecer como irm\u00e3os, faz-nos ver como advers\u00e1rios, como rivais, quando n\u00e3o como objetos a ser vendidos ou explorados.<\/p>\n<p>Quando tu, Rohz, que vens do Iraque, dizes que \u00e9s \u00abuma pessoa\u00a0<em>em viagem<\/em>\u00bb, lembras-nos que tamb\u00e9m n\u00f3s somos comunidade em viagem, caminhamos\u00a0<em>do conflito para a comunh\u00e3o<\/em>. Neste caminho, que \u00e9 longo e feito de subidas e descidas, n\u00e3o nos devem meter medo as diferen\u00e7as entre n\u00f3s, mas sim os nossos fechamentos e preconceitos, que impedem de nos encontrarmos verdadeiramente e de caminharmos juntos. Os fechamentos e os preconceitos reconstroem entre n\u00f3s aquele muro de separa\u00e7\u00e3o que Cristo derrubou, ou seja, a inimizade (cf.\u00a0<em>Ef<\/em>\u00a02, 14). E ent\u00e3o o nosso percurso rumo \u00e0 unidade plena pode conhecer passos em frente na medida em que, todos juntos, mantivermos o olhar fixo sobre Jesus, sobre Ele, que \u00e9 \u00aba nossa paz\u00bb (<em>Ef<\/em>\u00a02, 14), que \u00e9 a \u00abpedra angular\u00bb (2, 20). E Ele, o Senhor Jesus, vem ao nosso encontro com o rosto do irm\u00e3o marginalizado e descartado; com o rosto do migrante desprezado, repelido, engaiolado, explorado, mas tamb\u00e9m \u2013 como disseste tu \u2013 do migrante que est\u00e1 em viagem com um fim em vista, rumo a uma esperan\u00e7a, rumo a uma conviv\u00eancia mais humana.<\/p>\n<p>E assim Deus fala-nos atrav\u00e9s dos vossos sonhos. O perigo \u00e9 que muitas vezes n\u00e3o deixamos os sonhos entrar em n\u00f3s; preferimos dormir, sem sonhar. \u00c9 t\u00e3o f\u00e1cil olhar para o outro lado. E, neste mundo, habituamo-nos a esta cultura da indiferen\u00e7a, a esta cultura de olhar para o outro lado e, assim, adormecermos tranquilos. Mas, por esta estrada, nunca se pode sonhar. \u00c9 dif\u00edcil. Deus fala atrav\u00e9s dos vossos sonhos. Deus n\u00e3o fala atrav\u00e9s das pessoas que n\u00e3o podem sonhar com nada, ou porque t\u00eam tudo ou porque o seu cora\u00e7\u00e3o se endureceu. Deus chama-nos tamb\u00e9m a n\u00e3o nos resignarmos com um mundo dividido, a n\u00e3o nos resignarmos com comunidades crist\u00e3s divididas, mas a caminhar na hist\u00f3ria atra\u00eddos pelo sonho de Deus, isto \u00e9, uma humanidade sem muros de separa\u00e7\u00e3o, liberta da inimizade, sem estrangeiros, mas apenas concidad\u00e3os, como nos dizia Paulo no texto que citei. Diferentes, claro, e orgulhosos das nossas peculiaridades; orgulhosos de ser diversos, destas peculiaridades que s\u00e3o dom de Deus. Diversos, orgulhosos de o ser, mas sempre reconciliados, sempre irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Possa esta ilha, marcada por uma dolorosa divis\u00e3o \u2013 estou a ver o muro, ali [pela porta aberta da igreja] \u2013, possa tornar-se com a gra\u00e7a de Deus um\u00a0<em>laborat\u00f3rio de fraternidade<\/em>. Agrade\u00e7o a todos aqueles que trabalham para isto. Pensar que esta ilha \u00e9 generosa, mas n\u00e3o pode fazer tudo, porque o n\u00famero de pessoas que chega \u00e9 superior \u00e0s suas possibilidades de inserir, integrar, acompanhar, promover. A sua proximidade geogr\u00e1fica facilita&#8230;, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Devemos compreender os limites a que est\u00e3o vinculados os governantes desta ilha. Mas sempre h\u00e1 nesta ilha \u2013 pude v\u00ea-lo nos l\u00edderes que visitei \u2013 [o compromisso] de se tornar, com a gra\u00e7a de Deus, laborat\u00f3rio de fraternidade. E poder\u00e1 s\u00ea-lo sob duas condi\u00e7\u00f5es. A primeira \u00e9 o reconhecimento efetivo da dignidade de toda a pessoa humana (cf. Francisco, Carta enc.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#8\">Fratelli tutti<\/a><\/em>, 8). A nossa dignidade n\u00e3o se vende, n\u00e3o se arrenda, nem deve ser perdida. A testa alta: eu sou\u00a0<em>digno<\/em>\u00a0filho de Deus. O reconhecimento efetivo da dignidade de toda a pessoa humana: tal \u00e9 o fundamento \u00e9tico, um fundamento universal que est\u00e1 no centro tamb\u00e9m da doutrina social crist\u00e3. A segunda condi\u00e7\u00e3o \u00e9 a abertura confiante a Deus Pai de todos; e este \u00e9 o \u00abfermento\u00bb que somos chamados a levar como crentes (cf.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#272\">ibid<\/a>.<\/em>, 272).<\/p>\n<p>Sob estas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel que o\u00a0<em>sonho<\/em>\u00a0se traduza numa\u00a0<em>viagem<\/em>\u00a0di\u00e1ria, feita de passos concretos, do conflito \u00e0 comunh\u00e3o, do\u00a0<em>\u00f3dio<\/em>\u00a0ao\u00a0<em>amor<\/em>, da fuga ao encontro. Um caminho paciente que, dia ap\u00f3s dia, nos faz entrar na terra que Deus preparou para n\u00f3s, na terra onde, se te perguntarem \u00ab<em>quem \u00e9s?<\/em>\u00bb, podes responder com toda a franqueza: \u00ab<em>Olha! Sou teu irm\u00e3o; n\u00e3o me conheces?<\/em>\u00bb. E continua assim, devagar.<\/p>\n<p>Ouvindo-vos, olhando o vosso rosto, a mem\u00f3ria leva-me mais al\u00e9m e vai deter-se nos sofrimentos. V\u00f3s chegastes aqui; mas quantos dos vossos irm\u00e3os e irm\u00e3s ficaram pelo caminho? Quantos desesperados come\u00e7aram o caminho em condi\u00e7\u00f5es muito dif\u00edceis, mesmo prec\u00e1rias, e n\u00e3o conseguiram chegar? Deste mar, podemos dizer que se tornou um grande cemit\u00e9rio. Olhando-vos, vejo os sofrimentos do caminho, tantos que foram raptados, vendidos, explorados\u2026, ainda est\u00e3o pelo caminho sem sabermos onde. \u00c9 a hist\u00f3ria duma escravid\u00e3o, uma escravid\u00e3o universal. N\u00f3s vemos o que acontece, e o pior \u00e9 que\u00a0<em>estamos a habituar-nos<\/em>\u00a0a isso. \u00abAh sim, hoje afundou-se um navio, em tal lugar&#8230; tantos desaparecidos&#8230;\u00bb. Mas olhem que este\u00a0<em>habituar-se<\/em>\u00a0\u00e9 uma doen\u00e7a grave, \u00e9 uma doen\u00e7a grav\u00edssima; e n\u00e3o h\u00e1 antibi\u00f3tico para esta doen\u00e7a. Devemos lutar contra este v\u00edcio de habituar-se a tais trag\u00e9dias quando as lemos nos jornais ou ouvimos noutros meios de comunica\u00e7\u00e3o. Olhando para v\u00f3s, penso em tantos que tiveram de voltar para tr\u00e1s porque os repeliram e acabaram nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, verdadeiros campos de concentra\u00e7\u00e3o, onde as mulheres s\u00e3o vendidas, os homens torturados, escravizados&#8230; Lamentamos as hist\u00f3rias que lemos dos campos de concentra\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo passado, os dos nazistas, os de Stalin. Lamentamos quando vemos aquilo e exclamamos: \u00abMas como foi poss\u00edvel acontecer isto?\u00bb Irm\u00e3os e irm\u00e3s, est\u00e1 a acontecer hoje, nas costas vizinhas! Locais de escravid\u00e3o. Vi alguns testemunhos filmados disso: lugares de tortura, de venda de pessoas. Digo isto, porque \u00e9 minha responsabilidade ajudar a abrir os olhos. A migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada n\u00e3o \u00e9 um comportamento quase tur\u00edstico: por favor! \u00c9 o pecado que temos dentro de n\u00f3s que nos impele a pensar deste modo: \u00abQue queres? \u00c9 pobre gente, pobre gente\u2026\u00bb E, com esta express\u00e3o \u00abpobre gente\u00bb, cancelamos tudo. \u00c9 a guerra deste momento, \u00e9 o sofrimento de irm\u00e3os e irm\u00e3s que n\u00f3s n\u00e3o podemos calar. Deram tudo aquilo que possu\u00edam para subir para um navio, de noite e ainda sem saber se chegar\u00e3o. E depois\u2026 tantos repelidos para acabar nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, verdadeiros lugares de confinamento, de tortura e de escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>Tal \u00e9 a hist\u00f3ria desta\u00a0<em>civiliza\u00e7\u00e3o desenvolvida<\/em>, que chamamos\u00a0<em>Ocidente<\/em>. E depois \u2013 desculpai, mas gostaria de dizer o que tenho no cora\u00e7\u00e3o, ao menos para rezarmos uns pelos outros e fazer qualquer coisa \u2013 e depois, o arame farpado. Vemo-lo aqui: esta \u00e9 uma guerra de \u00f3dio que divide um pa\u00eds. Mas, noutras partes onde tamb\u00e9m existe, o arame farpado \u00e9 colocado para n\u00e3o deixar entrar o refugiado, aquele que vem pedir liberdade, p\u00e3o, ajuda, fraternidade, alegria, que est\u00e1 fugir do \u00f3dio e esbarra num \u00f3dio que se chama\u00a0<em>arame farpado<\/em>. Que o Senhor desperte a consci\u00eancia de todos n\u00f3s diante destas coisas!<\/p>\n<p>Desculpai se disse as coisas como s\u00e3o, mas n\u00e3o podemos calar e olhar para o outro lado, nesta cultura da indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Que o Senhor vos aben\u00e7oe a todos! Obrigado!<\/p>\n<p>Educris|03.12.2021<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia da sua visita ao Chipre o Papa Francisco encontrou-se com migrantes na Igreja de Santa Cruz, em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3221073705,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[64],"class_list":["post-1769006021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1769006021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1769006021"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1769006021\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3221073705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1769006021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1769006021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/educris\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1769006021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}